segunda-feira, outubro 26, 2026
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Pra depois da folia

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Pollyanna Xavier

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) vai demitir. A informação, infelizmente verdadeira, foi repassada ao aQui por uma fonte do meio siderúrgico, com acesso à direção da empresa. As demissões vão atingir todos os setores da fábrica de Santa Cruz, no Rio. Funcionários da produção, logística, manutenção e até supervisão e gerência não serão poupados. O número de dispensas pode ser superior a 500 e os ‘avisos prévios’ devem começar a ser entregues a partir de 1º de março. “Muitos trabalhadores de Volta Redonda e Barra Mansa serão atingidos com estas demissões”, disse a fonte, pedindo que seu nome não seja revelado. “Os diretores saem em menos de um mês”, disparou.

 

A informação sobre demissões na CSA ganhou força um dia após o comunicado oficial da empresa sobre a transação que resultou na venda da Companhia para o grupo ítalo-argentino Ternium. Desde 2013, a ThyssenKrup – dona da CSA – já sinalizava a intenção de vender a planta de Santa Cruz, mas esbarrava no impasse societário com a Vale. Resolvido o impasse, a Thyssen colocou a CSA à venda e a CSN chegou a cogitar a compra da concorrente. Benjamin Steinbruch, presidente da CSN, e Enéas Diniz, além de outros diretores, chegaram a visitar a planta industrial por várias vezes. As negociações, porém, não avançaram e a Ternium entrou no negócio.

 

A Thyssen e a Ternium negociaram por quase dois anos seguidos. No final de 2016, as negociações avançaram, mas não chegaram a ser concluídas porque a Ternium – que também faz parte do grupo que controla a Usiminas – queria pagar menos que o atual valor contábil da fábrica, de dois bilhões de euros (algo em torno de 2,17 bilhões de dólares). Na época, a Thyssen chegou a dizer que qualquer acordo abaixo deste valor afetaria suas reservas de capital. Por outro lado, como não houve outros interessados na siderúrgica, a Thyssen acabou fechando negócio com a Ternium.

 

Mergulhada em dívidas e com sérios problemas ambientais, a CSA teve 100% das suas ações vendidas por 1,5 bilhão de euros. Convertido em reais, o valor é da ordem de R$ 4,9 bilhões e, segundo o comunicado oficial da empresa, a venda da CSA vai retroagir ao dia 30 de setembro de 2016. A grande interrogação dentro da fábrica é sobre a gestão da Ternium na CSA. Funcionários ouvidos pelo aQui (e que pediram anonimato), disseram temer os rumos da empresa daqui pra frente. “Mesmo que eles neguem, a venda vai, sim, resultar em demissões. Estamos todos preocupados”, comentou um deles. “Acredito que eles (os argentinos da Ternium) venham depois do Carnaval”, acrescentou. 

 

Segundo este funcionário, a lista de demitidos inclui dezenas de trabalhadores de Volta Redonda, Pinheiral, Barra Mansa e Barra do Piraí. “Vai ser mais uma porrada (sic) na região”, pontuou, referindo-se ao aumento do número de desempregados. A maioria, diz ele, é de ex-metalúrgicos da CSN que deixaram a UPV para trabalhar na CSA. Que ainda moram nas cidades do Sul Fluminense e se deslocam de ônibus para a fábrica de Santa Cruz. “Os de maiores salários serão os primeiros. Tem diretores, gerentes e coordenadores na lista, não é só peão, não”, garantiu. “Gente que saiu da CSN e da Gerdau pra vir pra cá. Infelizmente muita gente vai rodar”, contou, revelando que o Sindicato dos Metalúrgicos local sabe das demissões, mas ainda não tomou nenhuma providência.

 

O aQui enviou pedidos de informação para a assessoria de imprensa da CSA na quinta, 23. Por telefone, representantes da Ascom negaram uma demissão em massa na empresa, mas citaram um possível turnover com as mudanças envolvendo a venda da Companhia. “Demissões em massa, não. O turnover existe em qualquer empresa. É uma rotatividade de pessoal, mas não há nada de demissões em massa. Negamos esta informação”, garantiu Daniela Melina, da empresa In Press Porter Novelli, que faz a assessoria de comunicação da CSA.

