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‘Dia dos Pais’

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Amanhã, domingo, 13, teremos mais uma edição do ‘Dia dos Pais’. Mas, para uma boa parte dos brasileiros ela pode ser bem mais significativa. A dos casais homoafetivos que nunca imaginaram que um dia poderiam realizar o sonho maior de um casal tradicional, formado por um homem e por uma mulher, que é o de ter filhos. Na reportagem abaixo, especial para a data, o aQui mostra que a fertilização pode ser uma solução. Nos Estados Unidos, inclusive, acontece graças ao sistema de ‘barriga de aluguel”.  

 

Para quem não sabe, ‘barriga de aluguel’ nos Estados Unidos é legalizada na maioria dos estados. Devido aos avanços da lei, o serviço é obriga a manter altos padrões, principalmente para proteger tanto os pais pretendidos como a criança. Existem estatutos legais de substituição gestacional que ajudam na regulação do processo, para todos os envolvidos. Diferente do que ocorre no Brasil, a remuneração à gestante é vista como algo necessário pelo tempo e serviço prestado, e ao mesmo, como uma forma positiva por proporcionar a casais a possibilidade de ter um filho.

 

O médico especialista em reprodução e infertilidade Armando E. Hernandez- Rey, diretor da clínica Conceptions Flórida, explica que a maternidade de aluguel é um verdadeiro compromisso e os suplentes são examinados de forma intensiva, tanto na parte psicológica quanto física. “Essas mães substitutas também são acompanhados de perto com todas as despesas médicas cobertas, além de receber em uma compensação adicional. Os acordos financeiros e legais são focados no interesse da criança, do pai substituto e dos pais pretendidos”, destaca.

 

Armando explica que nos Estados Unidos um substituto recebe uma média de US$ 30 mil, mas outros fatores podem resultar em um aumento da quantidade de compensação, incluindo a gestação gêmea, parto cesárea. “A mãe recebe o valor durante a gravidez”, afirma o médico.

 

Normalmente, quando se trata de casal constituído por duas mulheres, o serviço de barriga de aluguel pode ser usado também, mas, em geral, elas optam pela fertilização in vitro e uma delas assume a gestação. As opções incluem inseminação intrauterina com doador de esperma conhecido ou anônimo, FIV com doador de ovo anônimo ou conhecido ou substituto com doadores de ovo/esperma anônimos ou conhecidos.

 

Além das características étnicas, nos Estados Unidos é possível ter acesso a informações sócio–culturais do doador e foto. “É importante que os indivíduos e casais que optam por este recurso e outras tecnologias de reprodução assistida (ART) busquem por um especialista, que pode oferecer os melhores resultados clínicos e taxas de sucesso com base nos últimos avanços na infertilidade e embriologia”, aponta Armando.

 

O método utilizado pela Conceptions Florida dispõe de tecnologia chamada LifeAire, que aumenta as taxas de gravidez em 20%, diminuindo chances de aborto. Além disso, a localização em Miami permite oferecer uma diversidade cultural e étnica de opções para casais heterossexuais e homossexuais a selecionar doadores de óvulos e espermatozóides, bem como suplentes. “As taxas de sucesso são elevadas. É importante escolher uma prática que seja capaz de fornecer acessibilidade aos testes genéticos e várias opções de tratamento, procedimentos e intervenções cirúrgicas necessárias no tratamento e no estudo da infertilidade”, afirma o médico.

 

Leis favoráveis, aliadas a uma cobertura de seguro adequada e um extenso processo de seleção e rastreio de informações fazem da Flórida um local ideal para a seleção de um substituto. “No Brasil, como em muitos outros países, regem legislações que limitam o acesso de pacientes a serviço de FIV, especialmente quando envolve o uso de útero de substituição. Para grupos específicos, como casais homoafetivos, essas leis tornam quase impossível realizar o sonho de ter um filho. Também são restritos, pela lei que se aplicam ao método de FIV, a escolha de sexo do feto. Algo totalmente legal nos Estados Unidos”, lembra Armando.

