segunda-feira, maio 4, 2026
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Volta Redonda, fugindo da monocultura do aço

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Por Julio Ferreira – ex-vereador e ecologista de plantão 

(O tempo passou, as virtudes da simplicidade, do desapego à ostentação, a consciência límpida de não ser o Estado, mas o de estar provisoriamente nele, por deferência ao Bem Público, desapareceram do Brasil -Julio Ferreira)

As cidades imitam os homens. Nascem dos encontros das vontades, desenvolvem-se na luta pela sobrevivência e têm longevidade diferenciada por suas próprias histórias.

As cidades, entretanto, são mais resistentes do que os homens isolados. Há uma situação concretamente sobrenatural e continuamente modificada, que poderá sempre estabelecer ruínas palpáveis, indícios, fragmentos, renascimentos, sístoles e diástoles existenciais, ou até fazê-las desaparecer indefinidamente sob lavas, mares ou novos sítios antropológicos. 

Tudo poderá acontecer em qualquer cidade: vide Pompéia e o exemplo fulgurante de Roma; nem a efervescência escaldante do Vesúvio, libertou as delicadezas de sua arte, as frivolidades humanas de suas fraquezas, como também a glória num mundo antigo não libertou Roma de seus desafios, da crítica humanística de um mundo contemporâneo, voltada cada vez mais à recuperação integral na reorganização teocêntrica do Homem e de sua vida no planeta.

 Ouvia-se o balbuciar de Volta Redonda, quando o clarão denunciou sua primeira corrida de aço. Uma infância sob cuidados de um paternalismo estatal nem sempre primoroso, mas, certamente, autenticamente exorbitante na determinação de uma vocação siderúrgica transplantada.
O Estado brasileiro é rico em exemplos deste tipo, onde a vontade suprema do dirigismo acaba colocando comunidades humanas sob princípios e valores deformadores da liberdade, da autonomia e da livre iniciativa.

 Sem dúvida nenhuma. A privatização da Companhia Siderúrgica Nacional, foi o passo histórico em nossa libertação. Talvez poucas pessoas estejam se dando conta desse fato de que, embora abalando muitos interesses locais e mesmo externos, nos colocou na desafiadora encruzilhada atual, em que toda uma cultura política e social deverá ser repensada, sob o risco de não se poder projetar com lucidez as alternativas necessárias para fugir à monocultura do aço, em boa hora entregue aos acionistas privados. 

 Hoje, a CSN é uma grande empresa pagadora de tributos crescentes. O interesse municipal, apenas deverá envolver-se com os cuidados que um grande contribuinte possa sempre, e com legitimidade, exigir. A grande contribuição social da CSN será a de aumentar sua produtividade e seus lucros . Nada há mais que exigir-se dela, como de qualquer outra empresa de Volta Redonda. Vamos chamar isto de retorno à realidade, tão deformada pelos vícios políticos canalizados para o clientelismo, o fisiologismo e o deplorável dirigismo, que ainda pretendem ser perpetuados.

 Sem um grande suporte físico territorial, o destino de Volta Redonda não parece ser o da agropecuária e nem do Turismo às montanhas de Escória do Bairro São Luiz e arredores. O que há de se fazer, além dos serviços subsidiários à siderurgia? 

 O dilema pedirá uma sincera e plausível reflexão por todos nós. Mais que o desemprego que já assusta com a crise Global, é o desenvolvimento da pobreza que veio para multiplicar. Um quadro alarmante, quando ausente uma diretriz política que irradie um esforço coletivo contra as dependências ditadas por um passado de erros de visão.

 Na intimidade luminosa e ardente de nossas experiências de uma infância tão sofridamente mimada, poderemos desvendar que uma vontade livre de preconceitos culturais, talvez seja a grande resposta divina às aflições de um universo globalizante que fingíamos não existir. Sem dúvida o binômio Sustentabilidade e Desenvolvimento será o grande desafio de nosso subdesenvolvimento vegetativo, sempre amparado pelo assistencialismo vazio e castrador das espertezas políticas sem grandeza.