Venda

Em fevereiro de 2013, o empresário Benjamin Steinbruch entrou nas negociações para a compra da CSA. Na época, a oferta da CSN foi apresentada, formalmente, através do Bradesco BBI – contratado especialmente para tratar do assunto. Outras 10 empresas também formalizaram uma proposta de compra pela CSA. Dentre elas, a Ternium, as japonesas Nippon Steel e JFE, Gerdau, a coreana Posto, a chinesa Baosteel e a ArcelorMittal. Sobre esta última, o aQui descobriu que o presidente da empresa, o indiano Lakshmi Mittal, esteve pessoalmente na CSA conversando com diretores da siderúrgica.

 

No caso da oferta da CSN, Benjamin Steinbruch tentou, a todo custo, convencer o BNDES a ser seu sócio no negócio. Ele ofereceu US$ 1,8 bilhões (algo em torno de R$ 3 bilhões na época) pela CSA e por uma laminadora que a Thyssen possuía no estado americano do Alabama. O problema é que Steinbruch só dispunha de R$ 3 bilhões e o restante teria que sair dos cofres do BNDES. Já a Ternium entregou sua oferta, mas sinalizou que poderia recuar caso o BNDES entrasse na jogada ao lado da CSN. O bancão não topou e Benjamin saiu da negociação. Fez bem. Muito bem. Comprar a CSA é comprar um abacaxi, daqueles difíceis de descascar.  

 

A CSA é uma empresa problemática desde a sua construção. O início das operações, por exemplo, foi marcado por uma série de desacertos operacionais, especialmente no âmbito ambiental. De 2010 (ano da inauguração) pra cá, a Thyssen já desembolsou mais de R$ 20 milhões em multas e indenizações ambientais. As falhas da linha de produção obrigaram a Companhia a investir R$ 100 milhões para corrigi-las, na tentativa de estancar a poluição. Não estancou. Até hoje a empresa não conseguiu a liberação da Licença de Operação dos órgãos ambientais, porque, segundo eles (Inea e SEA), a CSA ainda não está adequada à Legislação.

Bate bola – Sergio Luiz

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A foto é do primeiro time do Voltaço, antes mesmo da estreia no Carioca de 1976. A fotografia é do acervo do doutor Nelson Gonçalves e contou com a colaboração na identificação dos nomes do doutor Cláudio Bittencourt.

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Em pé, da esquerda para a direita: Ed Dias (auxiliar), Paulinho de Almeida (treinador), Ricardo Mansur (preparador Físico), Waldirzinho, Nardo, Fred, Zé Maria, Paulão, Waldir, Flávio Costa (Supervisor), Zezinho Marques (diretor) e Nelson Gonçalves (prefeito). Agachados: Amaro (roupeiro), (NI), Jorge Cuíca, Mauro, Ademir Socadinho, Acelino e Paulo César Espanta Neném.

Do céu ao inferno

O Voltaço, como sempre, voltou a pregar uma peça nos seus torcedores. E acabou eliminado de duas competições em menos de uma semana: da Taça Guanabara e da Copa do Brasil. Num dia, ganhou do ‘poderoso’ Vasco, por 1 a 0; no meio da semana perdeu do Cruzeiro por 2 a 1; e, logo em seguida, perdeu para o terceiro time do Fluminense. Isso mesmo, os profissionais do Volta Redonda perderam para um bando de garotos (nada contra eles, é claro), que ainda usam fraldas. Vexame total!!!

Quem assistiu ao baile dos garotos tricolores nos craques do tricolor de aço não acreditou no que viu. O que leva o torcedor a fazer duas perguntas: 1- A vitória sobre Vasco mostrou a fragilidade do time de São Januário? 2 – O time do Volta Redonda não passa de uma propaganda enganosa? 

Acredito mais na segunda resposta, afinal o Voltaço perdeu duas partidas seguidas – contra grandes – e também empatou duas vezes, mesmo jogando em casa. Tem que melhorar muito se quiser permanecer no céu. Xô, inferno!

