segunda-feira, maio 4, 2026
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Dois ‘BOs’

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Professor Carlinhos Teixeira - PT BM

O diretório do PT de Barra Mansa mantém a tradição de reunir barbudinhos e barbudinhas sempre no primeiro sábado de cada mês. No dia 2 de setembro, não deu outra. Estavam quase todos lá. De um lado, filiados ao grupo – minoritário – ‘Resistência Socialista’. Do outro, os que fazem parte do grupo ‘PT que Queremos’, ligado à ex-deputada estadual Inês Pandeló. Resultado: os dois grupos se estranharam e chegaram às vias de fato. A pancadaria fez com que todos os envolvidos fossem parar na 90ª delegacia de Barra Mansa.

 

E cada grupo fez questão de registrar a sua versão em dois BO (Boletim de Ocorrência) diferentes. O primeiro, por integrantes do grupo de Inês Pandeló; o segundo, feito pelo professor Carlos Teixeira, ligado ao grupo de oposição, ambos se acusando mutuamente de agressão. Afirmando que é perseguido pelo grupo de Inês desde que exigiu que o PT saísse do governo Jonas Marins (PCdoB), o professor Carlinhos, como é conhecido, disse que existe uma tentativa de calar o grupo de oposição, com a expulsão de todos os integrantes do partido em Barra Mansa.

 

“Desde 2015, quando o grupo da Inês se recusou a sair do governo Jonas, com a entrega dos cargos, o clima no diretório é péssimo. O que houve no sábado é que eu pedi a palavra para defender uma colega, levada à comissão de ética do partido, dentro desta estratégia de cassar todo mundo do grupo de oposição, e isso me foi negado. Além de ter a palavra negada, fui xingado de ‘mau caráter’ pela Francisca Marques, assessora da Inês, que estava presente, e fui agredido por integrantes do grupo ligado a ela”, afirma Carlinhos, confirmando que recebeu socos, tapas e chutes. “Está tudo registrado na delegacia”, pontua.

 

Carlinhos ressalta que, apesar das relações estremecidas dentro do diretório, nunca antes na história do PT de Barra Mansa houve registro de agressão física entre os seus integrantes. “Já houve discussões mais inflamadas, mas agressão nunca havia acontecido”, relata, acrescentando que depois do episódio, ele foi para casa, onde ficou sabendo que seria chamado na DP, já que Inês, a assessora dela e outros dois envolvidos na confusão – Geraldo Silva e Alex Turbay, ambos do grupo da ex-deputada – teriam registrado uma ocorrência contra ele por agressão.

 

“Fui para a delegacia, aproveitei e fiz o exame de corpo de delito e também registrei a minha ocorrência”, diz Carlinhos, que confirma a existência de um pedido de expulsão contra ele tramitando – a passos lentos – na comissão de ética do PT. “Entreguei minha defesa há cerca de seis meses, e até agora não me comunicaram nada”, afirma, dizendo que vai levar o caso à direção estadual da legenda. “Vamos denunciar a pressão da ex-deputada e do grupo dela para nos tirar do partido para eles nadarem abraçados”, avalia. 

Sem palavras

A ex-deputada estadual Inês Pandeló, também ex-prefeita, não quis comentar o caso. “É melhor vocês falarem com a presidente do partido (Lígia de Cássia)”, afirmou, limitando-se a confirmar que estava na reunião do diretório. Mas, garante, “não presenciou” nenhum ocorrido.

 

Inês negou ainda que tenha ido à 90ª DP com os integrantes do seu grupo para registrar um BO. Questionada se os envolvidos na agressão eram do grupo ligado a ela, a ex-prefeita se esquivou: “Não, são pessoas do partido”.

 

O aQui também tentou entrar em contato, por telefone, com Lígia de Cássia, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Sem comida

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Roberto Marinho

Ele já foi o herói de muitas conquistas para Volta Redonda – conquistou títulos estaduais e nacionais, assim como o medalhista Tiago Pereira. Foi além. Cumpriu seu dever com muita competência e elegância. Competiu com os melhores e sempre se destacou. Fez mais. Mostrou que mesmo em uma cidade operária o hipismo, como esporte, poderia sobreviver e abrir um novo mundo, com novas possibilidades, entre elas o doce gosto da vitória.

