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Apareceu!

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Depois de meses de silêncio, ele apareceu. O ex-prefeito de Barra Mansa, Jonas Marins (PCdoB), em entrevista exclusiva ao aQui, abriu o jogo e falou de todas as polêmicas que se envolveu após deixar a prefeitura. Garante, por exemplo, que não fugiu dos servidores da Câmara de Vereadores que o procuraram durante semanas para intimá-lo a apresentar a defesa no processo de julgamento de suas contas. “Houve uma série de desencontros”, jurou, revelando que, além de não ser mais candidato a algum cargo eletivo, irá retomar em breve suas funções de servidor público da prefeitura.

Questionado sobre os boatos de que teria adquirido uma empresa no Rio de Janeiro, o ex-prefeito negou a informação e creditou os boatos à ‘fakes’ de internet. Tem mais. Jonas bradou que segue sua vida normalmente, até indo em restaurantes de Barra Mansa, sem medo algum de andar nas ruas. O ex-chefe do Executivo barramansense jurou ainda que está torcendo para que o mandato do atual prefeito Rodrigo Drable (PMDB), seu adversário político, seja um sucesso. “Torço para que faça um bom governo, pois acima das questões políticas está nossa cidade e sua gente”, garantiu.

Confira a entrevista na íntegra do ex-prefeito Jonas Marins a aQui:

 

aQui: O que o senhor tem feito da vida desde que deixou o cargo de prefeito de Barra Mansa?

Jonas Marins:  Primeiro tirei alguns dias de férias, pois durante os quatro anos em que fui prefeito não tirei férias nenhum dia. Depois, como tinha licença prêmio para tirar na prefeitura, onde sou funcionário, fiquei por conta de preparar minha defesa no processo de improbidade administrativa que respondo, além, é claro, de cuidar de meus problemas pessoais e familiares.

 

aQui: É verdade que o senhor abriu uma empresa no Rio de Janeiro? O que ela faz?

Jonas: Não. Esse boato de empresa no Rio de Janeiro, além de ser uma grande mentira, é maldoso, pois nunca tive qualquer tipo de atividade comercial fora de Barra Mansa. Infelizmente, é mais um dos inúmeros boatos que são plantados nas redes sociais utilizando os famigerados ‘fake’s’.

 

aQui: O senhor vai voltar a trabalhar na prefeitura de Barra Mansa? Justifique.

Jonas: Quando terminar meu período de licença, tenho a intenção de retornar para a prefeitura, afinal de contas é a minha profissão e minha carreira. Sou funcionário público e tenho muito orgulho de pertencer a essa categoria.

 

aQui: Porque os servidores da Câmara não conseguiram intimá-lo a apresentar defesa no processo de julgamento das suas contas? O senhor realmente estava fugindo deles?

Jonas: O que houve, na verdade, foi uma série de desencontros, pois tenho viajado com certa frequência e gosto de sair de casa bem cedo. Nunca houve a intenção de evitar o encontro com os funcionários da Câmara. Evitar o comunicado que seria entregue pelos portadores da Câmara, apenas adiaria minha notificação, pois sabia que vencido o prazo, a comunicação seria feita via jornal, como foi feita.

 

aQui: O senhor vai à Câmara no dia 29 de junho? Qual será sua defesa?

Jonas: Minha ida à Câmara no dia 29 de junho ainda não está resolvida pois existe uma dúvida sobre se a defesa tem que ser feita por escrito ou pessoalmente. A defesa prévia já estamos terminando e devemos enviá-la logo para o Legislativo. A minha defesa será baseada, principalmente, no parecer do Tribunal de Contas do Estado, que deu parecer favorável às contas de 2015. Apresentaremos também algumas testemunhas, que nos ajudaram a controlar as contas na prefeitura.

 

aQui: Quais são os seus planos para o futuro?

Jonas: Como já disse anteriormente, estou de licença na prefeitura e, futuramente, devo dar continuidade à minha carreira de funcionário público.

 

aQui: O senhor desistiu mesmo de se candidatar à Câmara em 2018? E à Alerj?

Jonas: Sim, é verdade. Eu estou muito desanimado. Mesmo tendo sido prefeito, quando consegui implementar alguns projetos importantes para a cidade, não me vejo em condições de continuar participando da vida política como candidato. A pressão é muito grande em cima da gente e quem acaba sofrendo mais é a família. Fico triste porque queria dar uma contribuição política maior ao meu partido, mas fica difícil. Vou continuar participando da vida política de minha cidade, mas não vou disputar mais nenhum cargo. Na verdade, a política me afastou por vários anos da minha família, agora quero recuperar esse tempo perdido.

 

aQui: O que o senhor acha do governo Rodrigo Drable? Onde está acertando ou errando?

Jonas: Infelizmente, o prefeito Rodrigo Drable, como aconteceu comigo no final de meu Governo, está tendo enormes dificuldades com a questão financeira, mas acredito que como ele pertence ao partido do governador e do presidente da República, nos próximos anos deverá receber mais apoio do Estado e da União. Torço para que faça um bom governo, pois acima das questões políticas, está nossa cidade e sua gente, por isso temos que torcer sempre que cada governo que entre seja sempre bem-sucedido.

 

aQui O senhor tem medo de andar nas ruas? Justifique.

Jonas: De maneira nenhuma. Sou criado em Barra Mansa e é a cidade onde minha família vive. Quando tiver medo de andar na rua terei que me mudar daqui, o que não está definitivamente nos meus planos. Tenho tocado minha vida normalmente, indo a mercados, restaurantes, enfim, fazendo o que sempre fiz. Nunca fui de andar em bares e locais onde funcionam as chamadas

Ilha São João

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Meu nome é Ângelo Almeida, sou engenheiro, morador de Volta Redonda e leitor deste jornal há anos. Porém vosso jornal cometeu uma grave injustiça contra a Administração municipal, especialmente com o secretário Joselito Magalhães, que determinou o fechamento da Ilha São João, publicada no site deste jornal em 12/06/17, às 9h35min, sob o título de “Desnecessária”.

