sexta-feira, outubro 30, 2026
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Filho de Volta Redonda

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Furtado entende que população está cansada de escândalos e de políticos que colocam interesses pessoais acima do interesse público

A lista dos candidatos à Câmara Federal está recheada de “velhos conhecidos” dos eleitores da região. Gente que já deu o que tinha que dar, que faz do mandato uma profissão bem remunerada. No meio dela, entretanto, um nome se destaca por tentar chegar lá e, mais importante, cheio de boas ideias. Estamos falando do vereador Rodrigo Furtado (PL), natural de Volta Redonda, como gosta de frisar. Um bolsonarista assumido.

“Para presidente, meu voto é em Flávio Bolsonaro. Não escondo meu lado e respeito democraticamente quem fizer escolhas diferentes”, pontuou em entrevista exclusiva ao aQui. 

Rodrigo Furtado foi além. Lembrou que um deputado federal tem direito a R$ 50 milhões em emendas e garantiu que, se for eleito, usará os recursos para melhorar a Saúde em Volta Redonda e região. Por ele, o Hospital Regional seria um hospital de verdade. “O Hospital Regional pode ser referência de urgência e emergência, com portas abertas 24 horas, atendendo toda a população do Sul Fluminense”, justificou. 

 

Veja abaixo a entrevista exclusiva com Rodrigo Furtado, candidato a deputado federal pelo PL  

 

aQui: Por que o senhor decidiu se lançar como candidato?

Rodrigo Furtado: Decidi ser candidato porque sou o único filho de Volta Redonda candidato a deputado federal e quero levar nossa voz, nossa força e nosso trabalho para Brasília. Tenho três mandatos como vereador e 23 anos de advocacia, experiência para transformar demandas em resultados. Um deputado federal pode trazer mais de 50 milhões em emendas por ano, que serão investidos na saúde, trazendo especialistas que faltam, como neurologistas, oftalmologistas e pediatras. Também investirei recursos para reformar escolas e praças, pavimentar ruas e melhorar a infraestrutura de Volta Redonda e região.

 

aQui: Como candidato bolsonarista, quais seriam as suas chances?

Rodrigo Furtado: Estou no PL a convite do presidente Bolsonaro e filiação assinada pelo Flávio Bolsonaro. Sou o único candidato a deputado federal nascido em Volta Redonda. Minha candidatura representa uma posição política clara, baseada nos valores que defendo: Deus, Pátria, Família, Liberdade, Segurança, responsabilidade e respeito ao cidadão. Mas eleição não se ganha apenas com discurso. É preciso apresentar trabalho, propostas e disposição para enfrentar os problemas. Quero conquistar cada voto mostrando aquilo que pretendo fazer e, principalmente, ouvindo a população.

 

aQui: O que o senhor já fez como vereador em Volta Redonda?

Rodrigo Furtado: Em três mandatos, eu não fiquei apenas no discurso: fiscalizei, cobrei e entreguei resultados: trouxe a primeira Escola Cívico-Militar de Volta Redonda, que vem se destacando no Saeb, Enem e vestibulares. Lutei pelo Piso Nacional da Enfermagem. Garanti o Bilhete Único: duas viagens pagando apenas uma passagem. Troco Solidário, que tem ajudado entidades filantrópicas. Trouxe recursos para a reforma da UPA e para a nova rotatória do Santo Agostinho, entre outras. Se em três mandatos fiz tudo isso como vereador, imagine o que posso fazer em Brasília com os recursos e a força de um deputado federal.

 

aQui: Cite três projetos de lei que pretende apresentar caso seja eleito.

Rodrigo Furtado: Criação de um programa nacional de escolas cívico-militares públicas, gratuitas e em tempo integral, com educação tecnológica e profissionalizante. Canetas emagrecedoras no SUS, Redução da Maioridade Penal para 16 anos para crimes hediondos, CNH provisória aos 16 anos, Multas de Trânsito vinculadas ao CPF e não à placa, entre outras.

 

aQui: O senhor é contra ou a favor do envio de emendas parlamentares? Não acha que as emendas colocam os prefeitos sob dependência política dos parlamentares?