 

Estamos falando de Gerânio, um mangalarga puro sangue que, diferentemente de Tiago – vivendo tranquilamente nos EUA -, vive triste, sozinho, sem amigos, e sem os flashes das câmeras e celulares. Pior. Passa fome, como centenas de ex-operários da CSN, desempregados e sem ter o que comer de manhã e à tarde. Está, inclusive, mais magro. Bem mais magro. Tudo por conta de uma dieta forçada a que teve que ser submetido.

 

Gerânio é um vitorioso cavalo da Escola de Hipismo de Volta Redonda, reconhecida pela Confederação Brasileira de Hipismo como a única escola pública do gênero no Brasil, mas que está fechada desde o início da era Samuca. Motivo: falta de verbas. Aliás, se o prefeito tiver coragem, poderá vender o ‘passe’ de Gerânio, que na bolsa dos craques de quatro patas está avaliado em R$ 120 mil, dinheiro suficiente para manter a escola por um bom tempo. 

 

Enquanto o dinheiro não sai e não chega, Gerânio vive em uma baia na Ilha São João – onde funcionava a sede do projeto – junto com os outros sete cavalos de propriedade da prefeitura de Volta Redonda que compõem o plantel da finada Escola de Hipismo. Triste, o animal sente falta dos alunos da escolinha, cerca de 150 crianças e adolescentes das escolas públicas da cidade do aço. Detalhe: que conquistaram sete campeonatos cariocas e três brasileiros, na categoria ‘Concurso de Escolas de Equitação – CEE’, competindo com representantes de escolas de maior tradição e muito mais recursos, como a do Jockey Clube do Rio de Janeiro, da Sociedade Hípica de São Paulo, além de colégios militares.

 

Com a escola fechada no início do ano, os cavalos companheiros de Gerânio ficaram meio perdidos no espaço-tempo da burocracia, já que parte deles pertence à Fundação Beatriz Gama (FBG) e parte à secretaria de Governo. Por conta da confusão – que no final das contas foi resolvida, com todos os cavalos sendo ‘lotados’ na FBG –, os animais foram ficando meio esquecidos. E se não fosse a boa vontade do tratador responsável, os bichos poderiam muito bem ter morrido de fome. Felizmente não morreram.

À base de capim

A situação dos animais chegou a ser crítica. “Se vocês não fizerem nada, os cavalos vão morrer. Eu não tenho mais condições de comprar comida para eles”, teria dito um dos responsáveis por Gerânio & Cia. Na época, segundo fontes, a crítica fez com que Samuca acabasse fazendo uma visita à famosa Escola de Hipismo de Volta Redonda, que estava fechada. E o prefeito garantiu que liberaria recursos para a compra de ração e feno para os animais. Isso foi feito. Mas, sabe-se lá porque, a ração só deu para duas semanas. Teria que durar um mês.

 

Os animais, que eram alimentados pelo menos três vezes ao dia, passaram a comer só pela manhã e à tarde. Ficaram sem o almoço. Pior. O feno sumiu e eles estariam sendo alimentados com capim, que provoca problemas no sistema digestivo dos cavalos. Alias, duas éguas do plantel, segundo fontes ouvidas pelo aQui, mais idosas, não suportaram bem a dieta forçada e emagreceram muito, a ponto de correrem risco de vida. Graças ao cuidado e dedicação dos tratadores, pouco a pouco estão se recuperando. Já estão se acostumando e não sentem tanto as intensas cólicas que a mudança na dieta provocou. Melhor para elas, já que não recebem a visita regular de um veterinário desde o início do ano.

A esperança é a última…

Apesar dos pesares, uma mudança já pode ser vista além da Ilha São João. É que existem boatos de que a Escola de Hipismo poderá voltar a funcionar já a partir de segunda, 18. A prefeitura teria, inclusive, contratado um novo treinador, que seria um veterinário, proprietário de uma fazenda em Dorândia, distrito de Piraí. Ele assumiria o posto que era do idealizador e coordenador do projeto, o técnico Rodrigo Boghossian, que se mudou com a família para a Califórnia, nos Estados Unidos.

 

Mas não é todo mundo que anda acreditando nessa história. “Acho muito difícil que isso aconteça”, disse uma fonte ouvida pelo jornal, que acrescentou: “Não há movimentação alguma na escola, acho que eles (prefeitura) não vão conseguir se mobilizar a tempo”, disparou.

Sem saber se será negociado para um clube estrangeiro ou se vai renovar contrato com a Escola de Hipismo de Volta Redonda, Gerânio segue triste da vida, dividindo espaço com os cavalos que integram o seu clube de coração, o Voltaço, das cores amarela, preta e branca. Passa o tempo a sonhar com dias melhores.

