segunda-feira, maio 4, 2026
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Bate bola – Sergio Luiz

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Nesta edição prestamos uma homenagem ao Barra Mansa F.C. que completou 108 anos de glórias ano dia 15 de novembro, publicando uma foto tirada nas décadas 50/60 de um dos seus melhores times da sua história. A foto pertence ao Marinheiro – O maior acervo  fotográfico do Barra Mansa FC. 

ESPORTE

Em pé da esquerda para a direita:Tiãozinho, Beto, Paladino, DPI, Sargento e Ditão. Agachados: Edir, Badú, Tuia, Lauro e Zé Darcy.

Missão cumprida!

Não há dúvidas que o Voltaço perdeu a sua sonhada classificação para a série B do Brasileirão já na primeira partida ao ser derrotado pelo Sampaio Correa, por 1 a 0, com um gol ao apagar das luzes. Se o time de Surian tivesse atuado em Volta Redonda da maneira como jogou em São Luis (MA), quando se impôs ao adversário, a história poderia ser outra. Mas, deu no que deu. O triste é que o Volta Redonda não conquistou a vaga por causa de um gol.

É fato também que faltou uma melhor condição física ao time durante o torneio e isso foi visível nos dois últimos jogos, os decisivos. A propósito, na série D, o Voltaço sobrava e decidiu a maioria dos seus jogos no segundo tempo, quando os jogadores voavam em campo.

Enfim, procurar culpados ou motivos para justificar a eliminação fica a cargo da diretoria. Entendo até que poderia ter sido melhor, mas reconheço que o primeiro objetivo traçado pelos dirigentes, que seria a manutenção do Voltaço na série C, foi conquistado. Fica a experiência. Agora é preparar o time para o estadual de 2018. Portanto, missão cumprida.

Renovação
A diretoria do Voltaço já pensa na renovação do contrato do treinador Felipe Surian, que teve um bom aproveitamento à frente do time. Afinal, o Voltaço fez um bom estadual, foi vice-campeão do torneio da Consolação da Taça Rio, e chegou à semifinal do torneio de Consolação da Taça Guanabara. A única vergonha mesmo foi ser eliminado da Copa Rio sofrendo uma histórica goleada para o Audax por 5 a 1. Na série C pelo menos se manteve. O ideal era chegar à série B, mas a C não é das piores.

De$$manche
O time do Voltaço já está curtindo as férias. Detalhe: a maioria dos jogadores não terá o contrato renovado e a diretoria pensa em formar um novo time, aproveitando alguns jogadores da base. Mas, antes que saiam gastando dinheiro à toa, fica o alerta: é preciso ser mais criterioso nas novas contratações. Chega de refugos. O Voltaço precisa é de reforços.

Recurso
Acredite se quiser. A diretoria do Barra Mansa teve o seu recurso contra o Carapebus rejeitado pelo procurador do Tribunal de Justiça da Federação. Simplesmente porque perdeu o prazo, que era de três dias após a última partida, para dar entrada no TJD. Agora o Leão vai depender de outros clubes que também recorreram para tentar permanecer na série B ou na segunda divisão do estadual. Caso contrário, terá mesmo que disputar a série B1 ou terceira divisão por ter sido rebaixado em campo.

Falecimento
Faleceu na terça, 26, aos 73 anos, o advogado, professor e ex-presidente do Barra Mansa e também ex-diretor do Voltaço Celso dos Prazeres. Morreu de complicações com o diabetes e seu corpo foi sepultado no Portal da Saudade. Lamentável!

Promovidos
Goitacás e América subiram para a primeira divisão do Campeonato Carioca. Vão disputar a primeira fase do Estadual, fase seletiva, para depois entrarem, caso consigam se classificar, no verdadeiro Cariocão, ao lado dos quatro grandes. As duas equipes decidem o título hoje, sábado, 30, em Campos. Na primeira partida na terça, 27, o Goitacás saiu na frente ao vencer o Mequinha por 1 a 0 e joga pelo empate.