Volta Redonda tem tudo para transformar-se em Polo Internacional de Green Tecnologia e inovações no Estado do Rio. As igrejas, os fundos nacionais e internacionais, as empresas regionais não fugiriam ao desafio . Teríamos dinheiro e recursos de muitas fontes no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Investimentos nos diversos níveis de ensino, vejam a UNIFOA com seu capital intelectual , se fizéssemos a nossa parte: na ordenação de uma vontade pública municipal capitaneada pelo prefeito Neto,  pela CSN , pela CDL e ACIAP. Uma união que fecundasse em liberdade, uma atuação verdadeiramente voltada à valorização dos recursos humanos disponíveis na Região Sul-fluminense.

Só com a têmpera da fé e com a vontade política, que se forja uma melhor cidadania. 

 Volta Redonda tem tudo para mudar seu reconhecimento social, o momento é agora. 

 

NENHUM CÃO É SÓ CÃO

Por Sebastien Florens

O caso do Orelha não expõe um crime isolado, mas o abismo entre negligência e responsabilidade na forma como a sociedade trata os cães

A carta era simples, poucas linhas, escritas à mão, deixadas dentro da casinha onde ele costumava descansar. Falava de saudade, de cuidado, e de um pedido de desculpa. Pedia perdão em nome de pessoas que não souberam proteger. Não descrevia a violência, a ausência já dizia tudo.

O gesto, registrado depois da morte do cão comunitário Orelha, comoveu o país porque não era um manifesto. Era um luto silencioso, um reconhecimento tardio de que aquele animal, tratado como parte da paisagem por tantos, era, na verdade, parte da vida.

O caso do Orelha não é um desvio isolado nem um episódio excepcional. Ele escancara como a responsabilidade humana é o fator decisivo que define se um cão será protegido ou exposto, cuidado ou abandonado à própria sorte. É nesse ponto que a conexão com o trabalho de especialistas como Sebastien Florens se torna legítima. Não para comentar o crime ou explicar o inexplicável. Mas para mostrar que existem dois mundos convivendo ao mesmo tempo, tratando o cão de formas radicalmente opostas.

De um lado, o cão exposto à negligência, à violência gratuita, à ausência absoluta de responsabilidade humana. De outro, o cão visto como vida sob tutela, treinado com método, protegido por protocolos e jamais colocado em risco por descuido. Esse segundo universo é o da segurança preventiva com cães de detecção, onde o princípio básico é claro: o animal nunca paga pelo erro do homem.

Para Sebastien, especialista internacional em detecção de explosivos com cães, essa lógica não é discurso. É regra operacional. “Se o ambiente não é seguro, o cão não entra. Se o treinamento não está validado, a operação é suspensa. Quando há dúvida, o cuidado prevalece. O método existe justamente para eliminar improviso e exposição desnecessária”, relata.

Essa visão lança luz sobre um ponto desconfortável. O que aconteceu com o Orelha não foi um acidente. Foi o resultado extremo de uma cadeia de falhas humanas. Falha de cuidado, falha de limite, falha de responsabilidade. E isso não começa no ato final. Começa muito antes, na naturalização da violência, na ideia de que um cão “aguenta”, de que não sente, de que vale menos.

Tratar a morte do Orelha como um desvio isolado é uma forma de aliviar a consciência coletiva. Mas a repetição de casos de maus-tratos no país mostra que o problema é estrutural. Existe uma cultura que ainda naturaliza a ideia de que animais são descartáveis.

A carta deixada na casinha do Orelha funciona como um contraponto poderoso porque revela o oposto dessa lógica. “Ela mostra vínculo, afeto. E é justamente por isso que emociona”, comenta Sebastien.

No campo da segurança preventiva, há uma ideia que ajuda a compreender esse contraste: O silêncio. Quando um grande evento termina sem incidentes, o silêncio é sinal de sucesso. Significa que o risco foi neutralizado antes de se tornar ameaça, que o planejamento funcionou, que o cuidado foi eficaz e a segurança prevaleceu.

No caso do Orelha, o silêncio teve outro significado. Foi o silêncio da imprudência, da crueldade. Dois silêncios opostos, produzidos por escolhas humanas igualmente opostas. Essa comparação serve para lembrar algo essencial. Cães não falham. Humanos falham, sempre.

Quando um cão é bem tratado, protegido e respeitado, isso não é heroísmo. É o mínimo. Quando um cão é violentado, isso não é impulso juvenil, brincadeira ou erro pontual. É falha ética, é responsabilidade não assumida.

Orelha não era só um cão comunitário. Era um teste cotidiano de humanidade. A vida sob nossa guarda não pode ser relativizada, afinal nenhum cão é só um cão.

