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Na beira do Paraíba

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Roberto Marinho 

Uma situação que se repete em vários municípios, a ocupação irregular das margens dos rios, também gera polêmica na cidade do aço, e continua provocando dor de cabeça a moradores, comerciantes e empresários que se estabeleceram, ao longo de décadas, às margens do Rio Paraíba. O problema quase virou uma enxaqueca – das piores – desde que a prefeitura de Volta Redonda não renovou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que tinha com o MPF sobre as ocupações, conforme o aQui noticiou na edição nº 1054. O documento foi assinado em 2012, na gestão do ex-prefeito Neto, fruto de um Inquérito Civil Público, e venceu em 12 de junho de 2017.

 

Sem ter sido renovado, os voltarredondenses ficaram impedidos de tirar ou renovar um alvará provisório de funcionamento, no caso das lojas e indústrias ao longo do Rio Paraíba. Com a suspensão dos alvarás, os comerciantes já não podiam mais emitir notas fiscais ou contratar funcionários.    

 

Logo após a reportagem do aQui, o TAC foi renovado em agosto, mês em que o presidente Michel Temer assinou um decreto instituindo o Reurb (Regularização Fundiária Urbana), programa que torna possível a regularização de imóveis residenciais e empreendimentos situados dentro da Faixa Marginal de Proteção (FMP), que é de 100 metros a partir das margens dos rios. Ou seja: por via federal ou municipal, o problema dos ribeirinhos de Volta Redonda já teria soluções jurídicas.

 

Teria, mas a realidade é outra: depois de declarar uma moratória na fiscalização da secretaria de Fazenda sobre as empresas instaladas ao longo do Rio Paraíba – por conta da insegurança jurídica que reinava –, os fiscais da prefeitura de Volta Redonda voltaram a agir, e chegaram a intimar algumas empresas a fechar as portas em até 48 horas. Isso obrigou os empresários a correr atrás de uma alternativa, que passa por pedir ao Inea a revisão da FMP do seu empreendimento. A questão é que a saída custa em média R$ 3 mil, já que é necessário contratar um arquiteto para elaborar o projeto antes de pedir a respectiva vistoria técnica, com a elaboração de um laudo sobre a localização da empresa para o Inea.

 

“Temos clientes que chegaram a gastar R$ 4 mil para manter sua empresa funcionando”, diz Walmir Vitor, ex-vereador e dono de um escritório de contabilidade e imobiliária. Walmir acompanha o assunto por interesse social e profissional – já que muitos de seus clientes são os ‘ribeirinhos urbanos’. “Existem muitas pessoas morando e empresas funcionando nesta situação irregular (às margens do Paraíba), o que traz para eles uma grande insegurança. O que eu gostaria é que a prefeitura tivesse um olhar mais cuidadoso para esta situação”, justifica, ressaltando que nas regiões englobadas no TAC existem empresas de porte, com “40, 50, até 500 empregados”. “Não adianta trazer empresas de fora para o município, se não olhar com carinho para as que já estão aqui”, pontua.

 

Outro entrevistado diz que está tendo dificuldades para obter uma cópia do TAC renovado recentemente. “Isso torna tudo mais difícil, porque este documento é que diz exatamente os termos que a prefeitura aceitou. Não sabemos, por exemplo, se o governo tem que fazer alguma compensação ambiental, quais os caminhos e direitos da população que está enfrentando este problema. Sem o teor completo do TAC, fica difícil ter certeza do que está acontecendo”, argumenta, pedindo que seu nome não seja revelado.   

Solução à vista

Mas a solução do problema parece estar mais perto do que se imagina. Pelo menos é o que pensa o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Joselito Magalhães, e a secretária de Meio Ambiente, Daniela Vidal, que estão à frente do processo junto ao Inea e MPF. De acordo com eles, a renovação do TAC foi um pedido do Inea, que não teria conseguido finalizar o estudo de regularização fundiária previsto no TAC de 2012. A previsão é que o estudo esteja concluído até dezembro, apontando uma solução definitiva para a questão.  