 

Semifinal

Num verdadeiro balaio de gato, a Federação confirmou o jogo entre Flamengo e Vasco para hoje, sábado, 25, às 17 horas, no Estádio Raulino de Oliveira. A partida entre Fluminense e Madureira foi transferida para o Estádio Los Lários, em Xerém, e será disputada às 16h30min. Os vencedores decidirão o título em uma única partida, marcada para o dia 5 de março. Onde? Só Deus sabe!

 

Consolação

O Botafogo pulou fora do tal Torneio de Consolação (só pra ‘encher linguiça’) e a vaga caiu no colo do Boavista. O torneio será disputado nos dias 1° e 4 de março. E pela tabela, o Voltaço jogará contra o Boavista e o Bangu contra o Nova Iguaçu. Os vencedores decidirão o título do “Torneio Sem Nome”. Ah, quem vencer ganhará um pote de sorvete. Os dirigentes merecem um Jacaré do Mal em dezembro, não é mesmo?

 

Consolação

O Botafogo pulou fora do tal Torneio de Consolação (só pra ‘encher linguiça’) e a vaga caiu no colo do Boavista. O torneio será disputado nos dias 1° e 4 de março. E pela tabela, o Voltaço jogará contra o Boavista e o Bangu contra o Nova Iguaçu. Os vencedores decidirão o título do “Torneio Sem Nome”. Ah, quem vencer ganhará um pote de sorvete. Os dirigentes merecem um Jacaré do Mal em dezembro, não é mesmo?

 

História

Meu amigo e contador de histórias Paulo César Alves surgiu com essa, quando almoçávamos no restaurante do Maracanã, ao lado do grande Oscar Nora e do repórter Aderbal Teixeira. Logo depois de almoçar, Aderbal foi ao banheiro. Quando estava descarregando o popular ‘2’, PC entrou no banheiro e, mudando a voz, bateu na porta: “Dênis Menezes, Dênis, sai logo daí”. Aderbal devolveu: “Aqui não é o Dênis, não. Aqui é o Aderbal Teixeira, repórter da Rádio Sul Fluminense”. Isso é o que eu chamo de “cagada personalizada”. É mole?

 

Em pé de guerra

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23-02-17 - Reunião Codec - Chico De assis (3)_Cor

Liderados pelo prefeito Rodrigo Drable e diante de Gotardo Netto (deputado estadual) e Deley de Oliveira (deputado federal), representantes de diversas entidades de Barra Mansa, como Aciap, CDL e Sicomércio, além de empresários locais, declararam guerra ao governo Pezão. O conflito só não foi às vias de fatos na tarde de quinta, 23, quando um emissário do governador pediu, acenando com uma bandeira branca, uma trégua de 60 dias para resolver de vez o problema da transferência ou não da Inspetoria da Receita Estadual de Barra Mansa para Volta Redonda.

 

O prazo vence no final de abril e até lá, garantiu ele – que foi identificado como Luiz Cláudio Gomes, subsecretário estadual de Fazenda -, tudo fica como antes. “O caminhão (da mudança) vai voltar”, comemorou Gotardo, sendo aplaudido por todos.  “Ele confirmou que a inspetoria já tinha retirado os móveis, equipamentos e documentos do imóvel, mas vai retornar para o local. E prometeu que em até 60 dias vai ter uma solução concreta para a situação”, garantiu o parlamentar voltarredondense.  

 

Até a boa notícia ser dada, os ânimos estavam exaltados na reunião realizada no gabinete de Rodrigo Drable. Tanto que o próprio prefeito de Barra Mansa chegou a sugerir que todos fossem ao Palácio Guanabara e bancassem o envio de 20 ônibus (cerca de 700 pessoas) para protestar contra a decisão do governo do Estado de mandar desocupar o imóvel que a Inspetoria da Receita Estadual ocupava no centro da cidade. E que tudo fosse levado para Volta Redonda. Detalhe: a mudança já tinha sido feita no dia anterior, quarta, 22. “Eles usaram dois caminhões para fazer a mudança. Tiraram até a placa (de identificação) da Receita”, revelou um dos empresários.

