sábado, novembro 7, 2026
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Imagina na Copa!

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(*) André Naves

Tô aqui de volta! Que honra. Escrever para o Iachad é a minha alegria. Sabe um drible? Um gol? É minha obra. Ouço bem, tintim por tintim, tudo o que é falado nos nossos encontros. Estudo bastante. Reflito mais ainda. Quando vejo, zaz! Ela tá lá: minha crônica, minhas palavras… Meus pensamentos no “papel”! Sou feliz com isso… Contente!
Mas hoje… Honestidade, mesmo? Tá difícil escrever… Meus pensamentos só voltam pro mesmo lugar. É um beco sem saída. Estou preso num deserto sem bússola… Quando me dou por mim, voltei pro mesmo lugar. Perambulando em círculos… Círculos… Perdido… Deserto… Noruega, 2 a 1. A gente não perdeu. Perder é normal. Todo mundo perde! Tenho uma teoria, até: no fundo, no fundo mesmo, todo mundo gosta de perder às vezes… A vitória é mais doce quando temperada pela derrota…

Mas ontem, não! Não foi apenas uma derrota. Foi uma derrota sem dignidade. A gente desistiu de ganhar! A gente perdeu de WO mesmo estando em campo… Sem dignidade… Estrutura interior! Aquele brio que faz a gente ficar de pé mesmo depois de cada tropicão! O Brasil não caiu lutando. Caiu sem raça, sem luta!
 Mas, foi o time que perdeu… Será que a gente, enquanto sociedade, comunidade, coletividade, não pode aprender nada? Só cai sem dignidade, quem não tem disciplina, quem não se esforça, quem constrói “nas coxas”… A disciplina, na medida em que gera o trabalho, é essencial ao progresso. Ela que nos livra dos vícios, das paixões…
 Não tem atalho, nem conversa… Não tem choro nem vela! Não tem dom que resista à falta de treino. Nenhum há talento sobrevive na preguiça. A disciplina é o que determina a Liberdade de cada um de nós — liberdade pra gente avançar, progredir, vencer e perder com dignidade.
 A verdade é que perder com dignidade é uma forma de vitória. É a vitória de quem continua com Esperança quando tudo vira desesperança. É a vitória de quem olha nos olhos do adversário e sabe que, apesar de derrotado, ainda continua de pé! O Brasil de ontem não conseguiu nem isso. Perdeu em todos os sentidos… É nessas horas que eu olho pra Cabo Verde. Eles sim, perderam dignamente. Lutando! De pé! Altivos!
 A vida precisa de Dignidade! De Sal! Mas, cuidado! Sal demais deixa tudo intragável! Sal demais é soberba, é presunção, é achar que o mundo deve algo pra gente! Esse exagero estraga tudo. A humildade não. Ela é o sal na medida! Quem aprende a vencer com os pés no chão, quando chega a hora, cai de pé. Quem vive de joelhos, quando tropeça, não levanta mais!
 Um verdadeiro líder se preocupa com gerações. Não com o próximo jogo, não com a próxima eleição, não com o próximo contrato. Com gerações! O Brasil acumula derrotas… Humilhações… Isso não é azar, não é coincidência, não é injustiça divina. É falta de projeto. É falta de quem olhe para além do próprio umbigo.
 Um líder sabe que um plano pode ser aquele plantio enfadonho e impopular, mas que traz uma colheita de glórias, vitórias e louros. Em outras palavras: a recompensa de fazer o que deve ser feito é o fato de que você fez o que devia ser feito. Não tem troféu nem aplauso! O ato justo já é, em si mesmo, sua própria recompensa. É por isso que aqueles que só fazem quando estão no palco falham quando as luzes se apagam.
 O Brasil de ontem parecia um time que jogava pra câmera, não pra camisa. O Brasil queria fazer “stories”… Passou longe de fazer história! Cadê o trabalho duro, o treino sem testemunhas, a disciplina? Faça o seu melhor! Faça! Não vai ter aplauso. Não vai ter holofote. Ninguém tá olhando. Faça! Faça porque deve ser feito. Faça porque a obra é a oração do homem que trabalha. Faça porque amar a D’us não é da boca pra fora! É verbo conjugado com mãos, com pés, com suor.
 Eu podia terminar aqui com algum lugar comum… Dizendo que o Brasil vai se levantar, que a esperança é a última que morre, que amanhã vai ser outro dia… Mas, não! Já passou a época da ingenuidade. A vitória só virá quando entendermos que Disciplina não é prisão — é Liberdade. A vida, como dizem, é para quem levanta…
 E levanta trabalhando!

(*) André Naves é Defensor Público Federal especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, Mestre em Economia Política, Comendador Cultural, escritor e professor. Saiba mais em www.andrenaves.com ou em suas redes sociais @andrenaves.def.