 

Estou lhe enviando fotos para comprovar os ‘fatos’. A Ilha São João, por culpa da Administração do governo anterior, se tornou uma ‘terra sem lei’. Aos domingos, a Ilha São João ficava aberta e se tornou ponto de encontro de veículos para a prática de rachas, cavalos de pau e afins, e principalmente exibicionismo de equipamentos de som altíssimo, acabando com a paz e tranquilidade dos bairros vizinhos, especialmente Voldac, Niterói e Barreira Cravo. 

 

A lei determina, através da Resolução CONAMA 02, em conjunto com a NBR 10.151, que o limite máximo de som em áreas urbanas residenciais é de 50dB (diurno) e na Ilha São João, nesses eventos ultrapassava os 100dB e nos bairros vizinhos chega a 70dB. Isso é crime. 

 

Além do CTB – Lei nº 9.503 de 23 de Setembro de 1997, que prevê no seu Artigo 228, usar no veículo equipamento com som em volume ou frequência que não sejam autorizados pelo CONTRAN: Infração – grave; penalidade – multa; medida administrativa – retenção do veículo para regularização.

 

Se fosse somente pipa com cerol não estaria lhes escrevendo este email, mas quero apenas esclarecer e trazer a verdade.  Domingo é dia sagrado para muitas religiões, mas principalmente dia de descanso para quem trabalha e paga os impostos.

 

Portanto cabe uma retificação em favor do secretário Joselito Magalhães, que está tentando colocar a casa em ordem.

 

Obs.: Seguem as fotos que tirei de apenas 2 (dois) domingos, em datas distintas para comprovar a reincidência dos fatos (25 de setembro e 6 de novembro de 2016), e nelas estão registradas as datas e horários (site da Hora do Brasil) e o nível de decibéis.

Conto com a ajuda de vocês em trazer nada mais que a verdade. Um forte abraço.

Ângelo Almeida

 

Nota da redação: Caro amigo, não temos o que retificar. O que o jornal questionou e insiste em questionar é se a ação determinada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Joselito Magalhães – de mandar fechar a Ilha São João – seria mesmo necessária. Simples assim.

 

Bastava a Joselito, como ocupante de alto cargo no Palácio 17 de Julho, ter enviado um, dois ou mais Guardas Municipais para tomar conta da Ilha São João para evitar os abusos dos jovens etc. Afinal, esse é papel oficial da GM – guardar os próprios municipais.

 

Com relação às fotos, como você mesmo frisa, elas são de 2016. Servem mais para provar que desde o governo Neto ninguém faz nada para reprimir os carros de som (pererecas) e carros de som automotivo que infernizam os moradores da cidade do aço e não apenas quem frequenta a Ilha São João. Que Joselito consiga a proeza de enquadrá-los conforme a lei determina. E que a Ilha São João continue sendo um local de lazer e eventos, tudo devidamente protegido pela GM. 

Na corda bamba

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Existe um movimento de filiados – funcionários da Cohab-VR – descontentes com a atuação do jurídico do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Eles estão estimulados a pedir a desfiliação do Sindicato pela inoperância do órgão sindical em defender os seus direitos, com processos ganhos na Justiça do Trabalho e que não são executados por falta de ação do órgão sindical.

O exemplo usado por eles são os processos com sentença favorável aos servidores da  Cohab – alguns já até faleceram, mas os herdeiros naturais terão  direito a receber – que estão mofando nas gavetas do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT), no Aterrado. São valores a receber da empresa, de R$ 800,00, R$ 3 mil, R$ 10 mil, R$ 20 mil e até R$ 150 mil, em que o sindicato não se mobiliza para que a sentença seja judicialmente executada e cumprida. A desculpa é sempre a mesma: a Companhia de Habitação não tem caixa para pagar.

Outro fato que está deixando os associados descontentes são os processos de reenquadramento salarial no PCCS (Plano de Cargos, Carreira e Salários), onde o jurídico do Sindicato alegou ter perdido os documentos (pessoais e a procuração assinada por cada associado autorizando o órgão sindical a agir) dessas ações individuais. O resultado é que mesmo ganhando pouco, com os salários defasados e encavalados, sem aumento real, os funcionários estão tendo que contratar advogados particulares para defendê-los na Justiça:

“O sindicato tem uma estrutura excelente, bem grande, mas na hora de defender a gente, fica pequeno. Eu vou procurar todo mundo que eu conheço e pedir que desfiliem-se do Sindicato, que não está nos proporcionando nenhum ganho econômico nos processos ganhos e ainda perde documentos. O advogado falou isto na frente de cinco testemunhas. E temos que nos virar para ir atrás do que foi ganho, porque não há pressão para cumprimento das sentenças”, diz uma filiada, que pede para não ser identificada por temer represálias.

Outro associado do Sindicato da Construção Civil, (também funcionário da COHAB, mas cedido a outro setor da prefeitura) concorda com a falta de atuação do jurídico na defesa dos interesses salariais dos associados, funcionários da Companhia de Habitação: “É um sindicato grande, mas não adianta a gente ganhar e não levar. Em breve serei um dos primeiros a pedir a desfiliação. Este ano já contribuí com um dia do meu trabalho, além da contribuição mensal. Não está valendo a pena porque não temos nenhuma informação. O resultado não aparece nos salários. Então, pra quê continuar filiado no Sindicato se temos que contratar advogado particular para nos defender?” questiona.

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