 

Além de todas essas vantagens, caso a criança nasça nos Estados Unidos, ela automaticamente ganha a cidadania americana. Durante a gravidez, um contrato de pré-nascimento será criado e executado após o nascimento da criança, como o nome do substituto e irá aparecer inicialmente na certidão de nascimento. Dentro de 2-3 semanas e para cumprir o contrato, uma nova certidão de nascimento será emitida com os nomes dos pais pretendidos, formalizando os pais pretendidos em pais legais.

Sobre o médico Armando E. Hernandez

É especialista em endocrinologia e medicina reprodutiva assistida. Possui uma série de artigos científicos e pesquisas publicadas. Atualmente, é diretor da clínica Conceptions Florida.

Sobre a clínica Conceptions Florida

Dr. Armando Hernan-dez-Rey e Dr. Sinem Karipcin fizeram sonhos serem realidade para centenas de famílias. Eles se orgulham de oferecer sua atenção pessoal a todos os pacientes. O consultório fica no Merrick Park em Coral Gables e é o único laboratório da Flórida que oferece tecnologia Life
Aire, método que provou aumentar as taxas de gravidez em 20% e diminuir as taxas de aborto espontâneo. Para saber mais, acesse http://www.conceptionsflorida.com/IntheNews ou nas redes sociais www.facebook.com/conception-sfertilidade/

Pacientes em fuga

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No último domingo, 6, foi celebrado o Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Tuberculose. Celebrado pode ter sido, mas comemorado jamais. É que, apesar das campanhas, os números ainda preocupam. Em 2016, foram registrados algo em torno de 15 mil casos da doença e, deste total, 12 mil eram novos registros. “Muita gente não sabe, mas a tuberculose tem cura. O grande problema é que nem todos concluem o tratamento; nossa taxa de abandono, em 2016, foi de 11,4%. De acordo com a OMS, teríamos que ter essa taxa em, no máximo, 5%. O diagnóstico também é muito importante e os sintomas não devem ser negligenciados. Quem apresenta uma tosse persistente, há mais de 15 dias, deve procurar uma unidade de saúde perto de casa – explica o secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

 

Um dos principais sintomas da tuberculose é a tosse seca ou contínua, no início da doença. Por isso, é preciso ficar alerta ao apresentar esse sintoma por duas semanas ou mais. Outros sinais frequentes são: cansaço excessivo, febre baixa, geralmente no final da tarde, suor noturno, dor no tórax, falta de apetite, emagrecimento, fraqueza e prostração, podendo ainda ocorrer escarro com sangue. “Para considerarmos a doença sob controle, temos de alcançar uma incidência de três casos por 100 mil habitantes, mas, em 2016, essa taxa ficou em 70 casos para 100 mil habitantes, fato que preocupa e precisa do engajamento de todos”, explica Ana Alice Pereira, coordenadora do Programa de Combate à Tuberculose da secretaria de Estado de Saúde.

 

O tratamento deve ser feito por um período mínimo de seis meses, sem interrupção. Geralmente, os pacientes que seguem as orientações médicas até o final são curados. Depois de 15 dias usando a medicação, os pacientes deixam de ser transmissores da doença, mas para evitar uma recaída e ainda o surgimento da forma resistente da doença, é essencial que o tratamento seja realizado sem interrupções e pelo período estabelecido pelo médico.

 

Tuberculose x Aids

Os soropositivos são mais vulneráveis à doença. Pessoas vivendo com HIV/Aids têm maior probabilidade de adoecer quando entram em contato com outra pessoa que esteja transmitindo a doença. “Sempre que a tuberculose é investigada em um paciente é necessário fazer o teste de HIV também. Muitas pessoas são soropositivas e a tuberculose se apresenta como a primeira doença, devido à sua baixa imunidade provocada pelo desenvolvimento da Aids”, explica Ana Alice.

 

A doença

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, a Mycobacterium tuberculosis, conhecida também como bacilo de Koch. A bactéria afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos e tecidos, como as meninges, pleura, rins, gânglios, pele, olhos e aparelho genital (Tuberculose Extrapulmonar).

Tratamento longo

O tratamento é longo, com duração mínima de seis meses, e é muito importante que não seja interrompido. A interrupção do tratamento pode levar a recaídas da doença, com uma forma já resistente às drogas, cujo tratamento será mais prolongado (mínimo de 18 meses).