Bola fora
Para as arbitragens do Campeonato Brasileiro. A cada jogo, uma polêmica. Vamos ver se o árbitro de vídeo, que a CBF pretende implantar, ajuda a melhorar o nível das arbitragens, até porque os erros irão continuar.

Bola dentro
Para os jogadores do Voltaço, que superaram vário s obstáculos (nos bastidores), mas conseguiram manter o clube na série C do Brasileirão. Claro que poderia ser melhor, mas convenhamos que, com o time que foi montado, o tricolor de aço foi longe demais. Valeu!

Cadê o bom senso?

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Gabriel Távora

Na segunda, 25, os alunos do Colégio Macedo Soares saíram das salas de aulas dispostos a promover uma atividade extraclasse. Detalhe: contra a Guarda Municipal e contra a fiscalização da prefeitura de Volta Redonda. E, por tabela, contra o prefeito Samuca Silva. Motivo: uma semana antes, na segunda, 18, um fiscal, acompanhado de dois GMs, apreendeu os produtos que o vendedor ambulante Levi Dionísio estava comercializando nas proximidades da escola, localizada na Vila. Eram balas, pirulitos, chocolates. Tudo para adoçar a boca dos alunos.

 

Não satisfeitos, os fiscais da lei decidiram prender o ambulante e levá-lo para a 93° DP, por entenderem que foram desacatados por Levi. A denúncia é contestada pelo ambulante, de 58 anos. “(Ele) Me abordou sem crachá e descaracterizado. Não havia como eu saber com quem estava falando. Resumindo: fui algemado pela guarda e encaminhado para a delegacia”, contou Levi, dizendo que, por não saber com ‘quem estava falando’, teria se recusado a deixar o local, onde sempre vendeu balas e doces – “há mais de 20 anos”, frisa. 

 

Entre os motivos que podem ter provocado a prisão de Levi está o fato do mesmo ter se negado a sair do local – próximo ao portão da escola – e ter questionado a postura do fiscal da prefeitura de Volta Redonda, que não teria se identificado como tal. Para piorar, Levi teria ironizado como o mesmo se vestia, além de ter anotado a placa da moto em que ele estava, já que se tratava de um veículo particular.

O caso foi parar nas redes sociais e no Palácio 17 de Julho, tanto que o vice-prefeito Maycon Abrantes e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Joselito Magalhães, foram até a escola para conversar com Levi. “Sabemos de sua história nesta região, porém não o proibimos, apenas pedimos para respeitar a legislação”, argumentou Maycon conforme explicou em sua página do Facebook. .

 

A versão oficial transmitida apenas nas redes sociais não pegou. E o protesto dos alunos do Macedo, uma das escolas mais tradicionais da cidade do aço, foi mantido. “Todas as manifestações de apoio a ele são legítimas, mas somente pedimos que (o ambulante) respeite a legislação e solicitação do colégio quanto a seu posicionamento no espaço”, justificou Maycon referindo-se ao protesto dos estudantes.

 

E na manhã ensolarada de segunda, 25, sem ter GMs e fiscais como testemunhas, Levi estava na porta do Macedo sem o seu tradicional carrinho de balas e doces. Estava de mãos vazias, afinal tudo o que tinha para vender ainda estava apreendido no depósito da prefeitura. Mas, para sorte do vendedor ambulante, cerca de 20 a 30 alunos fizeram uma ‘vaquinha’ e arrecadaram R$ 300,00 em espécie e outros R$ 300,00 em mercadorias que lhe entregaram para que pudesse voltar à atividade.

 

Entre lágrimas, bem emocionado, Levi agradeceu: “Eles (os alunos) falaram que iriam me ajudar. Me mandaram uma mensagem falando para eu vir aqui no dia de hoje (segunda, 25) porque eles iriam me dar uma ajuda”, contou ele ao aQui.