 Sebastien Florens é especialista internacional em detecção de explosivos com cães, com mais de 25 anos de experiência em segurança preventiva. De origem francesa, atuou em empresas privadas homologadas pelo Estado em ambientes de alta complexidade na Europa. Hoje, dedica-se à formação de cães de trabalho e à transmissão de conhecimento técnico, com foco em precisão, controle e validação contínua.

Grampos

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Ex-atletas

O deputado estadual Munir Neto vai entregar medalhas a ex-atletas e integrantes do time master, além de dirigentes que participaram da criação e história do Volta Redonda, o popular Voltaço, que completa 50 anos na próxima segunda, 9. “É mais que merecido, por tudo que o clube representa para a nossa cidade”, justificou. 

Já era (I)

O final de semana foi marcado pelo fim da história de uma empresa que está ligada à região, em especial a quem já adquiriu e manteve um carro da marca Volkswagen ao longo das últimas seis décadas. A concessionária Rodac, localizada na Ponte Alta, foi negociada e adquirida pelo grupo Recreio, um gigante Volkswagen.

Já era (II)

Em nota, a empresa comunicou que deixou de ser concessionária da Volks em Volta Redonda e Angra dos Reis, e que se mudou para um novo endereço em Barra Mansa, onde vai vender veículos novos e seminovos. 

Vice (I)

Quem gosta de política, em especial, da que é praticada no Sul Fluminense, passou o último final de semana tentando adivinhar quem poderia ser escolhido – em uma lista de dois, como o aQui publicou – como vice na chapa de Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do Estado. Muitos, inclusive, chegaram a ligar para o aQui pedindo dicas de quem estaria no páreo. 

Vice (II)

Como não podia deixar de ser, alguns arriscaram seus palpites, apostando em Neto e Pezão. O detalhe é que Neto mesmo já disse que foi convidado a sair como vice de Paes e que teria, naquele momento, recusado o convite.    

Vice (III)

Um dos mais curiosos sobre o assunto fez uma aposta digna de jogador de futebol: “Aqui em Resende dizem que o Diogo Balieiro está cotado para ser vice do Eduardo Paes”, disparou. Só não falou se tem coragem de bancar uma aposta de um real ou de um milhão de reais…

Vice (IV)

Como o aQui chegou a revelar que um dos prováveis nomes estaria meio ‘queimado’ na região, logo surgiu quem o comparasse a Vladimir Putin, presidente da Rússia no poder, com mão de ferro, há mais de 25 anos. “Estou pensando… Quem seria o ‘Putin’ do Sul Fluminense?”, postou. Vai que o apelido cola, né? 

Vice (V)

Um gaiato apostou até no nome de Kátia Miki, prefeita de Barra do Piraí. Chutou feio.  

Vice (VI)

Teve até comentário sarcástico, como: “É o Nero kkk”, escreveu um internauta, referindo-se ao prefeito Neto, que, entre os adversários, é comparado ao imperador romano. Mas não ao Putin, que fique bem, claro. 

Passeio

Para aqueles que pediram uma dica, fica esta: Eduardo Paes esteve recentemente com os dois prováveis candidatos. E olha que Paes esteve em Volta Redonda, Barra Mansa, Resende… Até em Angra do Reis, onde pegou um sol. 

Confirmado

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como o aQui já divulgou, confirmou que vai deixar o cargo no próximo dia 20 de março. Até lá, espera anunciar o nome do seu vice. Que pode ser do Sul Fluminense. Quem viver verá! 

Uniformes

A Prefeitura de Volta Redonda inicia a entrega dos uniformes escolares em todas as unidades da Rede Municipal de Ensino na próxima segunda, 9. Mais de 34 mil estudantes de 101 escolas – 96 da Secretaria de Educação e cinco da Fevre – vão receber um dos três kits adaptados para cada etapa da Educação Básica. Detalhe: os estudantes da rede municipal vão receber também kits de material escolar, igualmente divididos por modalidade da Educação Básica. Eles chegam às escolas no mês de março.

Dormindo (I)

As instalações externas do Cais Aterrado estão sendo usadas como dormitório pela população em situação de rua. Motivo: menos visibilidade pública, o local não atrai a atenção dos GMs. Outro ‘espaço-hotel’ para pessoas em vulnerabilidade fica na entrada da passarela de pedestres do Viaduto Nossa Senhora das Graças. Só falta colocarem uma placa com os seguintes dizeres: ‘Sem vagas’.

