segunda-feira, maio 4, 2026
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Briga nos bastidores

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A demissão de Márcia Fernandes da pasta de Cultura de Volta Redonda agitou o meio político voltarredondense e colocou em xeque o próprio relacionamento do prefeito Samuca Silva com o vice-prefeito Maycon Abrantes. No meio dos dois, como pivô da crise, surge o presidente da Câmara, Sidney Dinho, que brigou com Márcia, bateu boca com Maycon e está de olho em outros integrantes do primeiro escalão do Palácio de Julho. Veja abaixo os grampos relativos à briga pelo poder envolvendo os principais protagonistas da história. História que envolve ainda ao projeto de criação de uma Casa de Cultura e Acolhimento LGBT+. 

‘Quebrou a tigela’

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Vinícius de Oliveira

Pouco a pouco o prefeito Samuca Silva (Podemos) está aprendendo, da maneira mais difícil, que a máxima responsável por sua escalada ao poder – que Volta Redonda não precisava de políticos, mas, sim, de gestores – não funciona tão bem assim. A última lição culminou com a queda da secretária de Cultura, Márcia Fernandes, cujo pescoço teria sido encomendado por políticos, incomodados com as ‘inventivas’ da moça.

 

Para o leitor entender o que provocou a demissão de Márcia, vamos usar a própria cultura para explicar o ocorrido. Você que nos lê provavelmente conhece a famosa canção ‘O Pato’, de Vinícius de Moraes. Narra as peripécias de um pato que, de tanto aprontar, foi parar na panela. Pois bem. O mesmo se deu com a secretária. ‘Pata aqui, pata acolá’ (com a permissão da licença poética), Márcia foi se metendo onde não devia, pintou vários canecos, surrou galinhas, bateu em marrecos escandalosos. Quando deu por si, havia levado um coice para fora do Palácio 17 de Julho.

 

Artistas e militantes das redes sociais foram os que mais se incomodaram com o tombo de Márcia. Além de colher assinaturas pelo Facebook pedindo a volta de Márcia, chegaram a pensar em realizar manifestações contra Samuca. “É um retrocesso a saída dela [Márcia]. Era, sem comparação, a secretaria que mais funcionava e desenvolvia projetos. Foi a mais democrática e dialogou com as minorias. Foi um escândalo. Um dos problemas da prefeitura é escutar demais quem não concorda com a política que a secretária estava desenvolvendo”, reclamou Carlos Eduardo Giglio, artista de rua e poeta.

 

Contudo, nem as manifestações mais criativas e virtuais foram capazes de manter Márcia no cargo, afinal de contas até sua irmã teria ajudado a pôr fim em sua curta trajetória no governo Samuca. A primeira peripécia da ex-secretária foi declarar apoio à polêmica Roda de Rima, um evento alternativo de cultura realizado no coração da Vila Santa Cecília e que consiste em batalhas de rap, apresentações musicais diversas e discotecagem. A proposta não foi bem digerida pelos moradores e empresários do bairro, tido como bem conservador.

Drogas

O presidente da Câmara, Sidney Dinho, conhecido por defender a chamada tradicional família brasileira, foi o que mais se posicionou de forma contrária à decisão de Márcia de apoiar a Roda de Rima. Chegou a usar a Tribuna para criticá-la e deu a entender que, se alguém atentasse contra a vida de um dos participantes ou moradores, a culpa seria dela (Márcia). “Para mim foi uma irresponsabilidade a secretária declarar apoio a um evento desse tipo, onde pessoas de vários bairros – ou como gostam de dizer, facções – se reúnem. Muitos mal-intencionados usam a roda de rima, infelizmente, para traficar ou resolver suas rixas. Sem um policiamento adequado nunca poderia ter acontecido”, criticou Dinho.