Rodrigo Furtado: Sou a favor das emendas parlamentares, porque elas são um dos principais instrumentos que um deputado tem para levar recursos para onde a população mais precisa. O que não pode existir é troca de favores ou falta de transparência: todo recurso público precisa ter finalidade, fiscalização e rastreabilidade. Se Volta Redonda e a região me elegerem, teremos a oportunidade de buscar mais de R$ 50 milhões por ano em recursos e emendas federais. É dinheiro que virá para a saúde, médicos especialistas, escolas reformadas, infraestrutura e obras — recursos que hoje muitas vezes vão para outras regiões, porque não temos uma voz nossa em Brasília.

 

aQui: Se tivesse de enviar uma emenda para uma única obra em alguma cidade no Sul Fluminense nos próximos quatro anos, qual seria?

Rodrigo Furtado: Sem dúvida, eu destinaria os recursos para transformar o Hospital Regional em uma grande referência de urgência e emergência, com portas abertas 24 horas, atendendo toda a população do Sul Fluminense. E iria além: trabalharia para integrar àquela unidade um Hospital Regional do Câncer, oferecendo diagnóstico, tratamento e atendimento especializado mais perto da população. Isso significaria fortalecer a saúde regional e salvar vidas, evitando que pacientes precisem viajar para outras regiões em busca de atendimento. Ao mesmo tempo, ajudaria a desafogar os hospitais municipais, como o São João Batista, o Hospital do Retiro, a Santa Casa de Barra Mansa e outras unidades da região. Eu quero uma saúde regional forte, porque ninguém deve precisar sair do Sul Fluminense para ter acesso a um atendimento digno e especializado.

 

aQui: O senhor tem acompanhado os trabalhos na Câmara? Cite três boas leis aprovadas recentemente que estão sendo úteis para a população. Cite também outras três leis que têm tudo para não “vingar” ou que sejam inúteis.

Rodrigo Furtado: Acredito que lei boa é aquela que melhora de verdade a vida das pessoas. Em Volta Redonda, criei grandes leis, como o Troco Solidário, o acompanhante para mulheres em consultas e exames e o Bilhete Único sem terminal. São projetos que nasceram das necessidades reais da população e trouxeram resultados concretos. Em Brasília, quero levar essa experiência: menos leis inúteis, mais soluções e resultados para a população.

 

aQui: Como o senhor analisa a questão da segurança em Volta Redonda e região? Cite dois lugares aonde iria sem medo de ser assaltado ou morto.

Rodrigo Furtado:  A segurança pública é hoje uma das maiores preocupações das famílias de Volta Redonda e do Sul Fluminense. Defendo uma polícia valorizada, bem equipada, preparada e com inteligência e integração entre as forças de segurança. O cidadão de bem precisa ser protegido, e o criminoso precisa ser combatido com firmeza, sempre dentro da lei. Por isso, não quero escolher apenas dois lugares onde me sinto seguro: quero segurança em todos os bairros. Segurança não pode ser privilégio de alguns; tem que ser direito de todos.

 

aQui: Em quem o senhor vai votar para governador? Para senador? E para presidente?

Rodrigo Furtado: Para governador, voto em Douglas Ruas. Para as duas vagas ao Senado, voto em Carlos Jordy e Carlos Portinho. Para deputado estadual, voto em Anderson Moraes. Para presidente, meu voto é em Flávio Bolsonaro. São escolhas claras e coerentes com o projeto político que defendo. Não escondo meu lado e respeito democraticamente quem fizer escolhas diferentes.

 

aQui: Como analisa os recentes escândalos envolvendo políticos, eleitos ou não, tanto no estado do Rio quanto em Brasília?

Rodrigo Furtado: A população está cansada de escândalos e de políticos que colocam interesses pessoais acima do interesse público. Política precisa voltar a ser sinônimo de responsabilidade. Quem recebe um mandato recebe uma responsabilidade enorme e precisa prestar contas à população. Defendo fiscalização, transparência e punição para quem cometer irregularidades, independentemente de partido ou grupo político.

 

aQui: Por que acredita que o eleitor deve votar no senhor e não no seu adversário?