 

Como a reunião não estava agendada, Rodrigo, ao aceitar conversar com dirigentes e empresários, chegou a pedir que a mesma fosse rápida e objetiva. Não foi. Carlos Magno, dono do imóvel ocupado até então pela Receita Estadual, foi um dos primeiros a falar e não deixou por menos. Revelou que estava há mais de um ano sem receber os aluguéis, da ordem de R$ 6 mil mensais. “Estou há 18 meses sem receber” denunciou, aproveitando para revelar que não foi comunicado oficialmente, como prevê o contrato firmado por ele com o governo do Estado, da inesperada mudança. “Deveria ter sido comunicado com antecedência, não sei se no prazo de 30 dias ou 60 dias. Mas tinha que ser. Eles (Receita) simplesmente encaixotaram tudo, colocaram nos caminhões e foram embora. É falta de consideração”, ponderou. “Saíram sorrateiramente”, acrescentou outro.

 

O problema financeiro do empresário, que quer receber cerca de R$ 150 mil de aluguéis atrasados, foi deixado de lado e passou-se a discutir a solução da transferência ou não da Inspetoria. Para muitos, a prefeitura de Barra Mansa poderia assumir o aluguel do imóvel, de R$ 6 mil mensais, ou encontrar um imóvel – no Parque da Cidade – para alojar a sede da Inspetoria. As duas alternativas foram descartadas por Rodrigo Drable. “A prefeitura não tem como assumir esse aluguel. Nós estamos terminando com os nossos. Estamos devolvendo tudo que é imóvel alugado”, avisou, para logo a seguir dizer, em tom irônico, que não daria para levar a Receita para o antigo quartel do Exército. “O Ministério Público Federal quer criar lá o Museu da Ditadura”, disse.

 

Rodrigo foi além. Lembrou a todos que tinha recebido um pepino das mãos do seu antecessor, o comunista Jonas Marins. “Quando assumimos a prefeitura, a previsão era encontrar cerca de R$ 130 milhões a R$ 160 milhões de dívidas. Mentira. Hoje elas estão na casa de R$ 350 milhões, sendo que R$ 250 milhões são de despesas essenciais, não tem como cortar. A gente não tem condição nenhuma de pagar o que deve. Nenhuma”, desabafou Rodrigo.

 

Logo a seguir, Rodrigo foi sincero e duro ao deixar claro a todos que brigar com o governo do Estado pela permanência da Receita Estadual em Barra Mansa não seria a sua maior prioridade. “Olhando nos olhos de vocês, eu digo: tenho muitas prioridades a resolver. Uma delas é que Barra Mansa pode ficar sem as ambulâncias do Samu” disparou, explicando que as verbas carimbadas que chegavam para o pagamento do Samu teriam sido usadas em outras despesas. “Estamos sem pagar o Samu há 24 meses. Corremos o risco de sermos expulsos do Samu”, disparou. “Expulso significa ser excluído; não ter mais o serviço das ambulâncias”, acrescentou. “Como vamos ficar sem ambulâncias?”,indagou, insistindo na tese de que existem muitas coisas mais difíceis a enfrentar.

 

O desabafo de Rodrigo deu certo e todos se colocaram à disposição para debater, em reunião marcada para 2 de março, todos os casos que o prefeito julgue  necessário ter a ajuda das entidades. “Perder a receita pra Volta Redonda marca o fim de Barra Mansa”, exagerou um deles, voltando à pauta original. Foi interrompido por Rodrigo. “Tem que ir prá briga, sim. Eles não dão nada. Não vou deixar de brigar. Temos que ir ao Rio para mostrar que não estamos satisfeitos com a transferência”, ponderou o prefeito. 

Insatisfação

 Para muitos, a transferência da Inspetoria para Volta Redonda, que já foi tentada em 2013, quando Sérgio Cabral, hoje preso, era o governador, pode ser apenas política. Que não será digerida pelos barramansenses. “Até os contadores de Volta Redonda não querem essa mudança. Se acontecer, o serviço lá (em Volta Redonda) vai piorar muito”, teorizou o representante da classe dos contadores de Barra Mansa. “Nós somos 200 contadores e, com a mudança, teremos que ir a Volta Redonda. Isso é um contrassenso”, ponderou.