 

Na terça, 3, em entrevista exclusiva ao aQui, 24 horas após sua demissão, Márcia contou que não deu ouvidos às reclamações de Dinho acerca de seu apoio à Roda de Rima. “Ele me chamou de irresponsável e isso não é verdade. Sempre fiz meu trabalho com muita responsabilidade e coerência, seguindo o que exigem as leis. Não é à toa que sou respeitada no meio cultural. Tenho uma história longa na área e esta deve ser levada em consideração. Por isso, preferi ignorar tudo o que ele disse”, comentou, dando de ombros. “Certamente ele não conhece o meu trabalho”.

 

Mas, tal qual o pato de Vinícius de Moraes, Márcia não sossegou e logo, logo fez uma nova peraltice, a de comprar a briga da comunidade LGBTIQ de Vota Redonda, ao garantir a realização da 5ª Parada do Orgulho Gay. Tão ou mais polêmica que a Roda de Rima, o evento dos homossexuais já havia perdido a essência quando se soube que o mesmo, com escolta da Guarda Municipal, poderia acontecer na Praça da ETPC, bem longe dos olhares tradicionais da sociedade voltarredondense.

 

Contrariados, os militantes da causa gay, com aval de Márcia Fernandes, aceitaram realizar a Parada na Praça da ETPC. Dinho chiou. E passou a garantir que a falta de organização da Parada Gay não era suficiente para garantir o bem-estar físico de todos. Além da sujeirada que seria deixada por cerca de sete mil pessoas que eram esperadas na pracinha da Sessenta.

 

Por conta dos dois eventos, Márcia e Dinho chegaram a se estranhar pessoalmente. Uma vez, no gabinete da secretaria de Cultura. A outra foi no gabinete do prefeito, presenciada por Maycon Abrantes, vice-prefeito. Dinho e Márcia não confirmaram a história, mas fontes garantiram que o encontro foi tenso e que Márcia saiu totalmente abalada.

“Mais uma vez a secretaria de Cultura apoiou um evento sem a garantia dos trâmites legais junto às Forças Armadas. Só que no caso da Parada Gay a proporção foi muito maior que a da Roda de Rima”, justificou Dinho, ao falar sobre o evento gay na Praça da ETPC. “Os organizado-res do evento só tinham em mãos o pedido de policiamento para o local. Sem o devido ‘nada a opor’ do comandante da Polícia Militar, não fora garantido um efetivo adequado para o público estimado. Minha crítica não tem nada a ver com o fato de ser um evento para o público gay, mas, sim, com a falta de cuidados básicos com a segurança. Você que vai a um evento do tipo tem o direito de voltar ileso para casa”, completou.

 

Márcia se defendeu. Disse que o coordenador do ‘VR Sem Homo-fobia’, Natã Teixeira (outro desafeto de Dinho, grifo nosso), tinha o ‘nada a opor da PM’. E explicou que a legislação varia de acordo com o tipo de evento. “Dinho está interpretando a Legislação do jeito dele. A Parada não tinha estrutura de palco e aconteceu numa praça. O que a prefeitura podia fazer, em termos de estrutura, ela fez. Disponibilizamos banheiros químicos, guardas municipais, e a equipe de limpeza já estava escalada para recolher o lixo no dia seguinte. E, mais importante, não houve caso de violência”, rebateu.

 

O salvo conduto de Márcia estava na tal ‘Corrida Maluca’, que aconteceu domingo, dia 1, que ela esperava reunir centenas de amantes das antigas corridas de carrinhos de rolimã. Ela postou errado. Os corredores não chegaram a 30, e o público nem chegou a 100, deixando o moral da ex-secretária ainda mais baixo, afinal o mico foi parar no colo do prefeito Samuca Silva.  