 

“O TAC (renovado) vai até o início de dezembro, e nós acreditamos que seja a última adição ao acordo. A partir daí será tudo resolvido, com o Inea cumprindo suas obrigações e a prefeitura também”, dispara Joselito, afirmando que a prefeitura tem todo o interesse em solucionar o caso. “É importante levar ao conhecimento de todos, porque fica parecendo que a prefeitura não cumpriu com alguma coisa, e não foi falta de cumprimento por parte da prefeitura. Temos todo o interesse, por questões de desenvolvimento econômico, que a Beira Rio toda seja utilizada por empresas. A gente carece de áreas na cidade e ali nós temos áreas interessantes”, avalia.

 

Joselito reconhece que a confusão com renovação do TAC levou prejuízo a proprietários de imóveis. “Alguns imóveis, pelo questionamento do Ministério Público sobre as questões ambientais, se desvalorizaram. Tem imóvel valendo um terço do preço que foi comprado. A conclusão deste TAC vai ser importante para dar a estes proprietários a real valorização dos imóveis”, diz. 

 

Joselito e Daniela entendem que o ex-prefeito Neto não tratou a questão com a devida importância. “O TAC é de 2012 e o estudo está sendo feito desde essa época. Agora é que a gente está em cima do Inea cobrando, dando opiniões, porque a gente é que vai gerir ele daqui para frente. Deixaram o Inea fazendo por conta dele”, afirmou Daniela. “Já poderia ter sido resolvido há mais tempo se houvesse uma presença efetiva do município”, pondera Joselito.

 

Sobre a concessão dos alvarás, o secretário de Desenvolvimento Econômico afirma que a partir de dezembro todos os alvarás provisórios vencerão, junto com o TAC, e a partir daí, nos casos em que for permitido, haverá a concessão do alvará definitivo. E ele recomenda aos proprietários das empresas instaladas às margens do rio – aqueles que puderem dispor de pelo menos R$ 3 mil, é claro – que busquem a revisão da faixa marginal junto ao Inea. “É uma solução definitiva. Alguns casos já foram deferidos. O Inea já deferiu até casos com maior proximidade com o Rio Paraíba, mas é um critério do Inea”, pontua.

 

A secretária de Meio Ambiente salienta que o estudo do Inea irá funcionar como um projeto piloto para a regularização fundiária da ocupação das margens em todos os municípios da região. E garante que o estudo é um pré-requisito para que o município se enquadre no Reurb. “O decreto presidencial fala da regularização fundiária, que já é o estudo que o Inea está fazendo. Nós somos o piloto na regularização das margens do Paraíba. A situação de Volta Redonda é diferente de todos os outros municípios. Vamos fazer aqui para depois irradiar para todas as outras cidades”, diz, explicando que um estudo feito em Barra Mansa pelo Inea contemplava um trecho de um quilômetro de extensão.  “Aqui em Volta Redonda é um trecho de 18,5 quilômetros; o rio corta toda a cidade”, frisa.

Residências

Se os empresários podem dormir mais tranquilos, o mesmo não se pode dizer de quem mora às margens do Rio Paraíba. “(Residências) São ocupações irregulares mesmo, e têm que ter um tratamento legal diferenciado. Quem está depois da via consolidada não vai ter risco (de sair), será contemplado. Mas teremos casos de remoção, de demolição, que o estudo do Inea vai definir”, diz Joselito.

 

A saída, de acordo com a secretária de Meio Ambiente, é que os moradores tenham paciência e aguardem a conclusão do estudo. Segundo Daniela, a situação deles também será discutida junto com o MPF. “Como ele (morador) não precisa de documento para estar ali, vai ter que aguardar o estudo. As empresas precisam do alvará para poder funcionar, por isso tem a questão da redução de faixa. Precisa de um documento (alvará) que vai autorizar a empresa a ficar ali. No caso das residências, o estudo é que vai resolver a situação. O estudo é de regularização fundiária mesmo para decidir quem pode ficar ou não pode. A partir do estudo, a prefeitura deve conseguir regularizar a situação dos imóveis”, avalia Daniela.

 

No entender da secretária de Meio Ambiente de Volta Redonda, o estudo do Inea já mostrou a necessidade de se fazer algumas obras de engenharia para a contenção de enchentes, uma vez que um dos critérios – para definir quem fica ou não – é a incidência das cheias do Paraíba, que tornam alguns trechos locais de risco, onde todos terão que sair. As obras, diz ela, seriam financiadas em parte pelo Inea, com a execução sendo feita pela prefeitura, que teria que entrar com parte dos recursos. 