 

Agradecendo a ajuda de todos inclusive, por terem compartilhado sua  história na internet, Levi deixou no ar uma alfinetada em direção ao próprio Colégio Macedo Soares, que o teria denunciado na fiscalização da prefeitura der Volta Redonda. “Eu achei que (a denúncia) foi desnecessária. Bastaria a diretora, através de um de seus funcionários, mandar eu me afastar do portão da escola que eu teria me afastado imediatamente, sem nenhum transtorno. Nem para eles e nem para mim”, pontuou.

 

Na terça, 26, com os doces doados pelos estudantes, Levi Dionísio voltou ao trabalho. Mais longe um pouco do portão do Macedo (50 metros), no ponto de ônibus da pracinha ao lado da escola. E prometeu continuar ali, contanto que não atrapalhe ninguém, ironizou.

Novos

A história de Levi, até prova em contrário, teve um final feliz, mas a apreensão de produtos vendidos por ambulantes parece estar se tornando hábito nas áreas comerciais de Volta Redonda. Na segunda, 25, por volta das 17h30min, uma vende-dora tradicional de pipocas foi proibida de ficar na Vila Santa Cecília, nas proximidades das Lojas Americanas, durante ação do próprio secretário de Desenvolvimento, Joselito Magalhães, que também é presidente da Associação Comercial. Ela e muitos outros ambulantes, muitos de longa data, foram avisados para ‘sair do pedaço’ sob pena de ter as mercadorias apreendidas.

 

A ação do dublê de empresário-secretário não caiu bem nas redes sociais, afetando mais uma vez a imagem do prefeito Samuca Silva. “Com toda essa crise de emprego, sai o secretário, que não é da pasta de posturas, determinando aos ambulantes que encerrem suas atividades. Quem ele (Joselito) está defendendo? A população ou os empresários?” indagou um deles em um dos grupos do Facebook.     

 

O engraçado é que Joselito & Cia fazem de conta que não veem a venda indiscriminada de abacaxis e móveis de piscina, entre outros, em caminhões estrategicamente estacionados em lugares de movimento. E permitem que ‘foodtrucks’ de fora atuem nos eventos oficiais do Palácio 17 de Julho. Chegam, vendem e vão embora com o dinheiro arrecadado junto aos voltarredondenses.  

O que vale é a imagem

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Vinicius de Oliveira

Há uma máxima que diz que o brasileiro só sente de verdade e aprende quando dói no bolso. De fato, a perspectiva de desembolsar uma grana preta preocupou os políticos intimados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver quase R$ 2 milhões por terem recebido verbas indevidas quando eram vereadores de Volta Redonda em 1996. Ao comentar a reportagem exclusiva veiculada pelo aQui (edição 1064) que tornou pública a decisão do TCE, ninguém deu pulos de alegria, afinal, cada um deverá pagar cerca de R$ 80 mil, sem contar a multa de 25% que será acrescida no valor.

 

Entretanto, o que realmente incomoda os políticos, sobretudo os que querem continuar na carreira pública, é o desgaste que um processo do tipo pode provocar na sua imagem. Não foi à toa que o ex-vereador Walmir Vitor (PT) preferiu se manter o mais distante possível do olho do furacão. Cheio de malícia, pediu ao jornal um tempo até que pudesse se inteirar do assunto. Na verdade, revelou mais tarde uma fonte, o petista “segue apenas observando”. “Walmir quer passar despercebido por conta das eleições do ano que vem, que devem ser as mais turbulentas já vivenciadas por qualquer um. Como ele não quer nem se candidatar a deputado, decidiu ficar na sua, sem se envolver em polêmicas, à espera do futuro político de seu partido”, comentou.

 

Quem decidiu falar foi o vereador José Augusto, que vem mantendo, bravamente, eleição após eleição, seu cargo de vereador. Detalhe, sem ter seu nome envolvido em escândalos. O parlamentar confirmou que recebeu as verbas indenizatórias, mas garantiu que nenhuma delas era indevida. “Realmente esse processo está correndo na Justiça. Mas os vereadores envolvidos já recorreram inúmeras vezes porque, de fato, era hábito da Mesa Diretora pagar por sessões extraordinárias. Mas isso só acontecia porque havia um regimento que amparava a prática”, contou.