Dormindo (II)

Já outro encontrou um lugar privilegiado na Vila. Fica na área coberta de um minishopping localizado no início da Rua 31. A foto, por exemplo, foi feita por volta das 20 horas de terça, 3, e na hora ele nem quis saber se o bar e o restaurante que existem no trecho ainda estavam abertos. Abriu o cobertor e… Dormiu. zzzzzz

Protesto

O protesto de integrantes da Guarda Municipal contra o poder da Secretaria da Ordem Pública de Volta Redonda (leia-se coronel Luiz Henrique), está confirmado para segunda, 9. Detalhe: vão aproveitar para pedir ao prefeito Neto a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, como mostra a foto conseguida pelo aQui com exclusividade.

Lixo

A Prefeitura de Volta Redonda renovou, por mais 12 meses, o contrato com a Inova Ambiental para a coleta de lixo na cidade do aço. Mas, da série ‘perguntar não ofende’: e a coleta seletiva?

Sangue

A Câmara de Volta Redonda vai realizar na segunda, 9, um evento em conjunto com o Hemonúcleo da cidade para apresentar o órgão aos vereadores e servidores da Casa de Leis. Será às 15 horas.

Roubo

Parece brincadeira, mas não é. Durante a semana, na Vila, que, segundo o discurso oficial da Secretaria de Ordem Pública, é um dos bairros mais seguros da cidade, ladrões tentaram invadir o Espaço de Artes Zélia Arbex para roubar fios de cobre. Danificaram a parte elétrica e o ar-condicionado do espaço. Ninguém foi preso. Nem filmado, pelo visto… 

Fogos (I)

A Sociedade de Proteção Animal (SPA) usou as redes sociais para informar que encaminhou uma denúncia ao Conselho Municipal de Proteção Animal e à Secretaria de Proteção e Defesa Animal de Volta Redonda contra o Clube dos Funcionários, por uma suposta infração à Lei Municipal 6.603/25, que proíbe, entre outras, a utilização de fogos de artifício na cidade. “Recentemente, um grande clube realizou um evento festivo na Vila Santa Cecília com o uso de fogos ruidosos. O mais grave: havia segurança da PMVR no local e nenhuma providência foi tomada”, diz a nota, ressaltando que a denúncia requer ainda que o clube seja notificado e multado pelo descumprimento da lei.

Fogos (II)

Em janeiro, a SPA também ingressou com uma denúncia no Ministério Público contra a Prefeitura de Volta Redonda. Isso porque o município teria usado na festa de Réveillon fogos de artificio com ruído, o que é proibido por lei. 

Sessão

A Câmara de Volta Redonda realizou na segunda, 2, uma sessão extraordinária para aprovar o reajuste dos salários de servidores, comissionados e secretários em 4,26%. Detalhe: a mensagem não contemplava reajuste ao salário do prefeito Neto. Coube ao vereador Neném, presidente da Casa, fazer uma emenda concedendo aumento também ao chefe do Executivo. Foi aprovada, é claro. 

Condenado

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado José Graciosa, que já foi prefeito de Valença, foi condenado a 13 anos de prisão em regime inicial fechado pelo crime de lavagem de dinheiro. A condenação foi por 7 votos a 4. Graciosa também foi condenado à perda do cargo de conselheiro do TCE. A ex-mulher de Graciosa, Flávia Lopes Segura, foi condenada pelo mesmo crime a 3 anos e 8 meses de prisão em regime inicial aberto. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e limitação aos fins de semana.

Corrida

Com a condenação de Graciosa e seu afastamento do TCE, uma nova batalha na política do Rio de Janeiro foi aberta: agora, pela cadeira na importante Corte de Contas. O deputado estadual e presidente da Comissão de Constituição e Justiça Rodrigo Amorim (PL) e o chefe de gabinete do governador Cláudio Castro, Rodrigo Abel, são os mais cotados.