 

Joselito jura que a preservação ambiental é “uma preocupação do governo Samuca”. E garante que a prefeitura está orientando os proprietários das empresas a tomar cuidado com o problema do esgoto sanitário e com a destinação correta dos resíduos. Mas confirmou que não há previsão de solução para o esgoto gerado pelas residências.

 

Uma delas – que surgiu durante encontros do prefeito Samuca com representantes de empresários e moradores, entre outros – é a implantação de tratamento de esgoto individual (fossas), que depende de a prefeitura ter como ajudar as famílias de baixa renda para a instalação dos equipamentos. “A gente pode desenvolver um projeto neste sentido, está tudo ainda em fase de estudo. Vai depender muito da conclusão deste TAC, mas é uma solução viável e interessante”, encerra Joselito.

Grampos

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Barragem

Na edição passada, o aQui publicou que a CSN Mineração obteve licença ambiental para retirar rejeitos de uma barragem do complexo Casa de Pedra, em Minas Gerais, para conseguir mais espaço enquanto o pedido de alteamento de outra barragem não é autorizado pela prefeitura de Congonhas. Pois bem. Esta semana, bombeiros estiveram na barragem de Casa de Pedra depois de uma suspeita de deslizamento de terra. 

O Núcleo de Emergências Ambientais da Secretaria de Estado de Minas Gerais (Semad) também monitora a situação e já solicitou à CSN informações sobre as condições da barragem. As obras realizadas no local são de drenagem, para controle de águas, e de terraplanagem, para recomposição e proteção do terreno contra processos erosivos. Em nota, a CSN Mineração informou que está realizando uma obra de recomposição topográfica restrita à área da encosta no dique da sela. Mas que a atividade não apresenta evidência de risco. 

Há um temor, por parte da população vizinha à mina de Casa de Pedra, e também das autoridades municipais e dos órgãos ambientais mineiros, em autorizar o alteamento da barragem da CSN. O receio é de que novos desastres ocorram, a exemplo do que aconteceu com a Samarco, há cerca de dois anos. A barragem da Mina de Casa de Pedra fica próxima à área urbana e o rompimento provocaria a destruição de 350 casas e a morte de até 1.500 pessoas, segundo estudo contratado pela própria CSN, em 2009.

 

ICMBio (I) – A Justiça Federal determinou que a CSN não imponha restrições indevidas à atuação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Floresta da Cicuta. A determinação é resultado de uma ação do MPF contra a CSN. A justificativa é de que o acesso à Unidade de Conservação se dá por uma fazenda de propriedade da CSN. Com a decisão, a empresa está impedida de evitar qualquer atividade de pesquisa na Floresta da Cicuta, seja pelos agentes do ICMBio ou por pessoas por ele designadas.

 

ICMBio (II) – Segundo o MPF, a ação contra a CSN se deve ao fato de que a empresa estaria impondo restrições aos poderes de fiscalização, gestão, monitoramento e proteção do ICMBio em relação à ARIE da Cicuta. Com base em informações prestadas pelo Instituto de Biodiversidade, o MPF constatou que a fiscalização da unidade de conservação vem sofrendo restrições pela empresa, que exige da autarquia comunicação prévia com antecedência de duas horas, no período entre 8 e 17 horas, e de 24 horas, no período noturno. Nos finais de semana, a empresa costuma exigir comunicação prévia com antecedência de 48 horas.

 

ICMBio (III) – Sobre o acesso à Cicuta, a CSN estaria autorizando a entrada por uma via “extremamente dificultosa, problemática e perigosa”, por estrada de terra em “péssimo estado de conservação”, o que estaria ocasionando “prejuízos imensuráveis às atividades de gestão da unidade”. Pela decisão judicial, o acesso da fiscalização deverá ser efetivado pela portaria principal da Fazenda Santa Cecília, que conta com vigilante durante 24 horas, evitando assim todos os outros acessos precários. A empresa não comentou a decisão da Justiça.

 

CSA – O Cade julga na próxima quarta, 6, o recurso apresentado pela CSN à decisão do órgão antitruste de aprovar sem restrições a aquisição da CSA pela Ternium. O próprio Cade “reconheceu que o recurso da CSN apresenta todos os requisitos que a doutrina elenca como necessários”, e inclusive determinou a inclusão em pauta para julgamento na sessão do dia 6.