 

Prefeitura nega qualquer irregularidade

 

Procurada pelo aQui, a prefeitura de Volta Redonda nega qualquer irregularidade na alimentação dos cavalos da Escola de Hipismo e garante que já fez as licitações necessárias – devidamente publicadas no Diário Oficial – para efetuar a compra dos alimentos. Desmente que tenha “se servido de doações de terceiros”, e jura que os animais estão sendo acompanhados regularmente por veterinários.

 

Em relação à quantidade de ração e a dieta forçada que os animais estariam sendo submetidos, a prefeitura afirmou que a alimentação adequada é estabelecida pelo veterinário. E que é “consumida todos os dias do ano, inclusive aos sábados, domingos e feriados”.

 

Sobre a falta de feno, a nota da prefeitura explica que os contratos referentes à alimentação e “fornecimento de água” estão sendo rigorosamente cumpridos, “conforme atestam os fiscais dos contratos a que se destinam”. Em relação à troca do feno por capim, a resposta foi que os animais “seguem dieta alimentar dentro dos padrões estabelecidos pelos veterinários que os assistem diariamente”. A prefeitura também diz que o acompanhamento “diário” pelos veterinários é registrado em fichas de controle próprias “quando necessário”.

 

A má notícia é que – conforme previa a fonte ouvida pelo aQui – a Escola Municipal de Hipismo não retorna à atividade nesta segunda, 18. A boa notícia é que após o “breve recesso” – como diz a nota – de nove meses, a escolinha deve retomar as aulas no início do mês de outubro. A direção do projeto, segundo a nota, é realizada pela Fundação Beatriz Gama (FBG), em parceria com a secretaria de Educação e a secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Grampos

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Bem longe – A jornalista Kika Monteiro, que o aQui procurava para entrevistar a respeito da derrota sofrida para a CSN – a sede do Clube Foto Filatélico, presidido por ela, voltou às mãos de Benjamin Steinbruch – virou subsecretária de Assuntos Federativos e Inovação de Maricá. Tá com tudo e não tá prosa.

 

Façam suas apostas – Uma fonte do aQui com trânsito no chão de fábrica diz que as chances de CSN e Samuca chegarem a um acordo sobre o Escritório Central estão, de 0 a 10, em 5. Quem aposta? 

 

Contra – O deputado federal Deley de Oliveira é contra a prefeitura trocar o Escritório Central por dívidas da CSN. Motivo: entende que existem melhores alternativas para propor uma permuta com Stein-bruch. É. Pode ser. 

 

Vai vendo – Munir Francisco, irmão do ex-prefeito Neto, tido como seu provável sucessor, não deverá sair candidato a deputado nas eleições de 2018. Os boatos, inclusive, dão conta que o grupo de Neto teria fechado apoio à mulher do prefeito de Angra do Reis, Célia Jordão, que será candidata à Alerj em dobradinha com Deley para a Câmara. Se tudo der certo, Munir poderá se candidatar em 2020.    

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Revoltado (I) – Durante uma das sessões da Câmara, o vereador Sidney Dinho estava revoltado em relação às mortes de policiais militares no estado do Rio, que já passaram de 100. O 100º, inclusive, foi Fábio Cavalcante e Sá, segundo sargento da PM, baleado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O presidente da Câmara, PM aposentado, fez questão de usar uma camisa com os dizeres “100 policiais mortos: São heróis destemidos e corajoso que morrem por nós”. Nas costas, com letras garrafais, a palavra “LUTO”.

 

Revoltado (II) – Dinho foi além. Criticou a atuação do Estado. “O Estado insiste nessa política vazia. Vamos continuar enxugando gelo. Me entristece muito a forma como os policiais são tratados. Feito peças de carro nas quais se perde uma e compra outra amanhã. O senhor governador disse que irá convocar quatro mil concursados da PM. Vinte e cinco anos fiquei na PM. Sei que eles não reconhecem o trabalho do policial. Torçamos para que pare por aí. Cem mortes já foram demais”, disse indignado.

 

Grupo de Trabalho (I) – Os vereadores Luciano Mineirinho e Granato foram nomeados  para compor o Grupo de Trabalho (GT) criado pelo prefeito Samuca Silva para promover a revisão do Código Tributário Municipal.