Inscrições gratuitas

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CSN abre 40 vagas para pessoas com deficiência

A CSN abriu inscrições para o Processo Seletivo do Programa Incluir 2026, que oferece 40 vagas para pessoas com deficiência interessadas em se qualificar para atuar na área industrial. O curso será realizado pela ETPC e tem como objetivo ampliar as oportunidades de formação e empregabilidade para esse público.

Voltado a candidatos com 18 anos ou mais – ou que completem essa idade até fevereiro de 2027 -, o programa oferece o curso de Operador(a) Siderúrgico(a) com Ênfase em Logística, com carga horária de 528 horas. As aulas estão previstas para começar em agosto de 2026 e seguir até fevereiro de 2027.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, até o dia 17 de julho, mediante preenchimento de formulário e envio de laudo médico atualizado com a Classificação Internacional de Doenças (CID). Os participantes precisam ter disponibilidade para frequentar o curso de segunda a sexta, em horário que será definido após o encerramento do processo seletivo.

O processo seletivo contará com prova on-line de Língua Portuguesa e Matemática, entrevistas e avaliações médicas e psicológicas. Todas as etapas são eliminatórias. Os candidatos aprovados receberão certificado emitido pela ETPC ao final do curso.

A prova on-line está marcada para o dia 22 de julho, e o resultado final do processo seletivo será divulgado em 20 de agosto. As aulas serão dadas na ETPC, na Sessenta. As inscrições podem ser realizadas por meio do link https://processoseletivoincluir.programandofuturo.com.br/

Imediato

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Sindicato enfrenta desafio para convencer nova geração de metalúrgicos a rejeitar primeira proposta da CSN

Pollyanna Xavier

Daqui a duas semanas, os metalúrgicos das empresas da base, entre elas a CSN, voltam às urnas para escolher a diretoria que comandará o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense pelos próximos quatro anos. Sem chapa de oposição, a eleição deve confirmar, tranquilamente, a permanência da atual direção. A falta de disputa nas urnas, porém, contrasta com o desafio que a entidade admite ter pela frente: o adversário não é uma chapa concorrente. Está dentro das fábricas, entre uma geração de trabalhadores que, segundo o próprio presidente da entidade, Odair Mariano, tem dificuldade de enxergar as negociações sindicais como um investimento de longo prazo. Eles preferem garantir o (pouco) ganho imediato a prolongar uma mobilização em busca de uma proposta melhor.

A avaliação foi feita por Odair Mariano no início da semana, durante entrevista ao programa Dário de Paula. O sindicalista admitiu que a principal missão da sua diretoria hoje é convencer os trabalhadores mais jovens de que, em determinadas situações, vale a pena rejeitar a primeira proposta da CSN para ampliar o poder de negociação da categoria. “Hoje, a gente tem uma categoria muito jovem, entre 19 e 30 anos. É uma geração que quer tudo para agora. Estamos tentando mostrar a importância da luta, das reivindicações e de pensar no futuro”, afirmou. “Mas é muito difícil. Eles querem tudo para ontem. Por causa do abono, aceitam rápido a primeira oferta. A gente respeita, democracia é isso”, comentou. 

Durante a entrevista, Odair disse que a mudança de perfil do ‘novo trabalhador da CSN’ vem exigindo uma adaptação da própria diretoria, formada majoritariamente por trabalhadores e aposentados mais experientes. Aliás, essa mesma diretoria, segundo o próprio Odair, não aceitava a primeira oferta da CSN, rejeitava no voto uma, duas, três vezes, obrigando a empresa a melhorar a proposta. “Estamos tentando nos adaptar nesse cenário, nesse grupo de novos metalúrgicos, para que possamos conseguir trabalhar de forma consciente e mostrar para eles a importância da luta, a importância das reivindicações, e que nem tudo é bom naquela hora. Às vezes temos que lutar e pensar no futuro, coisa na qual hoje eles não pensam”, declarou

Segundo Odair, na ocasião do acordo coletivo da CSN, a diretoria do Sindicato sugeriu que os trabalhadores não aprovassem a proposta da empresa. Até porque, na comparação com a do ano passado, a oferta era menor. Mas a categoria jovem entendeu que aquele era o momento, especialmente por conta do abono. “Nós somos o mediador entre a categoria e o patrão, mas não podemos impor dizendo que eles têm que aceitar. Não! Estamos numa democracia. Primeiro a gente respeita a democracia e depois a categoria (…) eles entenderam que aquela proposta era boa, então seguimos em frente. Ano que vem tem mais”, comentou. 

Numa entrevista rápida – pouco mais que 20 minutos – Odair, que estava acompanhado do diretor de Finanças, Alex Clemente, disse que o Sindicato está buscando se adaptar para atender essa nova geração de trabalhadores. “Estamos tentando buscar um equilíbrio para lidar com os trabalhadores mais jovens, ou não conseguiremos acompanhá-los”, reconheceu, ciente de que a parte mais incômoda talvez não seja enfrentar a CSN nas campanhas salariais, mas convencer o novo trabalhador de que, nos acordos coletivos, a primeira proposta raramente é a última. 

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