 

Venceu (I) – Servidor da prefeitura de Volta Redonda há 39 anos, Rajane Correa Rosa sentiu na pele o que é ser perseguido por vestir a camisa de um adversário do Palácio 17 de Julho. Foi nas eleições de 2012, quando assessores do ex-prefeito Neto o viram pedindo votos para Zoinho, ex-deputado federal, nas imediações do Colégio Getulio Vargas, no Laranjal. A partir dali passou a ser vigiado por Carlos Macedo, Franco & Cia, ocupantes de cargos de chefia no governo Neto, que o queriam demitir por justa causa. Rajane sofreu até um processo administrativo, com suspensão de 90 dias, sendo intimado a passar por uma perícia médica sob a alegação de que teria ficado mais de dois anos ininterruptos sem trabalhar. O que não era verdade. Ficou um ano e 24 dias, conforme provou na Justiça.

 

Venceu (II) – Rajane entrou na Justiça e provou que foi perseguido politicamente pelo Palácio 17 de Julho, tendo direito a uma indenização, por danos morais, de R$ 6 mil. Tem mais. Sua suspensão foi cancelada e a prefeitura foi obrigada a liberar o relógio biométrico para que possa exercer normalmente suas atividades como fiscal da secretaria de Planejamento. “O valor da causa não importa. O que me deixa feliz é provar a todos que sempre fui um funcionário exemplar. Nunca faltei, nunca questionaram qualquer ato que tomei como fiscal ao longo desses 39 anos”, avaliou Rajane.     

 

Tá pegando (I) – Não convidem mais para dividir uma mesa de café da manhã, almoço, ou jantar o vereador Sidney Dinho, presidente da Câmara, e a secretária de Cultura de Volta Redonda, Márcia Fernandez. Se convidarem, chamem os bombeiros como testemunhas.

 

Tá pegando (II) – Da tribuna da Casa, Dinho chegou a afirmar que a secretária de Cultura seria uma vergonha para a cidade do aço. Calma, gente, calma.

 

Desemprego – O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, acusou o Banco Central de ser responsável pela alta do desemprego no Brasil. O executivo criticou o bancão em sua coluna quinzenal na Folha de São Paulo: “Nos EUA, o banco central (Fed) tem a dupla missão de preservar o valor da moeda e estimular a criação de empregos. Aqui, a missão única é combater a inflação. Isso, porém, não pode servir de pretexto para a irresponsabilidade monetária”, escreveu.     

 

IPTU (I) – Os contribuintes que têm direito a 50% de desconto no IPTU de 2018 já podem requerer o benefício na prefeitura de Volta Redonda. Isso vale aos aposentados, pensionistas e deficientes físicos que se enquadram nas seguintes exigências: possuir apenas um imóvel e morar nele; estar em dia com os tributos municipais; e ter uma renda de até 10 salários mínimos (R$ 9.370,00). Já os pensionistas precisam apresentar o atestado de óbito do cônjuge e, no caso dos deficientes físicos, um laudo médico. O prazo para realizar o requerimento termina no dia 30 de novembro.

 

IPTU (II) – Os contribuintes que já receberam o benefício em anos anteriores devem aguardar a carta-requerimento, que está sendo enviada ao endereço cadastrado na prefeitura. “São mais de 10,2 mil moradores”, informa a secretária de Fazenda, Norma Chaffin, que afirmou que os critérios são estabelecidos pelo Código Tributário Municipal.

 

IPTU (III) – O requerimento reivindicando o desconto de IPTU pode ser retirado no site da prefeitura (www.voltaredonda.rj.gov.br), no Palácio 17 de Julho e na sede do programa ‘Na Hora’, no Retiro. Além do requerimento preenchido e assinado, os beneficiados precisam apresentar comprovante de pagamento do benefício de aposentadoria ou pensão de 2017, além do CPF e Identidade (no caso do deficiente físico, o laudo médico).  

 

Aluguéis – A vereadora Rosana Bergone (PRTB), que não faz parte da base aliada a Samuca Silva, quer saber quais são os imóveis que estão alugados pela prefeitura de Volta Redonda e qual o valor mensal gasto com cada imóvel. O engraçado é que tenta atingir Samuca esquecendo que, até prova em contrário, todos os imóveis foram alugados no governo Neto. Ou seja, deu um tiro no pé.