 

As justificativas e boas intenções de Márcia não a livraram da panela, ou melhor, da demissão. Em nota divulgada via Facebook, Samuca não disse muito, mas garantiu que a saída da ex-secretária teria ocorrido por mudanças administrativas. E detalhe: ‘pela insatisfação popular’. Márcia não concorda.“Não entendi quando vi a nota do prefeito. Ele diz que a população não estava tão satisfeita. Definitivamente não é o que tenho visto. Desde que fora anunciada a minha saída, tenho recebido declaração de apoio de diversos lugares. Até de fora do Brasil. Pessoas ligadas à Cultura se manifestaram a meu favor”, rebateu, garantindo que, no reservado, Samuca teria dado a entender que não suportaria por muito tempo a pressão dos políticos. “Samuca me chamou no gabinete. Disse que eu havia me tornado uma corda tensa, prestes a arrebentar a qualquer momento. E, caso isso acontecesse, poderia prejudicar o governo”, revelou. Ao aQui, Dinho foi taxativo. Garantiu que nem pessoalmente, nem em nome da Câmara, pedira a cabeça de Márcia. “Embora eu tenha reunido documentos que poderiam me garantir entrar com uma representação no Ministério Público contra ela, não pedi em momento algum que fosse demitida. Acho, inclusive, que ela entende muito do assunto e não posso negar que ela deu os primeiros passos para garantir espaço para as minorias. Mas penso que fez tudo com muita pressa”, resumiu.

Lenha na fogueira

 

Há quem diga que a pressão para tirar Márcia Fernandes do cargo não partiu apenas da Câmara ou da insatisfação popular. Pode ter saído também de uma das salas do Palácio 17 de Julho. É que a irmã da ex-secretária, Marinez Fernandes, anunciou pelas redes sociais que estaria disposta a se candidatar à Assembleia Legislativa, o que vai de encontro ao o sonho do vice-prefeito Maycon Abrantes de se lançar à Alerj. 

 

Assim como Márcia, Marinez faz parte do Instituto Dagaz, que promove esporte e cultura em Volta Redonda. E, pensando em 2018, teria pleiteado ao governo Samuca a cessão do prédio de um antigo Cras, o do bairro Verde Vale. O imóvel pertence ao município e está desocupado desde que as unidades ganharam novas sedes. A ideia, segundo Marinez, era transformar o local num espaço cultural. O que ela não sabia é que o próprio Samuca tem um projeto para o local, a ser anunciado em breve.

 

Foi por isso que a prefeitura não liberou o prédio para as duas irmãs. Insatisfeita com a negativa, Marinez bateu boca com um dos assessores diretos do prefeito, Marcos Vinícius Convençal, o Marcão, via Facebook. “O que representamos se nem um prédio de Cras desocupado podemos ter? Fala sério. Fui parceira o tempo todo, acreditei, apostei neste governo que acreditava em gestão. O olhar está para o lado errado. Sinto muito. Amizade posso ter contigo, mas é muita mágoa”, desabafou Marinez. Não satisfeita, anunciou a ideia de se lançar na política, sem dizer para qual Palácio estava lançando suas farpas. 

 

Marcão rebateu: “A questão não é pessoal. Se cederem a você um prédio desocupado, por que não ceder a outra instituição? A coisa pública é destinada a todos. Menos emoção e mais razão”, pontuou. Marcão foi além. Mencionou o desejo de Marinez de se candidatar a uma vaga na Alerj. “Você tem todo direito de pleitear um cargo público. Mas queria te deixar a seguinte experiência de vida política: ‘política não se faz com o fígado!’”. Ele está certo.

Grampos

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Homenagem – Vários jornalistas de Volta Redonda e da região foram homenageados pela Câmara na noite de terça, 26, com a Medalha de Mérito Jornalista Dicler Simões. Entre eles, Paolla Gilson, jornalista do aQui, homenageada pelo vereador Edson Quinto (PR).

Contorno (I) – A retomada das obras da Rodovia do Contorno, na manhã de segunda, 25 apesar da importância do fato, não teve discurso. E olha que atraiu bons oradores, como o prefeito Samuca Silva e os deputados estaduais Edson Albertassi e Gotardo Netto, além dos vereadores Fernando Martins e Carlinhos Santana. 

 

Contorno (II) – Como ninguém falou – só deram entrevistas –, o evento foi rápido, bem rápido: durou apenas 20 minutos, sendo que começou com um pequeno atraso. O deputado estadual Edson Albertassi foi um dos primeiros a chegar (viva!) e o último a sair. Foi recompensado: é que a equipe da TV Rio Sul chegou quando a cerimônia já tinha acabado. Coube a Albertassi falar em nome de todos. Saiu todo satisfeito.