 

Prevenção

Para prevenir as formas graves da doença, como a meningite, por exemplo, é necessário imunizar as crianças obrigatoriamente, no primeiro ano de vida ou no máximo até cinco anos, com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina. A doença não é transmitida através de objetos compartilhados, como copos, talheres e pratos. Ao tossir, espirrar ou falar, os doentes eliminam bacilos no ar e podem transmitir a doença. Em ambientes fechados, esses bacilos podem ser inalados por quem convive por muitas horas neste espaço.

 

Dia ‘D’ da Hanseníase

Se você tem manchas esbranquiçadas e avermelhadas dormentes ou sem sensibilidade na pele é bom ficar em alerta e procurar o quanto antes uma unidade básica de saúde. Ou um bom dermatologista. É que os sintomas podem indicar que você está com hanseníase, uma das doenças mais antigas da história e que ainda é um grande desafio para a saúde pública, embora tenha cura. Atualmente, 1.049 casos estão sendo tratados no estado, mas o número de pessoas com hanseníase pode ser ainda maior. A falta da busca ao tratamento contribui para o avanço silencioso da doença.

 

“O alerta está sendo feito. A população precisa desconfiar, ao primeiro sinal ou sintoma, e procurar um profissional de saúde para um diagnóstico correto. A oferta do serviço e o esclarecimento sobre a doença são fundamentais para desmistificar a hanseníase. Estamos trabalhando em conjunto com os municípios, orientando os profissionais de saúde para uma busca ativa e a diminuição real dos casos”, ressalta o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira.

 

Cuidados com a doença

A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada por um bacilo (chamado bacilo de Hansen) e afeta diretamente a pele e nervos periféricos, podendo levar a sérias incapacidades físicas, caso não diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão se dá de pessoa a pessoa através, principalmente, de tosse e espirro, mas a doença tem cura por meio de tratamento com antibióticos e reabilitação física e psicossocial. A associação de medicamentos, denominada poliquimioterapia, é a prática mais indicada e está disponível no Sistema Único de Saúde. O paciente que segue o tempo e doses necessários do tratamento possui as chances de cura significativamente mais altas.

Em caso de dúvidas, basta ligar para o Telehansen 08000-26 2001 ou enviar uma mensagem para o ZapHansen no número (21) 979120108.

 

Tuberculose e Hanseníase em Volta Redonda 

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Segundo dados da secretaria de Saúde de Volta Redonda, atualmente a cidade registra 164 pacientes em tratamento. Detalhe importante: de janeiro a agosto foram registrados 132 casos novos de tuberculose.

A tuberculose, lembra Alfredo Peixoto, titular da pasta, é uma doença que tem cura. “O tratamento tem duração de seis meses, com repasse de medicações gratuitas pelo governo Federal, que são distribuídas pelo CDI (Centro de Doenças Infecciosas) e pode ser feito em todas as unidades de saúde. Volta Redonda está iniciando um processo de descentralização do diagnóstico de tuberculose”, pontua. “O objetivo é melhorar a captação e adesão dos pacientes ao tratamento, com identificação de sintomáticos respiratórios de forma precoce nas unidades de saúde”, reforça.

Quanto aos casos de Hanseníase, os números mostram que existem 16 pacientes em tratamento, sendo que de janeiro a agosto foram registrados 8 novos casos.

Sem fundos

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POLICIA CIVIL 1

Uma mega operação da Polícia Civil, realizada na quarta, 9, prendeu 28 pessoas em Volta Redonda, Barra Mansa e na capital, desarticulando uma quadrilha que teria desviado R$ 2 milhões de contas bancárias no Sul Fluminense, graças à atuação de hackers. Entre os presos está um empresário, conhecido como Léo Carroça, dono da boate ‘Mistura Carioca’, no Conforto, fechada há mais de um ano e que estaria por reabrir no bairro São João. 

 

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual, que deu origem à operação ‘Open Doors’ (Portas Abertas), a boate teria sido usada em um esquema de lavagem de dinheiro desviado. Léo Carroça foi preso na Rua São João, no centro de Volta Redonda.       