29-08-2017- Visita do Secretario Wellington na Cidade de Sao Jose dos Campos- Fotos Evandro Freitas (281)

Mobilidade (I) – Prova de que tudo ainda está em ‘fase de testes’, em busca de soluções para ser exato, é que na segunda, 28, o secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Wellington Silva, esteve em São José dos Campos, onde foi recebido pelo prefeito Felício Ramuth. Na pauta do encontro: conhecer soluções para mobilidade urbana e trocar experiências. O município paulista, segundo release do Palácio 17 de Julho, é conhecido pela ‘qualidade em mobilidade urbana’. “Nas principais avenidas, por exemplo, há faixas exclusivas para ônibus e há mais de 90 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas”, justificam.

 

Mobilidade (II) – Wellington Silva esteve conhecendo o Centro de Controle Operacional de Trânsito e Transporte do município (ver foto). No local, através das câmeras de monitoramento, há um acompanhamento das vias em tempo real, igualzinho ao sistema do Ciops de Volta Redonda, não é mesmo?

 

Mobilidade (III) – “Foi uma visita muito produtiva. São José dos Campos é uma das maiores cidades do Vale do Paraíba e tem muito a nos ajudar. Eles já conseguiram aprovar o Plano Municipal de Mobilidade,  que agora está em fase de implantação”, comentou Wellington. Há controvérsias.

 

Mobilidade (IV) – Entre os projetos importantes implantados em São José dos Campos e que, pelo visto, agradaram a Wellington, estão as campanhas de prevenção de acidentes. É, tem gente que acredita. 

 

Mobilidade (V) – O secretário de Transporte de Volta Redonda também conheceu as faixas exclusivas para ônibus de São José dos Campos. “A população apoia as faixas exclusivas. Elas favorecem o aumento da velocidade do transporte com um baixo custo. O ônibus não é só para as pessoas de baixo poder aquisitivo. Cada vez mais, nos países desenvolvidos, todos usam o transporte público. Queremos melhorar nosso transporte para que todos possam usar os coletivos”, justificou. É, tem gente que acredita. 

 

Jundiaí (I) – Wellington Silva poderia, por exemplo, dar uma esticada até Jundiaí, que realmente tem algo a oferecer em termos de novidade. A cidade se tornará pioneira ao oferecer aos cidadãos novas formas de pagamento de passagens de ônibus em toda a sua frota, graças à implantação do pagamento da passagem com cartões ou celulares com função de débito e crédito com tecnologia contactless, solução desenvolvida pela Autopass e Mastercard. As vantagens dos cartões “sem contato” são a facilidade do uso, visto que não precisam de senha, e o tempo de validação mais rápido, já que o plástico não necessita ser inserido, somente encostado no validador. “Este serviço agiliza o processo de pagamento e embarque, além da conveniência para o passageiro, já que não será necessário que o cliente digite a senha. É uma inovação a favor da mobilidade urbana e do cidadão”, afirma o CEO da Autopass. 

 

Jundiaí (II) – “Gradativamente estamos deixando a administração pública analógica para avançarmos para uma cidade digital e inteligente. Com este projeto trazemos qualidade, rapidez e segurança no transporte de Jundiaí e queremos ser referência na eficiência da gestão pública”, disse o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado.

25-08-2017 - cismepa pirai - gabriel borges (4)

Conselho – Sem se reunir há dois anos, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) de Volta Redonda reiniciou suas atividades tendo o prefeito Samuca Silva na presidência. O conselho é formado por 32 membros: representantes do Executivo, Legislativo, Associações de Moradores, empresários, ONGs, sindicatos e profissionais liberais. O ponto principal do CMDU é a revisão do Plano Diretor, que deve acontecer a cada 10 anos, conforme determina o Ministério das Cidades.

 

Cismepa (I) – Samuca, aliás, foi eleito para o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Médio Paraíba (Cismepa). Será o vice do prefeito de Pinheiral, Ednardo Barbosa. Os dois foram eleitos por aclamação e vão comandar o consórcio pelos próximos dois anos. Mas não foi fácil. É que até chegar ao consenso, a disputa estava entre Samuca e Rodrigo Drable, prefeito de Barra Mansa, para a presidência do consórcio.

