quinta-feira, maio 7, 2026
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Voltando

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A dança das cadeiras na Câmara de Volta Redonda prevê a saída de Sidnei Dinho e a  volta, como presidente da Casa, do vereador Washington Granato. Os dois, embora tenham a mesma formação universitária –  no campo do direito –, têm posturas diferentes. Enquanto Dinho gosta de adotar um discurso mais legalista e imparcial, Granato usa o traquejo político para conduzir seu trabalho.

Dinho tem fama de brigão e não esconde seu lado sisudo. Já Granato é o típico político prazenteiro e escorregadio. Não quis, por exemplo, falar sobre sua insatisfação com alguns secretários do governo Samuca, embora não esconda que, por ele, alguns cairiam.  

Granato é daqueles que quando levantam a voz é para sacudir o plenário. Prova disso foi a discussão que teve recentemente com o colega Fernando Martins após ter feito, no plenário, insinuações contra Edson Albertassi, preso durante a operação Cadeia Velha, um braço da Lava Jato. Os dois (Granato e Martins) bateram boca. Fernando Martins saiu em defesa de seu padrinho político. Granato, por sua vez, criticou a postura do deputado estadual, dando a entender que seus seguidores, como Fernando Martins, pensam da mesma forma que o dono da Rádio 88.

Na entrevista concedida ao aQui, Granato garantiu que o desentendimento foi dissolvido e que os ânimos já se aplacaram entre ele e Fernando Martins. Disse também que vai comandar a Câmara mantendo os mesmos critérios das primeiras vezes que esteve à frente da Casa (2006, 2008, 2014), “valorizando o funcionalismo com responsabilidade orçamentária”. Granato falou ainda sobre a laicidade do estado, futuro na política. Confira, abaixo, a entrevista completa.

aQui: O Dinho deixa a Câmara ostentando dois títulos: de conservador e de legalista. O senhor  vai seguir mais a tendência política?
Granato: Pretendo manter a mesma dinâmica das minhas gestões anteriores como presidente da CMVR, valorizando o funcionalismo e administrando com responsabilidade a verba orçamentária.

aQui:   O senhor vai  terminar de quitar a dívida de   R$ 75 mil para com os servidores?
Granato: O objetivo é efetuar o pagamento de todas as pendências que visam manter a eficiência e a agilidade do sistema legislativo. É lógico que temos uma Lei que restringe os valores gastos com despesa de pessoal, mas, dentro do possível, acertaremos as contas.

aQui: A comunidade religiosa se posicionou na Câmara em vários momentos contra a laicidade do Estado. O que pretende fazer nesse sentido?
Granato: Acho justo que todas as pessoas tenham o direito de representar sua fé em qualquer âmbito. O Estado é laico sim, mas nossa cultura e nossas raízes são cristãs. Acredito que todos podem e devem expressar seu pensamento, sem julgamentos e exceções.

aQui: O senhor pretende deixar a presidência para se candidatar em 2018?
Granato: Este é um assunto que só vamos discutir no início do segundo semestre de 2018. Como homem público, estou sempre aberto a novos desafios e trabalhos.

aQui: Um dos pontos altos de sua participação neste ano  foi sua briga com Fernando Martins. O entrevero já foi resolvido? Como será sua relação com ele enquanto estiver na cadeira de presidente?
Granato: Os problemas e discussões pertinentes à CMVR, no campo da opinião política, sempre acontecerão. As discordâncias são normais e fazem parte do processo. Vale ressaltar que estas questões começam e terminam no plenário. Eu não levo nada para fora. Tudo se resolveu ali, onde aconteceu.

aQui: Alguns vereadores andaram criticando a presidente do IPPU, da Fundação Beatria Gama, a secretária de Meio Ambiente e a secretária de Educação. Como líder do governo pode afirmar se elas vão cair? Quem? Quem pode indicar?
Granato: Teremos reuniões com o prefeito e algumas cabeças serão pedidas. A gente sempre tem alguém para indicar, mas precisamos ser perguntados. Vamos esperar as decisões do prefeito

aQui: Faça suas considerações sobre o que pretende com sua gestão para o ano que vem.
Granato: Pretendo realizar uma administração transparente, amparada na independência do Legislativo, no equilíbrio e na imparcialidade. O objetivo é trabalhar para oferecer o melhor à população, aprovando matérias relevantes.