Grampos

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CSN (I)

A reportagem do aQui sobre o CSN Day, veiculada no sábado, 31, rendeu muito nas redes sociais, atingindo cerca de 65 mil internautas. Muitos aproveitaram para deixar suas opiniões. Contra e a favor das intenções do empresário Benjamin Steinbruch de procurar um sócio asiático para investir na Usina Presidente Vargas. Rafael Souza foi um deles. “Já falei que a CSN é um mal necessário, a cidade vive em prol da Siderúrgica, se acontecer qualquer coisa negativa a população é a que mais sofre”, ponderou. Flavio T Dos Santos adotou  argumento parecido. “Alguns políticos e parte do povo de Volta Redonda vivem falando contra o homem e a empresa; agora que saiu a notícia da possível venda, estão preocupados!”, escreveu.

CSN (II)

Edgard Fernandes, por sua vez, questionou a postura do presidente da CSN. “Era mais fácil fazer o investimento com os lucros da empresa e não sair vendendo parte para outro sócio”, pontuou. Em resposta a Edgard, o internauta que se identificou como Fabiano Figueira foi irônico. “Pergunta que não quer calar: Se a empresa está tão endividada, por que ela distribui todos os anos dividendos aos acionistas?”, indagou. 

CSN (III)

Outros preferiram criticar as condições da UPV. “Infelizmente, uma estrutura em processo de sucateamento. Em breve não valerá muita coisa”, aposta. Andreza Silva foi além. “Vou nem comentar. Resumindo: está um monte de cacarias sem manutenção e reformas, trabalhadores morrendo constantemente”, escreveu, sem se preocupar com nada.  

CSN (IV)

Vicente de Paula dos Reis, internauta que diz trabalhar na CSN, também comentou a situação da UPV. “Trabalho com os tanques de ácido que foram comprados para a reforma da decapagem. R$ 48 milhões só os tanques. E alguns idiotas, sem cérebro, vem falar que vai ser vendida”, disparou.

CSN (V)

Já Alexandre Campos foi curto e grosso: “Tomara que ele (Benjamin Steinbruch, grifo nosso) vende (sic) para calar a bocas (sic) de vocês”, esbravejou. 

CSN (VI)

Loize Silva foi mais sensata ao comentar na página do Facebook do aQui: “Já que está num momento bom, espero que quem trabalha na CSN consiga uma PLR digna e um excelente acordo de turno. Glória a Deus”.

PLR (I)

Na matéria sobre os estágios que a CSN está oferecendo também teve internauta, como Junior Pereira, que aproveitou o espaço livre oferecido pelo aQui para fazer uma revelação curiosa. “Alô CSN estamos há 20 anos esperando vocês tomarem vergonha na cara e pagarem a PLR de 97,98,99”, postou, conforme comentário reproduzido na íntegra.

PLR (II)

Procurada, a CSN preferiu ignorar o comentário. “Sem fundamento”, disparou uma fonte da empresa.  

Estágio (I)

Termina na próxima sexta, 13, o prazo para quem estiver interessado em ocupar uma das 60 vagas do Programa de Estágio oferecido pela CSN para as unidades de Volta Redonda e Porto Real, sendo 50 para estudantes de nível superior e 10 para de nível médio/técnico.

Estágio (II)

Para o nível superior, as vagas são para os cursos de Engenharias (Mecânica, Elétrica, Automação, Materiais, Produção, Química, Metalurgia e Engenharia da Computação), além de Tecnologia da Informação (TI), Administração e Direito.

Estágio (III)

Já para os do nível médio/técnico, podem se candidatar estudantes dos cursos de Técnico em Informática, Mecânica, Automação, Eletrotécnica, Elétrica, Química, Meio Ambiente e Enfermagem do Trabalho. As inscrições devem ser feitas em www.csn.com.br/oportunidades. 

Jardim dos Inocentes (I)

O tradicional Jardim dos Inocentes, na Vila, como o aQui mostrou com exclusividade, está passando por uma revitalização. Pena que as obras estejam sendo feitas a passos de cágado. O prazo previsto pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, de quatro meses, dificilmente será cumprido. O investimento é de exatos R$ 485.996,19. Por enquanto, está sendo feita a instalação de um piso intertravado (argh) com o assentamento dos blocos de concreto na cor vermelha. Horrível, por sinal. Aliás, fica a pergunta: por que não usaram as pedras portuguesas que foram arrancadas da Rua 33? Ficaria muito mais bonito e condizente com o local histórico da cidade do aço. 