Rodrigo Furtado: Eu não quero pedir o voto do eleitor baseado em promessa. Quero que ele conheça minha história, compare e decida. Sou filho de Volta Redonda, trabalhei 10 anos na CSN, sou advogado há mais de 23 anos e estou no terceiro mandato de vereador. Tenho trabalho realizado, leis aprovadas e conquistas importantes, e agora quero levar essa experiência para Brasília. Meu objetivo é buscar mais de R$ 50 milhões por ano em recursos e emendas para Volta Redonda e o Sul Fluminense, investindo em saúde, educação, segurança e infraestrutura. Quero ser o deputado que traz recursos para nossa região e presta contas de cada centavo. É por isso que peço a confiança do eleitor: Dr. Rodrigo Furtado, 2266.

A Casa caiu

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Pitombeira assume presidência da Câmara

A terça, 1 de setembro, foi marcada por tempo ruim, com direito até a uma garoa, bem ao estilo paulistano. Em Barra Mansa, entretanto, a ‘grande’ novidade foi outra. Ficou por conta da renúncia de Paulo Sandro à presidência da Câmara de Vereadores, alegando motivos pessoais. Só que a história não é bem assim. Já era esperada desde julho, quando o Ministério Público passou a exigir a destituição do parlamentar por estar ‘indevidamente ocupando o cargo’. E deu no que deu.
Para não comprar uma briga indesejada com o MP, Paulo Sandro deixou a presidência da Câmara de Barra Mansa alegando motivos pessoais para tomar tal decisão. “Quero me dedicar ao cargo”, justificou. Mas isso pode ser por pouco tempo, já que algumas fontes dão conta que Paulo Sandro – hoje mais preocupado com a eleição de Eduardo Paes ao governo do Estado e Rodrigo Drable à Alerj – pode acabar sendo nomeado para comandar alguma secretaria do governo Furlani. Procurado pelo aQui, Furlani não respondeu aos contatos da reportagem.
A polêmica sobre a presidência da Câmara começou em 10 de julho, há quase dois meses, quando o MPRJ recomendou o “afastamento imediato” de Paulo Sandro da presidência da Casa, cargo que Paulo ocupava desde 2023. O MP pediu ainda a anulação da eleição antecipada realizada em março de 2025, que havia escolhido Paulo para continuar como presidente em 2026.
A nova eleição foi feita a toque de caixa na manhã de terça, 1, quando 18 dos 19 vereadores (à exceção de Marcell Castro, ausente) elegeram Marquinho Pitombeira para a presidência da Casa, com mandato até o final do ano. Em 2027, conforme eleição feita em 27 de fevereiro de 2026, o presidente será Bruno Oliveira, tendo Deco como vice-presidente, Cristina Magno (2ª vice-presidente), Jefferson Mamede (1º secretário) e Klévis Farmacêutico (2º secretário).

Eleito

Em seu terceiro mandato, Marquinho assumiu agradecendo a confiança depositada pelos vereadores e lembrando de seu pai, o ex-vereador Pitombeira, que também foi presidente da Câmara. “É uma nova missão que assumo nesta Casa e espero representar a Câmara com amor, carinho e dedicação. Peço que os vereadores me ajudem a desempenhar esta função e a conduzir esta Casa, com eficiência e união, para o melhor para os munícipes. Me sinto honrado de sentar nesta cadeira, pois meu pai já assumiu este cargo outras três vezes em seus mandatos. Agradeço a Paulo Sandro e aos vereadores, por terem depositado a confiança em mim, e aos funcionários desta casa, que são meus amigos e serão parceiros nesta nova missão”, afirmou Pitombeira.  

Veja a sequência do caso, até a renúncia de Paulo Sandro:

  • 14 de março de 2025: Paulo Sandro foi eleito, por unanimidade e de forma antecipada, para presidir a Câmara também em 2026. Com a eleição, Paulo completaria quatro mandatos consecutivos na presidência da Casa; 
  • 1º de janeiro de 2026: Paulo Sandro tomou posse e declarou que assumia pela quarta vez a presidência da Câmara (o que é contestado pelo MP);
  • 10 de julho: o MP recomendou o afastamento imediato do presidente. Motivo: entendia que quatro anos consecutivos no cargo contrariam a jurisprudência vinculante do STF, que admite somente uma recondução sucessiva para o mesmo cargo na Mesa Diretora. O MP ainda foi além. Recomendou que a Câmara anulasse a eleição realizada em março de 2025 e convocasse nova eleição, dando à Casa 30 dias para informar se cumpriria as medidas;
  • 31 de agosto: Paulo Sandro assinou sua renúncia; e
  • 1º de setembro: o documento foi lido em plenário e a Câmara realizou uma nova eleição. Marquinho Pitombeira recebeu 18 votos dos 18 vereadores presentes; apenas Marcell Castro estava ausente. 