 

Grupo de Trabalho (II) – O prefeito Samuca Silva criou mais um grupo de trabalho: vai propor Políticas Públicas que garantam o bem estar e a segurança dos animais de Volta Redonda. Terá representantes da prefeitura, da GM, OAB, sociedades protetoras dos animais. Até o Delegado de Polícia, Marcelo Gio-vanni Russo, irá participar do GT.

 

Na bronca – A secretaria de Meio Ambiente de Volta Redonda está meio brava com a Tim Celular. É que a empresa teria instalado uma antena de celular na área do hospital da Unimed, no Jardim Belvedere, sem a devida licença ambiental. A secretaria multou a empresa em R$ 8.487,50 por “não possuir e não requerer a licença ambiental” para a instalação do equipamento. Tem mais. A secretaria teve trabalho para notificar a Tim: tentou por meio dos Correios várias vezes, sem sucesso. A infração acabou sendo juntada ao processo que o poder público move contra a empresa.  

 

Antenados – O pessoal da secretaria de Meio Ambiente anda ligado nas antenas de celular sem licença ambiental e, portanto, irregulares. A empresa American Tower do Brasil também foi notificada por instalar uma antena no nº 2.500 da Rodovia dos Metalúrgicos. Ou seja, Hospital da Unimed, de novo.

 

Cassinos (I) – Sérgio Ricardo de Almeida, presidente da Loterj, defende a abertura dos cassinos no Rio de Janeiro, como projeto-piloto para o Brasil. E garante que empresários do setor estariam dispostos a instalar sete ou oito cassinos na cidade maravilhosa. “Não em outros locais do país”, pontuou em artigo enviado ao aQui.

 

Cassinos (II) – Veja os argumentos do executivo para defender a jogatina em terras fluminenses: “As vantagens são inequívocas. Estima-se que somente a implantação de cassinos trará entre R$ 60 e R$ 80 bilhões de dinheiro novo. Considerando a média de 30% de tributação do jogo no mundo, arrecadação de R$ 24 bilhões. E nada impede que os outros estados, à medida que atraiam investimentos e assimilem a experiência do polo de cassinos do Rio de Janeiro, possam igualmente criar seu mercado”, avaliou, para logo concluir: “Assim todos ganham. Principalmente o Brasil, que precisa ver uma luz no fim do túnel e a economia voltando a caminhar. O mundo dá sinais que está de olho nas oportunidades que podem surgir do nosso país e não só nas nossas crises e escândalos, o que, vamos combinar, é uma ótima notícia”. Há controvérsias.

 

 

Vou de ônibus (I) – A prefeitura de Volta Redonda já iniciou os trâmites legais para o comprar os ônibus elétricos que farão parte do projeto Tarifa Comercial Zero, que vai permitir que parte da população circule, de graça, pelos centros comerciais da cidade. Bom, tarifa zero é modo de dizer, já que alguém vai ter que pagar os R$ 1,35 milhão que custa cada ônibus. No total serão três veículos, a um custo de R$ 4,05 milhões. 

 

Vou de ônibus (II) – Para quem se interessar em fornecer ônibus elétrico para o Palácio 17 de Julho, o pregão eletrônico, do tipo menor preço, será realizado no dia 22, às 9 horas. A compra ficará a cargo da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Ah, os veículos devem ser entregues em no máximo 90 dias após a emissão da nota de empenho.

 

Comparação (I) – Transportando de graça passageiros de tudo que é localidade para as áreas comerciais da cidade do aço, como Vila e Amaral Peixoto, por exemplo, o Palácio 17 de Julho vai acabar atingindo o comércio dos bairros. A lojinha do seu Zé, da D. Maria, dos mercadinhos etc. Será que pensaram na quebradeira que podem provocar?

 

Comparação (II) – Os R$ 4 milhões que o Palácio 17 de Julho admite gastar para comprar os três ônibus elétricos dariam para adquirir e distribuir mais de um milhão de passagens para a população usar nos ônibus das linhas municipais da cidade do aço. Seriam 87 mil passagens por mês durante um ano inteiro. Ou ainda cerca de três mil passagens por mês. 

 

Comparação (III) – Isso sem contar que a prefeitura ficaria livre de montar uma estrutura para operar e manter os três ônibus elétricos. Para o novo serviço, terá que ter, por exemplo, 11 motoristas – 3 para trabalhar no horário comercial e dois para dar folgas e férias. Sem contar fiscais, mecânicos, pessoal de limpeza, além de manter estoque de peças, pneus, baterias (R$ 500 mil a unidade) etc.