 

Cismepa (II) – Rodrigo só abriu mão da candidatura ao ser ‘eleito’ por unanimidade para comandar o Consórcio Intermunicipal de Segurança da Região do Médio Paraíba. Para compensar, Samuca vai comandar o Fórum de Desenvolvimento Econômico, a ser criado e  que ficará em Volta Redonda. “É importante estarmos juntos”, justificou Samuca. Faz sentido!

 

Óculos (I) – A secretaria de Saúde de Volta Redonda decidiu mudar o sistema de atendimento da Ótica Municipal Padre Ernesto Lamim. A partir de segunda, 4, o dia e horário para comparecer à unidade com o pedido para confecção dos óculos serão agendados nas Unidades Básicas de Saúde e de Saúde da Família. “Pelo novo sistema, o usuário sai da consulta com o oftalmologista e retorna à unidade da Atenção Básica de sua referência para entregar o pedido dos óculos e marcar a visita à ótica municipal”, explicou o secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, acrescentando que a marcação será feita pelo Sisreg (Sistema Nacional de Regulação), obedecendo algumas prioridades. “Estamos implantando essa nova forma de marcação para melhor servir à população”, justificou.

 

Óculos (II) – Têm direito aos óculos gratuitos os aposentados, pensionistas e pessoas com auxílio doença do INSS mediante apresentação de comprovante de renda familiar de até dois salários mínimos, comprovante de residência em Volta Redonda; os estudantes das redes públicas Municipal e Estadual com declaração escolar; além de deficientes com comprovante de residência no município. Todos devem ter o Cartão SUS. “Só serão fornecidos óculos para pacientes com receituário da rede pública e a cada dois anos, salvo em condições específicas, como alteração comprovada da lente, quebra de lente ou armação, declaração médica e outras descritas pela equipe da unidade de saúde”, detalhou Alfredo, garantindo que os usuários que já deram entrada com pedido dos óculos vão receber o produto. “Temos material em estoque para atender aos usuários da rede até o final do ano”, disse Alfredo.    

Turno de 8 horas

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SilvioCampos-Foto-SindicatodosMetalúrgicosdoSulFluminense

 Em função da reforma trabalhista, aprovada em junho, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, tem sido procurado por algumas empresas da base para negociar as mudanças da nova redação. Mas que saibam desde já: não está disposto a aceitar alterações mais drásticas – como, por exemplo, jornada de trabalho – sem uma extensa negociação. “O Sindicato está pronto para negociar e dialogar sobre as mudanças que estão em curso. Mas isto não significa que esta diretoria vai abrir mão de direitos já conquistados através de muita luta”, disparou.

 

Segundo Silvio, há várias empresas que trabalham no regime de turno de revezamento e estas já estaria promovendo reuniões no interior de suas fábricas para mostrar aos trabalhadores que, com a nova legislação, novos turnos de trabalho deverão ser adotados. É o caso, diz ele, da CSN. Oficialmente, a empresa ainda não chamou o Sindicato para negociar a volta do turno de 8 horas. Mas, de acordo com o sindicalista,  a CSN já teria iniciado uma série de reuniões de convencimento com os trabalhadores pela volta da jornada de 8 horas. A empresa também estaria elaborando alguns estudos de viabilidade técnica pela mudança do turno.

 

Atualmente o turno da CSN é o de 6 horas, garantido pela Constituição e implantado mediante a Portaria 412/2007, depois de muita negociação entre Sindicato e empresa. Se mudar para o de 8 horas, uma letra inteira poderá acabar, resultando na demissão de até um quarto dos trabalhadores da Usina Presidente Vargas. Na quinta, 30, Silvio Campos se reuniu com alguns metalúrgicos, na subsede do Retiro, para ouvir deles, o que a empresa tem falado a cerca da volta do turno.

 

“Fizemos duas reuniões para que o maior número de trabalhadores pudesse participar e conseguimos ouvir e ter ideia do que eles querem”, comentou Silvio, acrescentando que “a direção do sindicato entende que o turno de seis horas é a melhor opção, mas a palavra final é dos trabalhadores. Seguimos defendendo a atual forma de turno. A reunião na subsede foi para ouvir os trabalhadores sobre isto”, esclareceu Silvio, sem dar mais detalhes do que ouviu dos operários.

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