Jardim dos Inocentes (II)

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Sérgio Sodré, não deve concordar. Para ele, com a revitalização, o Jardim dos Inocentes vai ficar um brinco. “O projeto busca resgatar a identidade do local, promover o uso qualificado do espaço público e incentivar a permanência das pessoas, fortalecendo o comércio, o turismo e a convivência social no entorno. Trata-se de uma intervenção pensada para preservar a memória do jardim, ao mesmo tempo em que o prepara para atender às necessidades atuais e futuras da cidade”, crê Sodré.

Jardim dos Inocentes (III)

Vale lembrar que, ao aQui, Sodré chegou a revelar que o Jardim dos Inocentes vai ganhar dois novos ‘elementos arquitetônicos’. Quais, ele não disse até hoje. 

Jardim dos Inocentes (IV)

As obras de revitalização do Jardim dos Inocentes prejudicaram o estacionamento ao longo da Rua 31, principalmente nas imediações de uma escola vizinha. Para estacionar e retirar as crianças dos carros, os motoristas têm que usar a porta que dá para a via, o que causa uma certa insegurança até em quem transita pela rua.   

Jardim dos Inocentes (V)

Fica a súplica: que não inventem de retirar ou podar drasticamente nenhuma árvore da bela praça.

Outros jardins

A intenção do Palácio 17 de Julho ao revitalizar o Jardim dos Inocentes é boa. Muito boa. Pena que cerca de 300 espaços públicos – 304 praças exatamente – estejam precisando de manutenção urgente e os serviços simples, como cortar o mato alto, não têm um fluxo contínuo. No Jardim Normândia, o parquinho das crianças virou uma minifloresta. Só falta o lobo-mau. 

Polícia (I)

A Prefeitura de Volta Redonda firmou um convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Estado de Polícia Civil para a implementação do Regime Adicional de Serviço (RAS). Por ele, a cidade do aço terá um reforço mensal de até 62 policiais civis que poderão trabalhar em seus horários de folga na 93ª Delegacia de Polícia, e até 31 na Deam, o que equivale a um reforço diário de três policiais a mais em Volta Redonda – dois na 93ª DP e um na Deam.

Polícia (II)

“Esse convênio mostra que o Poder Público não mede esforços para investir na segurança pública. Segurança pública é qualidade de vida, e cuidar das pessoas é uma prioridade nossa todos os dias. Estamos fortalecendo a parceria com a Polícia Civil, com o objetivo de reforçar a atuação e, principalmente, garantir mais proteção para a nossa população”, justificou o prefeito Neto. “É uma medida que vai fortalecer o trabalho de investigação e impactar positivamente o combate à criminalidade em Volta Redonda”, destacou Vinícius Coutinho, delegado titular da DP.

Deam (I)

O reforço para a Deam foi comemorado pelo deputado Munir Neto. “Esse convênio fortalece a integração das forças de segurança e, principalmente, amplia a proteção à mulher. Atuar em prol de uma sociedade cada vez mais segura, garantindo estrutura para o combate à violência contra a mulher, é atuar pela qualidade de vida de todas as famílias”, disse.

Deam (II)

Titular da unidade policial, Juliana Montes entende que a Deam poderá ter um atendimento mais célere e melhor às mulheres vítimas de violência. “É uma parceria muito importante, que mostra o comprometimento da prefeitura não só com a segurança pública, mas com a causa das mulheres e com a seriedade com que o tema é tratado pelo Poder Executivo em Volta Redonda”, disse. 

Outro lado da moeda

O convênio da Prefeitura de Volta Redonda com a Polícia Civil também gerou algumas críticas. “Os guardas municipais de Volta Redonda se sentem desvalorizados pelo poder público. O policial civil vai receber R$ 600 por dia da prefeitura para trabalhar nas folgas. Um PM ganha R$ 500 e os GMs, que fazem o mesmo trabalho policial na segurança da cidade, recebem só R$ 204”, comparou um GM, pedindo anonimato. 

GM

Na manhã de quinta, 5, na entrevista a Dário de Paula, o prefeito Neto, vejam só, elogiou a GM de Volta Redonda. Anunciou até que vai inaugurar uma sala na sede da Secretaria de Ordem Pública com o nome de Dalbone, ex-comandante da Guarda Municipal. Mas não falou nada do Plano de Cargos, Carreira e Salários da GM, que está pronto e ainda não foi colocado em prática, reclamou um dos integrantes da corporação em contato com o jornal. 

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