 

Ainda de acordo com Zé Augusto (foto), as verbas indenizatórias eram os famosos ‘Jetons’, que são pagamentos feitos, no Brasil, a parlamentares nos níveis municipal, estadual e federal por sessões extraordinárias. “Quando eu entrei na Câmara já existia a prática do Jeton. Até 1996 era rotina os vereadores receberem essa indenização por cada sessão extraordinária, mas, justamente por considerar desnecessário, naquele mesmo ano que consiste no processo votamos para pôr fim ao Jeton e em 1997 ele já não existia”, garantiu.

 

Questionado se teria problemas em efetuar o pagamento conforme orienta o TCE, José Augusto garantiu que honrará seu débito, mas deverá solicitar o parcelamento da dívida. “Afinal não está fácil para ninguém. Se ficar provado que não podíamos receber essa verba, vamos ter que pagar”, afirmou o vereador, aproveitando para disparar alfinetadas em direção ao TCE. “Existem situações sérias que precisam da atenção do Tribunal. Não entendo por que implicam com uma verba indenizatória que era amparada por lei”, criticou.

 

Em entrevista ao aQui, o representante do Movimento Ética na Política (MEP), José Maria da Silva, fez questão de lembrar que desde sua criação, a entidade da qual faz parte sempre se posicionou contra todo tipo de verba indenizatória para vereadores. “O MEP foi criado em 1997, justamente imbuído na missão de barrar injustiças ou comportamentos antiéticos protagonizados por políticos. Já nessa época condenávamos não só o Jeton, mas todo tipo de pagamentos em caráter indenizatório que vereadores viessem a receber, pois os trabalhadores não têm e nunca tiveram direito a receber essas verbas”, avaliou.

 

Zezinho disse ainda que os vereadores não devem realmente se preocupar com dinheiro, mas sim com a imagem que os políticos passam para a sociedade. “Nós do MEP entendemos que a solução é pagar, não só para que doa no bolso (dos políticos), mas justamente para o efeito ético que isso causará na população. Silenciar custará um resgate político muito maior. É importante que façam um ‘mea culpa’ e devolvam esse dinheiro”, resumiu.

 

Entenda o caso

O Tribunal de Contas do Estado determinou, em sessão plenária de 5 de setembro, que os vereadores titulares na legislatura de 1996 devolvam aos cofres públicos o total de 527.857,26 UFIRs o que, em reais, equivale a R$ 1.879.738,15 (um milhão, oitocentos e setenta e nove mil, setecentos e trinta e oito reais e quinze centavos). O conselheiro-substituto relator do processo, Rodrigo Melo do Nascimento, considerou que, naquele ano, houve irregularidade no pagamento da verba indenizatória para os parlamentares por ocasião de sessões extraordinárias.

 

Foram intimados a devolver a quantia de quase R$ 2 milhões os ex-vereadores: Carlos Sérgio Fumian, Cláudio Castro de Paula, Edson Pedro da Cruz, Estefânio Alves, Fuede Namen Cury (falecido), Genilson Pereira da Silva (falecido), João Elias Auad, Jorge de Oliveira (o Zoinho), José Alexandre Alves, José Ivo de Souza, Luiz Fernando Castro Santos, Luiz Gonzaga Lula de Oliveira, Maria das Dores Pereira, Mário Ribeiro de Souza, Hélia Sereno Catta Preta (representante legal do espólio de Quirino Catta Preta), Wilsimar Máximo Cury e Walmir Vitor da Silva. Estão na lista os atuais vereadores Paulo Conrado e José Augusto de Miranda.

 

Nota da Redação: A advogada que cuida do processo em nome dos envolvidos, Josieni de Almeida Lima, foi procurada mais uma vez para comentar o caso, não tendo retornado às ligações.

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