 

A ação foi realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Ministério Público do Estado Rio de Janeiro, envolvendo 190 policiais civis, 63 viaturas, e cinco delegados, entre eles o titular da 90ª Delegacia de Barra Mansa, Ronaldo Aparecido de Brito. O MPE denunciou 88 pessoas por envolvimento com a quadrilha, e a operação tinha como objetivo cumprir 50 mandados de busca e apreensão e 33 mandados de prisão em Volta Redonda, Barra Mansa e Rio de Janeiro.

 

Além das prisões, também foram realizadas apreensões de 16 veículos – alguns de luxo, avaliados em mais de R$ 220 mil – celulares e computadores. Todo o material apreendido, assim como os presos, foi encaminhado para a sede da Guarda Municipal de Barra Mansa, no Parque da Cidade.

Esquema

Em entrevista coletiva no Parque da Cidade, o delegado Ronaldo Aparecido explicou que a quadrilha agia de forma extremamente organizada, com uma estrutura e hierarquia bem definidas, envolvendo dezenas de pessoas. Disse ainda que os integrantes da organização criminosa ostentavam uma vida de luxo, com gastos de até R$ 50 mil em casas noturnas em apenas uma noitada, além de aluguel de lanchas e compras de imóveis e carros luxuosos.

 

De acordo com as investigações, que começaram há cerca de oito meses, a quadrilha utilizava hackers para desviar dinheiro de contas bancárias em diversas partes do Brasil, burlando o sistema de segurança dos bancos e obtendo os dados pessoais – senha, identidade, CPF, dependentes, etc. – dos correntistas para fazer os desvios.

 

O dinheiro desviado era depositado em contas bancárias de laranjas e sacado logo em seguida, em um intervalo de poucas horas, para não levantar suspeitas. Os “laranjas” ganhavam 10% de “comissão” pelo empréstimo das contas e eram os responsáveis pelos saques dos valores. Havia ainda pessoas responsáveis por aliciar mais “laranjas” e apenas os cabeças da organização tinham contato com os hackers, que não foram presos na operação. Segundo as investigações, os aliciadores ficavam com 15% do dinheiro desviado, os “cabeças” com 25%, e os hackers com 50%.

 

O delegado afirmou ainda que a quadrilha atuava na região há vários anos, e parte dela já havia sido presa na operação “Black Hat”, realizada em 2013, quando hackers do Sul Fluminense foram presos em Búzios. Na ocasião, três PMs também foram presos, acusados de extorsão mediante sequestro. Eles descobriram as atividades da quadrilha e teriam sequestrado um dos integrantes, exigindo R$ 100 mil para libertá-lo.

 

As investigações a partir da ‘Black Hat’ foram retomadas após denúncias de que soldados da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) estariam sendo aliciados para servirem como “laranjas”. A partir daí, a Polícia Civil e o MPE pediram a colaboração do setor de Inteligência da Academia e as denúncias foram confirmadas, dando origem à operação de quarta, 9. Os promotores do MPE disseram ainda que as investigações vão continuar para identificar como era feita a lavagem do dinheiro desviado.

 

Tanto os delegados como os promotores criticaram, na entrevista coletiva, a postura dos bancos, já que as eles não teriam colaborado com as investigações. Alguns gerentes tiveram até que ser conduzidos à delegacia por desobediência, para que as informações solicitadas fossem obtidas.

Chapéu Negro 

A operação Open Doors (Portas Abertas) desencadeada em Volta Redonda e Barra Mansa foi derivada de outra operação policial, deflagrada em 2013: a Black Hat (Chapéu Negro). Na época, a Polícia Civil prendeu 12 pessoas, também acusadas, como agora, de desviar dinheiro de terceiros. O modo de agir das duas quadrilhas, conforme relato dos policiais, é similar. A diferença é que em 2013 os suspeitos realizavam o golpe pela internet, acessando de forma fraudulenta as contas bancárias, de onde desviavam o dinheiro, que era depositado na conta de parentes e amigos, que faziam a retirada.

 

Outra coisa é que na Black Hat, de 2013, os próprios hackers foram presos. Entre eles estavam alunos de engenharia e até especialistas em computação. Na Open Doors de quarta, 9, nenhum dos presos foi apontado como sendo um hacker. Muitos, inclusive, pela formação e idade, não teriam controle nem dos celulares que foram apreendidos (o número total de aparelhos não foi divulgado). 