 

Contorno (III) – Samuca Silva em conversa com o aQui lembrou que há 20 anos tinha por hábito usar a área onde a Rodovia do Contorno está sendo concluída para soltar pipas. Mostra que teve infância.

 

Esperto – Cláudio Menchise, um dos diretores da Faculdade Sul Fluminense, era um dos estranhos no ninho no trevo do Santo Agostinho de acesso à Rodovia do Contorno. Motivo: estava lá para fazer pedidos tanto para Samuca quanto para Albertassi. Aproveitou bem os momentos de conversa ao pé de ouvido. Segundo uma fonte, os pedidos do executivo estão relacionados à criação de um curso de engenharia na Fasf.

 

Atrasado (I) – O deputado estadual Gotardo Neto foi um dos últimos a chegar ao ponto de encontro do trevo do Santo Agostinho. Chegou a tempo de caminhar ao lado de Samuca e Albertassi, entre outros. E de aparecer nas fotos para a posteridade, é claro. Albertassi, por exemplo, não perdeu a chance de brincar quando Gotardo chegou. “Veio só para a fotografia?”, perguntou, rindo, enquanto se dirigia ao colega do Parlamento. Gotardo respondeu: “Quero ver se essa obra sai mesmo!”, retrucou também em forma de brincadeira. Foi o bastante para Albertassi devolver na mesma moeda: “Assim não vou te ajudar a se reeleger”, disparou. É mole?

 

Futuro – Enquanto caminhavam, lado a lado, Samuca, Albertassi, Gotardo e José Iran (secretário estadual de Obras) brincavam querendo saber onde cada um estaria daqui a 50 anos, em 2067.  “Essa foto vai entrar para a história”, pontuou Al-bertassi. Ah, nenhum dos quatro arriscou fazer um prognóstico.

 

São Pedro – Nas entrevistas, Samuca, José Iran e Albertassi tinham um pedido em comum… a São Pedro. “Se não chover, vamos inaugurar em novembro”, disparou José Iran.

Gabando-se – O vereador Carlinhos Santana, ligado à classe metalúrgica, fazia questão de dizer a todos que tinha ido a São Paulo para participar da reunião do seu partido, o Solidariedade (SD). Detalhe: como Geraldo Alckmin estava presente, pediu ao governador de São Paulo para tirar uma foto dele, que postou em sua página do Facebook. Ao justificar a tietagem, Santana foi bem claro: “O prefeito (Samuca) tirou uma foto com o prefeito de São Paulo; eu tirei com o governador”, comparou. Vai vendo…

 

Na rua – Por falar em Carlinhos Santana, o ex-metalúrgico, agora parlamentar por Volta Redonda, teve seu nome indicado como pré-candidato a deputado federal pelo SD (Solidariedade), legenda que é comandada por Paulinho da Força.

 

Cohab (I) – As novas instalações da Cohab-VR foram entregues por Samuca Silva na tarde de segunda, 25. E o prefeito aproveitou para participar de uma reunião com os funcionários da companhia para explicar a necessidade da mudança de local, que não tinha agradado aos servidores. Segundo Samuca, a mudança gerou uma economia de R$ 50 mil por ano aos cofres públicos. Agora, a autarquia está instalada no antigo prédio da secretaria de Serviços Públicos, na Avenida Ministro Salgado Filho, no Aero Clube.

 

Rio Paraíba – O MPF expediu recomendação à secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) no Ministério da Saúde, assim como à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para que realizem uma análise mais profunda da qualidade de água do Rio Paraíba do Sul destinada ao abastecimento público. O diagnóstico rotineiro hoje é considerado incompleto, pois é feito sem o exame do Índice de Substâncias Tóxicas Organolépticas, o Isto, que trata da poluição química da água.