 

GRAMPOS

Arena do Siderlândia

No sábado, 29, o prefeito Luiz Furlani inaugurou a nova Arena Siderlândia (Sidão) – Darcy Noronha, localizada à Rua José Gonçalves Rebollas. Foi o 10º equipamento esportivo entregue por Furlani desde o início de sua gestão. A revitalização incluiu a colocação de um gramado sintético, novo alambrado e novo sistema de iluminação. Os vestiários foram reformados, entre outros. Ganhou até cor nova, em verde e amarelo, em referência à tradicional equipe de futebol do bairro. 

Personalidades do bairro, como Luis de Oliveira Leal Junior, o Nin, destacaram a importância da entrega para a comunidade. “Muitos prometeram, fizeram festa, pousaram até de helicóptero aqui, há mais de 10 anos, dizendo que iam substituir o chão de terra batida por um gramado para a gente. Isso não aconteceu. O Furlani não precisou vir de helicóptero, nem fazer festa. Falou com a gente e está cumprindo sua palavra. Nossa gratidão”, comentou Nin.

Em sua fala, Furlani lembrou que os equipamentos esportivos podem abrir novas oportunidades para crianças e jovens. “O esporte é uma ferramenta de transformação. É através dele que conseguimos criar oportunidades e ajudar nossos jovens a construir um futuro melhor. O Siderlândia já revelou talentos, como o Ruan, que hoje joga no sub-20 do Athletico Paranaense. Assim como ele, muitas outras crianças e jovens podem transformar suas histórias através do esporte. Eu fui jogador de futebol e futsal, sei o quanto o esporte contribuiu para a minha formação. Por isso, sabemos da importância de oferecer espaços como este, com estrutura adequada, para que nossas crianças e nossos jovens possam treinar, conviver e desenvolver seus talentos. Muita coisa boa ainda está por vir”, pontuou.

Foto: Gabriel Borges

 

Refis 2026

A Secretaria de Finanças de Barra Mansa destaca que os contribuintes têm até o dia 18 de dezembro para aproveitar as condições especiais oferecidas pelo Refis, que permite a regularização de débitos municipais com descontos de até 100% sobre juros e multas, além de opções de parcelamento de acordo com o valor da dívida. Podem ser incluídos no Refis tributos e demais débitos municipais com vencimento até 31 de dezembro de 2025, estejam ou não inscritos em dívida ativa. Entre os débitos que podem ser regularizados estão IPTU, ISS, ITBI, taxas de alvará de funcionamento, multas, infrações e outras obrigações municipais, além de débitos junto ao Saae.
O programa permite o pagamento à vista, com abatimento integral dos juros e multas, e também oferece alternativas de parcelamento que variam de 12 a 120 vezes, conforme o valor do débito e as condições estabelecidas pela legislação do programa. A adesão pode ser on-line ou presencial, através do link https://gp.srv.br/tributario/barramansa/portal_serv_servico?22,69

Alimentos

O Banco de Alimentos de Barra Mansa, vinculado à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, recebeu quase cinco toneladas de alimentos não perecíveis arrecadados durante o evento Elite dos Bailes, realizado em, 22 de agosto. Tudo será destinado às famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar, além de instituições de Barra Mansa cadastradas nos programas desenvolvidos pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. “Essas quase cinco toneladas de alimentos representam muito para as famílias que vivem em situação de insegurança alimentar e também para as instituições que realizam um trabalho fundamental no atendimento à população. É uma demonstração de que, quando sociedade, iniciativa privada e poder público se unem, conseguimos ampliar a nossa capacidade de cuidar das pessoas”, destacou Joseane Ricarte, titular da pasta.
Foto: Chico de Assis

Passo à frente

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FOA e IACC avançam em parceria para formação de profissionais em oncologia

A aproximação entre a FOA (Fundação Oswaldo Aranha) e o Instituto Angolano de Controle do Câncer (IACC) avançou com a presença, em Volta Redonda, do diretor-geral do instituto angolano, Fernando Miguel, que esteve na instituição acompanhado da diretora administrativa da entidade, Edna Viegas, para conhecer as estruturas do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e bater o martelo quanto à formação e ao intercâmbio de profissionais da saúde.