 

Falso – O governo do Estado do Rio garante que é falso o boato de que estaria pensando em privatizar ou extinguir a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Que assim seja!

 

Verdadeiro – Essa notícia era do conhecimento de poucos: foi a própria direção da CSN que procurou o prefeito Samuca Silva para propor a abertura das negociações envolvendo a troca do Escritório Central por dívidas da empresa para com os cofres públicos. Samuca, é claro, adorou.

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Aniversário – Por falar em Samuca, ontem, sexta, 8, ele comemorou o seu aniversário. Foi o primeiro como prefeito de Volta Redonda. E o primeiro ninguém esquece, não é mesmo? 

 

Descarte – Como a dívida é milionária, superior a R$ 400 milhões, Samuca quis aproveitar o momento e teria tentado incluir nas negociações o imóvel do antigo Centro de Puericultura, localizado no início da Rua 33, no coração da Vila, que está abandonado há anos. Benjamin Steinbruch recusou. Motivo: quer construir um prédio no local. Detalhe: uma torre para ser exato, aproveitando a área livre existente no interior do Centro de Puericultura, onde existiam vários consultórios, como de pediatras, para atender aos filhos dos metalúrgicos da CSN. 

 

Vivo – Entre as empresas que o Palácio 17 de Julho estaria pensando em levar para ocupar um dos 16 andares do Escritório Central seria a Vivo, de telefonia celular. A Tim corre por fora. A Oi, atolada em dívidas, deve ficar de fora.

 

Folga – Por outro lado, parece que as coisas andam mais folgadas na Câmara de Volta Redonda. É que o presidente da Casa, Sydney Dinho, liberou – OS nº 018/17 –, a compra de mais meio quilo de pó de café e dois quilos de açúcar para a copa da Câmara. A cota semanal, estabelecida em janeiro, passou para 3,5 quilos de pó de café e 7 quilos de açúcar.     

 

Dupla – Queiram ou não, a dupla que mais promete arrancar suspiros em Volta Redonda no próximo ano é formada por Maycon Abrantes (vice-prefeito) e Samuquinha, (Fernando Garcia). Até prova em contrário, o primeiro sai como candidato à Alerj; o segundo, à Câmara Federal. 

 

Diárias (I) – Um motorista da Corpore, empresa que presta serviços para a secretaria de Saúde de Volta Redonda, ligou para o aQui relatando uma situação dramática: após reclamar o pagamento de 63 diárias que estaria sem receber, além do salário de maio e quatro meses sem horas extras, foi demitido na semana passada. Segundo ele, a então secretária Márcia Cury – que deixou o cargo em junho – chegou a mandar pagá-lo, mas como ela deixou a pasta, seu processo parou. E, por reclamar, teria sido mandado embora.

 

Diárias (II) – O motorista, que pediu para não ser identificado, afirma que existem outros casos de motoristas sem receber diárias ou horas extras. Que feio!

 

Exames (I) – Nos dois últimos meses, a secretaria de Saúde de Volta Redonda realizou 17.501 exames de imagem. O Mutirão de Exames, que começou em 19 de junho, tem o objetivo de acabar com a demanda reprimida da atenção básica e policlínicas para exames de ultrassonografia geral, mamografia, Raio X e tomografia computadorizada até o final deste ano. Os atendimentos são realizados no Centro de Imagem do Estádio Raulino de Oliveira, das 19 às 22 horas, de segunda a sexta, e das 7 às 18 horas, aos sábados e domingos. Desde o início do mutirão já foram feitas 6.843 ultrassonografias; 2.847 mamografias; e 6.401 exames de Raio X. As 1.410 tomografias computadorizadas foram realizadas no Hospital São João Batista (HSJB).

 

Exames (II) – “Para atender a demanda reprimida, que era crescente desde o final do ano passado, a secretaria de Saúde precisou refazer contratos – encerrados desde setembro de 2016 – de prestação de serviços, como manutenção de equipamentos, e fornecimento de materiais necessários para a realização dos exames de imagem”, explicou o secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, acrescentando que está em processo de licitação a manutenção de mais dois mamógrafos e um tomógrafo. “Assim que voltarem a funcionar, vão permitir a realização de mais exames e acabar com a fila mais rapidamente”, avalia.