 

Barrigada (I) – A máxima de que a justiça tarda, mas não falha se mostrou completamente contraditória com a última decisão judicial envolvendo a ação de reintegração de posse contra o Clube do Laranjal. A ação, conforme publicado no Diário de Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro (DJERJ) do dia 21 de setembro, não está para ser extinta. O erro foi cometido pelo cartório da 6ª Vara Civil, onde o processo tramita desde 2014, e corrigido depois que o aQui publicou a decisão com exclusividade em sua última edição.

Barrigada (II) – Segundo publicação do DJERJ, como o processo de reintegração de posse, movido pela CSN contra o Clube do Laranjal, não teve nenhuma movimentação cartorária nos últimos 30 dias, a Justiça decidiu por sua extinção. Antes de arquivá-lo, porém, concedeu um prazo de cinco dias úteis à CSN, para que a mesma se manifestasse sobre a extinção. A decisão, claro, causou surpresa. “O cartório errou e acabou induzindo o jornal ao erro. Ele deveria devolver o processo ao juiz concluso para sentença, mas equivocou-se e intimou o autor a dar andamento ao processo sob pena de extingui-lo”, explicou uma fonte ligada à CSN.

 

Barrigada (III) – De acordo com a fonte, a empresa já teria entrado com uma petição na 6ª Vara pedindo a correção. Segundo apurou o aQui, o ofício foi recebido e deverá ser anexado nos autos nos próximos dias. Enquanto isto, o processo segue normalmente, aguardando sentença do juiz.

 

Recurso – O Clube Fotofilatélico Numismático entrou com recurso contra a decisão da Justiça de reintegrar o imóvel que ocupa, na Vila, ao patrimônio da CSN. A última movimentação do processo, que tramita na 2ª Vara Cível, dá conta que os embargos de declaração do clube são tempestivos, ou seja, foram apresentados dentro do prazo legal para recurso.

 

Chaves – A CSN entregou ao ICMBio as chaves dos portões de acesso à Fazenda Santa Cecília, especialmente à área da Floresta da Cicuta. A medida faz parte de um cumprimento de sentença judicial, determinando que a CSN não impusesse restrições à atuação do Instituto no local. A ação foi movida pelo MPF. Resta saber o que o ICMBio vai fazer daqui em diante…

 

Greve (I) – Os trabalhadores da Construção Civil de Volta Redonda estão em greve, revela o presidente do Sindicato da categoria, Sebastião Paulo de Assis. Na quarta, 27, os trabalhadores participaram de uma assembleia na Praça Juarez Antunes e aprovaram a greve a partir de segunda, 2, por prazo indeterminado.

 

Greve (II) – Os trabalhadores das empresas da base do MetalSul também estão em estado de greve, conforme informação dada pelo Sindicato dos Metalúrgicos. A greve poderá ser deflagrada a partir de quarta, 4, quando ocorrerá uma assembleia para discutir a questão. Segundo Silvio Campos, os patrões insistem – e ele não aceita – na retirada de benefícios, como vale alimentação e PLR. Segundo Silvio, as empresas que insistem em retirar os benefícios são AGM, Gemor, Abreu e Metalúrgica Barra Mansa, dentre outras. Todas também propuseram um reajuste de 5% nos salários.

 

Sankyu – Os trabalhadores da Sankyu aprovaram, por 370 votos dos 438 que votaram, a proposta da empresa para a renovação do acordo coletivo 2017/2018. 

 

Celebração (I) – Na quarta, 27, Samuca recebeu o padre Vanderley Oliveira, da paróquia de Santa Cecília, levado pelas mãos do vereador Francisco Novaes. Na pauta, a participação do Palácio 17 de Julho nas celebrações de 12 de outubro, dia da padroeira do Brasil. A reunião foi de paz e Samuca prometeu apoio total ao evento católico. “Vai ser uma festa especial, já que esse ano será celebrado o jubileu dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba do Sul”, destacou o prefeito. “A prefeitura vai colaborar com toda estrutura necessária para a celebração”, completou.