 

Além de não agradar, a mudança, dizem, pode  atrapalhar o desenvolvimento de Barra Mansa. “Já temos um ambiente difícil para atrair e manter empresas no município e a saída da inspetoria só traria mais complicações. Desde que ficamos sabendo da mudança do órgão, no início da semana, estamos nos mobilizando junto ao prefeito e deputados para reverter essa situação”, destacou Arivaldo Corrêa Mattos. “Qual empresa vai querer se instalar em Barra Mansa se tudo que for necessário para a administração da mesma tiver que ser feito em Volta Redonda?”, questionou o representante do Sicomércio.

 

Ele também criticou Pezão por querer economizar R$ 6 mil de aluguel e, ao mesmo tempo, gastar muito pagando altos salários a Neto, ex-prefeito de Volta Redonda. “É uma contradição”, disparou. A comparação, é claro, não agradou a Deley e Gotardo. Nem a Rodrigo Drable. “O Neto, se você não lê jornal, já conseguiu cerca de R$ 400 milhões por mês a mais para o governo do Estado”, retrucou Deley. “O Neto não é o secretário estadual de Fazenda, não cabe a ele resolver isso. Ele está até tentando ajudar a manter a Receita em Barra Mansa. Ele me confidenciou isso”, acrescentou Rodrigo, prometendo marcar uma reunião com Pezão para que todos os presentes fossem exigir que a Inspetoria não saia de Barra Mansa.

 

Rodrigo aproveitou para fazer uma comparação. “A Receita Estadual fatura muito cobrando o ICMS de todo mundo aqui em Barra Mansa, então não justifica a economia que querem fazer em cima do nosso povo”, argumentou, prometendo levar todos até Pezão. “Ele tem que nos ouvir”, disparou, insistindo na tese do protesto na porta do Palácio Guanabara, cuja serventia tinha sido questionada. “Pode até ser mais um protesto dos muitos protestos que o Pezão está enfrentando. Mas nós temos que fazer o nosso. Temos que dizer a ele que não gostamos de como decidiram e, além disso, que não concordamos com a transferência da Receita Estadual para Volta Redonda”, justificou.

 

A ira dos presentes para com o governo do Estado só abrandou quando a representante da Firjan apresentou a sugestão de, ao invés de fechar a sede da receita em Barra Mansa por conta das despesas com aluguel, que fosse fechada a de Volta Redonda. “O contrato (da receita) de Volta Redonda deve ter sido revalidado e a sede fica na Amaral Peixoto, será que o custo com o aluguel não é maior do quem em Barra Mansa? Ela poderia muito bem funcionar em Barra Mansa, que é mais ampla”, ironizou.  

 

O empresário Vivaldo Barbosa chegou a apresentar duas propostas a Rodrigo, Gotardo e Deley. Uma seria a sua empresa se responsabilizar pelo pagamento dos aluguéis para que a receita permanecesse em Barra Mansa. “Pago os aluguéis com ICMS”, disse, referindo-se a um possível encontro de contas com a máquina estadual. “Não quero nada dele (Carlos Magno, dono do imóvel ocupado pela receita). Pago a ele e o estado abate do ICMS que tenho que pagar”, propôs.

 

A segunda era mais ampla. “Juntamos um grupo de empresários e pagamos o aluguel, abatendo do IPTU que temos que pagar à prefeitura. A prefeitura, por sua vez, faz um encontro de contas com o governo do Estado. No dia em que ele (Pezão) tiver dinheiro para pagar o aluguel, tudo volta ao normal”, avaliou. Apesar da boa vontade, as propostas não despertaram o interesse dos demais. Deley, por exemplo, lembrou que não existe legislação a respeito que facilite tal operação.

 

 “Estamos fazendo nosso papel de defender o desenvolvimento de Barra Mansa. A mudança da inspetoria só traria prejuízos aos empresários e prejudicaria o atendimento em Volta Redonda, que ficaria super lotado. Agradecemos o empenho dos deputados e do prefeito. Vamos continuar acompanhando essa situação”, finalizou Alberto dos Santos Pinto.  

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