 

Em comum entre as duas quadrilhas suspeitas é que o grupo preso em 2013 tinha um intervalo mínimo de tempo – cerca de 30 minutos – para realizar os saques, que eram coordenados com os “laranjas” – donos das contas onde o dinheiro desviado era depositado. Ou seja, o dinheiro tinha que ser retirado com a máxima rapidez para evitar desconfiança dos funcionários das agências bancárias e das próprias vítimas.

Os suspeitos presos na Black Hat também gostavam de levar uma vida de ‘bon vivant’, fruto do dinheiro que tiravam das contas dos clientes dos bancos. Parte dos integrantes do grupo foi presa em uma casa de luxo alugada em Búzios, na região dos Lagos, com diárias da ordem de R$ 3 mil. No local, promoviam festas regadas a álcool e drogas sintéticas. Assim como agora, a casa caiu para eles.

 

Mas algumas perguntas estão sem respostas sobre a atuação da quadrilha presa durante a semana em Volta Redonda. Por exemplo, os hackers da Open Doors desviavam dinheiro das contas invadindo diretamente o sistema de informática dos bancos ou usavam “chupas-cabras” para clonar os cartões bancários – conseguindo número da agência, conta e senha – dados básicos para se fazer alguma transação?

 

A primeira hipótese, segundo um especialista ouvido pelo aQui, é considerada muito mais difícil, mas não impossível. “O principal problema é que este tipo de acesso, diretamente no sistema, é totalmente controlado, com data, hora e registro do computador utilizado. No caso de qualquer anomalia – uma tentativa de acesso fora do horário de expediente, por exemplo – a ação é bloqueada pelo sistema automaticamente”, explicou. Ele vai além. Lembra que há dez anos – tempo que as autoridades calculam que a quadrilha agia – a movimentação bancária via internet estava engatinhando. E, segundo ele, isso tornava muito mais difícil a ação dos hackers, já que as transações eram raras.   

 

No segundo caso, com o uso de chupa-cabras, o procedimento é bem mais fácil. Basta instalar os aparelhos que copiam as informações do cartão em agências bancárias (o que não parece ter acontecido em Volta Redonda) ou em estabelecimentos comerciais, como postos de gasolina, restaurantes e boates, como a Mistura Carioca, hoje fechada, que era de Leonardo Tavares Scatolino, o Léo Carroça, preso na operação e apontado como um dos “cabeças” da quadrilha.

 

No caso dos postos e restaurantes, o procedimento já foi flagrado por câmeras e é simples: o atendente (frentista ou garçom) aproveita uma distração do cliente na hora de pagar a conta e passa o cartão pelo “chupa cabra”, gravando as informações. Depois ele realiza o pagamento normalmente. O cliente vai embora e não desconfia de nada, mas os dados do seu cartão foram copiados e serão usados pela quadrilha para o desvio de dinheiro.

 

Já nas boates, a história é ainda melhor (para os bandidos, é claro). Segundo fontes policiais, uma das possibilidades é que as máquinas de cartão do estabelecimento estejam “grampeadas” – funcionando ao mesmo tempo como um chupa cabra – e o toque de mestre seria uma câmera estrategicamente posicionada acima do caixa para gravar o cliente digitando a senha. Pronto, é só ir às compras! Pode ser usado na própria boate para comprar infinitos “combos” de vodka ou cerveja, que na verdade nunca saíam da geladeira da boate. Um “combo” do crime completo.

Mistura Carioca

A boate, famosa quando funcionava, sempre foi envolvida em polêmicas, desde 2014 quando foi flagrada usando um “gato” para se abastecer de água do Saae-VR. O órgão desconfiou porque o estabelecimento continuava funcionando, mesmo com a água cortada por falta de pagamento. O caso foi parar na delegacia – Léo Carroça chegou a se esconder dentro da boate para fugir dos policiais que foram fazer o flagrante do “gato”. Ao ser preso na operação Open Door, Léo estava na obra de construção de sua mais nova boate, localizada na Rua São João, 530, no bairro São João. Uma super boate, dizem os vizinhos. 

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