 

Celebração (II) – Vale ressaltar que este deve ter sido o primeiro encontro oficial de Samuca com um representante da Igreja Católica de Volta Redonda. Desde a sua posse em janeiro, por exemplo Samuca (ex-PV, hoje Podemos) nunca esteve com o bispo D. Francisco Biasin.

 

Celebração (III) – A festa de Nossa Senhora Aparecida será celebrada na igreja de Nossa Senhora Aparecida, na São João. Terá carreata, procissão, e como de praxe, quatro missas durante o dia. O vereador Francisco Novaes justificou ter sido procurado por fiéis da igreja para levar o religioso ao encontro de Samuca. “Era necessário o apoio da prefeitura para a celebração, por isso não tinha dúvida que o prefeito Samuca iria atender as solicitações”, destacou Novaes.

 

Postes – A prefeitura de Volta Redonda está trocando oito postes de iluminação pública ao longo da Via Sérgio Braga, principal ligação com Barra Mansa. O serviço deve acabar no final desta semana. Cada poste tem luminária de quatro pétalas com lâmpadas a vapor de sódio de 400 watts. Será que já é fruto da municipalização do trecho da BR-393?

 

Remédios – Na edição passada o aQui publicou a denúncia de um leitor, de 84 anos, a respeito da falta de remédios na Farmácia Municipal de Volta Redonda. Entre eles, o Finasterida (5 mg); Omeprazol 20 e 40 mg); Mesilato de doxasozina; e Ranitidina, todos de uso contínuo. Durante a semana, ele não ligou. Esteve pessoalmente na redação do jornal para dizer que o problema continua o mesmo. Pior. Mostrou que está gastando cerca de R$ 300 por mês com a compra dos remédios. “Eu ainda tenho algum recurso, mas vejo muita gente lá na farmácia – a maioria, na verdade – que não tem essa condição”, disparou, anunciando que esteve mais uma vez na Ouvidoria da Saúde, onde relatou mais uma vez o problema. Desta vez, fez questão de deixar com a atendente um exemplar do aQui com a publicação da sua reclamação.

 

Me engana… – Durante uma feira de negócios realizada em Volta Redonda, que ninguém sabe no que deu, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Joselito Magalhães, soltou uma pérola. “Em Volta Redonda não tem crise”, avaliou. Deve viver no mundo da lua e, como presidente da Associação Comercial, deveria passear pelos bairros para contar quantas lojas e indústrias estão fechadas antes de dizer baboseiras.

 

A volta – O voltarredondense Nelson Gonçalves deve reassumir o cargo de deputado estadual com a ida de Jorge Felipe para a equipe de Marcello Crivella, prefeito do Rio de Janeiro.

 

Socorro! (I) – Os representantes da Associação de Moradores da Vila foram na quinta, 28, até a Câmara pedir ajuda do vereador Sydnei Dinho. Ajuda não, “socorro”. É que eles já teriam feito uma série de reivindicações não só de moradores, mas também de profissionais que atuam no bairro contra as constantes “festinhas” realizadas por jovens (em sua maioria, menores de idade) nas praças do bairro, regadas a bebidas e drogas.

 

Socorro! (II) – Dinho chegou a ligar para Samuca ressaltando o problema e pedindo providências, “com urgência”. Depois, prometeu promover uma reunião em conjunto. 

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A conferir – Embora tenham conversado bastante, andado juntos e sorrido um para o outro, Samuca Silva e Edson Albertassi estariam se estranhando já há algum tempo. Na semana passada, quando o parlamentar teria procurado o prefeito para lhe dar as boas novas – da retomada das obras da Contorno -, Samuca simplesmente teria se recusado a atendê-lo. 

Feriado – A prefeitura de Barra Mansa funcionará normalmente na segunda, 2, mas na terça, 3, feriado municipal, não haverá expediente. Neste dia, será realizado o desfile cívico em comemoração aos 185 anos da cidade, a partir das 9 horas, na Avenida Joaquim Leite, no Centro.