Orçamento – A Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa aprovou na terça, 29, por quatro votos a três, as contas do governo do Estado de 2016. O parecer vencedor, de autoria do deputado Edson Albertassi (PMDB), será votado, em breve, em discussão única, pelo plenário da Alerj, na forma de um projeto de decreto legislativo. Vale lembrar que em maio, o Tribunal de Contas do Estado recomendou a reprovação das contas. Motivo: o repasse de orçamento para a área da saúde seria inferior aos 12% da receita estadual, como prevê a Constituição Federal. Em 2016, o governo disponibilizou 10,42% para o setor. Albertassi justificou que o ano passado foi atípico para o Rio de Janeiro devido, entre outros fatores, aos arrestos das contas estaduais, que chegaram a R$ 8,4 bilhões, e à queda do preço do barril do petróleo. 

Segundo Albertassi, o reconhecimento pela Alerj do estado de calamidade pública financeira, decretado pelo Executivo em junho e ratificado pela Casa em novembro do ano passado, também justificou o não cumprimento dos mínimos constitucionais. “Os índices na área da saúde e em outros setores não foram alcançados porque o Rio estava em um ambiente de arrestos e bloqueios na justiça. Não havia recursos nem para o pagamento dos servidores”, lembrou o parlamentar.

 

Orçamento (II) – Albertassi também lembrou que o governo do Estado está prestes a assinar com o Executivo Federal a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). E lembrou que a Alerj foi fundamental para que esse acordo pudesse ser consolidado. “Agora que o RRF está prestes a ser homologado, seria inconveniente rejeitar as contas do governo. Com os salários postos em dia, a adesão ao Regime é fundamental para a correção da situação financeira do Rio”, afirmou o parlamentar, que é líder do governo na Alerj e se mostra confiante na aprovação das contas pelo plenário da Casa.

 

Transparência (I) – O prefeito Samuca Silva botou na cabeça que vai tornar o município uma referência em transparência. “Quanto melhor a gestão, melhor será o serviço público e essa é a nossa missão. Ser eficiente com qualidade”, pontua, ressaltando a importância da criação de uma Controladoria Geral do Município (CGM). “Isso garante mais eficiência da gestão, melhor controle das contas, preservação do cofre público, dentre outros, que irão se refletir em melhorias nas políticas públicas de modo geral”, completou.

 

Transparência (II) – Nomeado para a CGM, Carlos Rosa diz que entre os seus objetivos estratégicos está a prática de avaliar o cumprimento das metas e a execução dos programas do governo e do orçamento municipal. “Após as verificações e inspeções nos órgãos da prefeitura, a CGM opinará sobre a situação encontrada, emitindo um relatório e um certificado de auditoria”, informou. Vale lembrar que, em entrevista ao aQui, Samuca garantiu que demitiria os secretários e assessores que não cumprissem as metas estabelecidas. 

 

Transparência (III) – Carlos Rosa diz ainda que outra função da CGM é apurar as denúncias formais relativas a irregularidades ou ilegalidades praticadas em qualquer órgão da administração. Que assim seja!

Erros (I) – Para quem não sabe, a CGM já identificou erros de lançamento de dados contábeis no sistema interno do Palácio 17 de Julho. “Identificamos, no início do governo, vários erros no sistema contábil da prefeitura. Com a controladoria, esses erros serão evitados, já que haverá uma análise permanente dos dados”, justificou a secretária de Fazenda, Norma Chaffin, lembrando que houve um atraso para enviar os dados da gestão fiscal de 2016 para a secretaria do Tesouro Nacional por conta de falhas no sistema contábil.

 

Erros (II) – Graças aos erros corrigidos, Volta Redonda deixou o Cauc – espécie de Serasa dos municípios. “O Cauc é um sistema que disponibiliza informações acerca da situação de cumprimento de requisitos fiscais por parte dos municípios. Se houver alguma pendência, por exemplo, a União não pode transferir recursos financeiros, de modo voluntário ou por convênios”, avaliou Samuca.

 

Erros (III) – Samuca lembra ainda que, como medida de transparência, assinou em abril um decreto como prevenção à corrupção. “Nosso objetivo é atender a população no que ela deseja: honestidade, transparência e seriedade. Estamos fazendo com que os recursos públicos sejam usados de maneira com o que a população possa acompanhar”, salientou, exemplificando que, com o decreto, está a proibição do uso de carro oficial do prefeito, vice-prefeito e secretários para fazerem o trajeto de casa para a prefeitura. Os secretários também não podem ser indicações políticas e têm que se encaixar na lei da ficha limpa, além de análise técnica.

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