A parceria começou a sair do papel em janeiro, quando uma comitiva do IACC esteve no H.FOA e no UniFOA para conhecer os serviços, os fluxos assistenciais e as práticas desenvolvidas na área de oncologia. Na ocasião, o grupo demonstrou interesse em trocar experiências e estabelecer uma cooperação com a instituição. “Nós ficamos muito interessados em fazer intercâmbio com a cidade de Volta Redonda e com a FOA”, afirmou Fernando Miguel. 

A aproximação gerou até a presença de dois representantes do instituto: o físico médico Higidio Miezi Eduardo, assessor de Direção e coordenador de intercâmbio internacional em oncologia do IACC, e Adelina Virgílio David da Silva, gestora de pessoal da instituição. Agora, com a presença de Fernando e Edna, as conversas avançaram para a estruturação de um programa de capacitação que prevê que profissionais angolanos venham ao Brasil para treinar na FOA e que profissionais do UniFOA também possam viajar para Angola para compartilhar conhecimentos e experiências diretamente com as equipes do país.

“Estabelecermos parceria com esta fundação para inicialmente começarmos a treinar recursos humanos angolanos aqui e, posteriormente, profissionais daqui da FOA irem para Angola para treinar também os nossos profissionais in loco”, explicou Fernando Miguel.

A parceria também envolve a criação de um fellow voltado à capacitação de profissionais angolanos que vão permanecer em Volta Redonda para acompanhamento e formação. Segundo a reitora do UniFOA, professora Ivanete de Oliveira, a iniciativa representa uma oportunidade de internacionalização da instituição e de ampliação da formação acadêmica e profissional. “Hoje estamos aqui para consolidar a proposta de um fellow, por meio do qual vamos capacitar profissionais angolanos que vierem ao Brasil para um período de formação na nossa instituição”, destacou, aproveitando para acrescentar:
“Da mesma forma, nós também vamos até Angola para estudar um pouco mais a questão epidemiológica do país e conhecer outras doenças que sabemos que têm características diferentes das encontradas no Brasil. A partir da realidade que temos hoje na saúde pública brasileira, conseguimos contribuir e colaborar muito com esse outro país, que é Angola”, afirmou.

A troca, segundo Ivanete, poderá gerar oportunidades de mobilidade acadêmica para estudantes e ampliar a experiência internacional. “E isso para os nossos estudantes vai ser a oportunidade de mobilidade acadêmica, de internacionalização e vai contribuir bastante para a formação de todos nós”, pontuou.

Para o presidente da FOA, Eduardo Prado, a parceria é resultado direto do trabalho desenvolvido em Volta Redonda na área de prevenção e cuidado oncológico. Segundo ele, a experiência do município com o rastreamento do câncer despertou o interesse dos profissionais angolanos e motivou a aproximação entre as instituições. “O programa de rastreio do câncer aqui na cidade de Volta Redonda, que é um sucesso, ganhou o mundo e foi parar lá em Angola”, afirmou, destacando o papel da FOA e do H.FOA na assistência oncológica e na formação de profissionais, ressaltando que a cooperação poderá levar para Angola experiências desenvolvidas na instituição.
“A FOA e o UniFOA estão propondo um trabalho em conjunto de capacitação, treinamento dos profissionais de Angola aqui no Brasil, das práticas de sucesso que o nosso hospital tem”, disse. “Então, nós vamos fazer uma parceria muito positiva nesse treinamento, nesse fellow, para esses profissionais da área de saúde. Nós vamos não só salvar vidas aqui em Volta Redonda e na região, mas também lá em Angola, através dos conhecimentos que serão destinados a esses profissionais”, afirmou.

A perspectiva de longo prazo também foi destacada pelo diretor-geral do IACC, Fernando Miguel, que aposta no intercâmbio. “Esse movimento vai começar, vai e vem: os nossos vêm, os vossos também vão, de forma que, no futuro, porque nunca é demais sonhar, quem sabe a FOA tenha uma sucursal lá em Angola”, sugeriu. É, quem sabe? 

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