Cidadão (I) – Noé Garcêz, atual presidente da Ordem dos Advogados em Barra Mansa, recebeu na noite de quinta, 28, o título de cidadão barraman-sense durante sessão solene da Câmara de Vereadores, realizada no Palácio Barão de Guapy.
Cidadão (II) – O empresário voltarredondense Helder Damião (foto) também foi agraciado com o título de cidadão barramansenses, conforme proposta apresentada pelo vereador Paulo Chuchu. Helder quebrou o protocolo ao receber o título com a neta, Lily, no colo.

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Flores – A Associação Mulher, Cidadania, Ambiente e Economia Solidária promove neste sábado, 30, a 22ª Caminhada das Flores em Barra Mansa. A concentração será às 9 horas em frente a onde funcionava o restaurante popular e seguirá até a Praça da Matriz, onde acontecerão apresentações culturais.

MPF – O Ministério Público Federal quer que a prefeitura de Barra Mansa promova melhorias no Ciep 483 Ada Bogato. O prazo dado foi de 90 dias, e o MPF recomenda que seja realizado o fechamento das paredes das salas de aula em uso; a reforma da quadra de esportes; a manutenção da área de recreação e do refeitório, restaurando a tela de proteção/portas; e o conserto do portão de entrada da escola. Tem mais. Quer que a secretaria de Educação mande, em 60 dias, fazer a pintura/reforma das paredes e portas das salas de aula, dos ambientes administrativos, da cozinha e demais áreas de circulação e o conserto do teto do banheiro dos professores e da sala de refeição.

MPF (II) – No prazo de 30 dias, o MPF exige que seja feita uma vistoria na rede elétrica da unidade, promovendo a substituição das lâmpadas queimadas; o conserto da janela de alumínio, com risco de queda e a reposição dos vidros nas janelas das salas de aula; bem como dis-ponibilize o sinal de internet na sala de infor-mática da unidade. E, em 20 dias, em conjunto com a comunidade, professores, funcionários e direção da escola, o município deve promover o debate para definir as medidas que serão adotadas para o atendimento dos termos desta recomendação.

Desfile – No próximo dia 3 de outubro, 185º aniversário de Barra Mansa, a prefeitura local promove um desfile cívico por toda a Avenida Joaquim Leite, a partir das 9 horas, com a participação de 65 unidades escolares municipais contando com mais de três mil alunos, além de profissionais entre professores, coordenação, direção e administrativo. O desfile contará com a presença do Tiro de Guerra, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. E, à frente do pelotão, a Guarda Mirim de Barra Mansa, carregando as bandeiras oficiais.
 
Sangue (I) – O Hemonúcleo de Barra Mansa pede à população que doe sangue. De acordo com a unidade, os estoques estão abaixo do normal. A instituição funciona ao lado da Santa Casa, na Rua Pinto Ribeiro, 205, no Centro, e está aberta de segunda a sexta, das 7 às 11 horas.

Sangue (II) – Na tentativa de aumentar o estoque, o Hemonúcleo funcionará no próximo sábado, 7, das 7 às 12 horas. “Estamos sofrendo com o baixo nível disponível para doação, e não é só aqui. Muitas outras unidades da região também estão passando por este problema, como Vassouras e Volta Redonda”, finalizou o coordenador.

Reforma – Marco histórico de Barra Mansa, a sede da Fazenda da Posse teve sua construção concluída em 1768 e há muitos anos não passava por uma reforma geral, desde sua reconstrução em 1999. Mas, graças à Fundação Cultura Barra Mansa e alguns parceiros, o imóvel passou por uma reforma durante os últimos três meses. E agora será sede do Centro de Documentação e Me-mória de Barra Mansa – Cedoc que será entregue pelo prefeito Rodrigo Drable neste sábado, 30, com direito a um Festival de Cerveja Artesanal, reunindo dezenas de produtores artesanais, dando início à programação do aniversário de Barra Mansa. 
O prédio todo foi pintado e as diversas  salas existentes serão dedi-cadas a espaços como galerias de arte, exposições, auditório para apresentações e palestras, além de abrigar um acervo com mais de 20 mil documentos especializados em arte e história de Barra Mansa.

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