Saindo

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Vinícius de Oliveira

Poucos ex-presidentes da Câmara de Volta Redonda deixaram tantas marcas quanto Sidney Dinho. O ex-policial, dono de dois mandatos consecutivos, pediu a um grupo de parlamentares, antes mesmo do início dessa legislatura, a oportunidade de ser o comandante do Poder Legislativo. Não queria o cargo para se promover, mas para administrar a Casa. E foi com a sensação de dever cumprido que na quinta, 14, Dinho subiu à tribuna para se despedir.

 

Usando um dos versículos da Bíblia, Dinho se disse satisfeito. “Eu procurei combater o bom combate, consegui chegar ao final da missão e guardei a minha fé. Não pude fazer o que queria, mas fiz tudo o que podia”, declarou. “Nos pautamos nos princípios constitucionais que regem a administração pública. Quero agradecer aos servidores, desde os que atuam nos serviços gerais até os assessores. Foram essenciais para conseguirmos fazer bastante coisa”, avaliou.

 

De fato, Dinho fez muito. Uma de suas primeiras investidas foi contra o ex-prefeito Neto. Foi pela insistência de Dinho em colocar em votação as contas de Neto referentes a 2011 e 2013 que o ex-prefeito teve suas contas rejeitadas. O golpe foi certeiro (15 vereadores votaram pela reprovação), mas não fatal. Recentemente, Neto declarou que pretende voltar em 2020. “Quero voltar a ser prefeito de Volta Redonda”, disse Neto, certo de que tem cartas na manga para contornar juridicamente sua inegelibilidade.

 

Sobre a declaração impactante do ex-prefeito Neto, Dinho tentou não polemizar. “Quando assumi a presidência da Câmara, prometi que colocaria em votação todas as contas do ex-prefeito.  Só não consegui as de 2015 e 2016 porque o Neto conseguiu junto ao Tribunal de Contas mais tempo para apresentá-las. Sei que com a reprovação de suas contas, ele fica inelegível. Se conseguir voltar, pode ter certeza, não foi por inércia do Legislativo ou furo”, comentou.

 

Dinho avaliou ainda sua relação com Samuca Silva. Que foi conturbada, tanto que culminou, entre outras, com a queda da ex-secretária de Cultura, Márcia Fernandes, consolidando o avanço conservador na Câmara. “O que fiz foi manter a relação de independência entre os poderes. Nunca aceitei ingerência fora da Casa. Mas não foi só contra o prefeito. Percebi manobras políticas para desestabilizar a Câmara. Apenas defendi nossa autonomia”, justificou Dinho.

 

Tem mais. Dinho também entrou em polêmicas com os rappers das rodas de Rima, da Vila, afirmando que o grupo se divide em facções e bateu de frente com a comunidade LGBT quando soube que a prefeitura tentava implementar ações afirmativas como a adoção do nome social pra trans, criação de casa de acolhimento no Aero Clube para jovens homossexuais expulsos de casa (que não vingou, grifo nosso) e a polêmica discussão de gênero nas escolas.

 

“Eu tenho meu posicionamento. Mas enquanto estive como presidente da Câmara, mantive minha imparcialidade. A condução da Câmara foi imparcial”, frisou Dinho. Perguntado se os demais vereadores também agiram assim, Dinho desconversou. “Os vereadores podem propor ideias, pedidos. Vai do entendimento de cada um. São prerrogativas que a Constituição lhe assegura. Não posso dizer que eles agiram com imparcialidade ou que isso foi certo ou errado”.

 

Em seu discurso de despedida, Dinho disse que, mesmo reformando o Plenário da Casa, “deixando-o mais moderno sem modificar a história que ele conta”, economizou cerca de R$ 132 mil e devolveu R$ 839 mil à prefeitura. “Ao adotarmos o pregão presencial, conseguimos garantir preços muito mais baixos para prestação de serviços”, contou, lamentando não ter  quitado dívidas com os servidores. “A Câmara tinha R$ 175 mil de dívida com os funcionários referentes a licença especial. Paguei R$ 75 mil. Só não quitei o resto porque a Lei de Responsabilidade não me permitiu, pois ela prevê um limite de gasto com pessoal. Fica para o próximo presidente a responsabilidade de terminar de quitar essa dívida”, disse.

 

Sobre o futuro, Dinho disse que pretende se candidatar a deputado estadual pelo Patriota. “Desde abril, quando o partido ainda era PEN (Partido Ecológico Nacional), eu já tinha deixado meu nome à disposição”, resumiu, salientando que espera pelo posicionamento de seu grupo político para confirmar sua pré-candidatura. “Sei que vai ser difícil, pois enfrentaremos desgaste da classe política. Vou com a cara e a coragem, e que venha 2018”.

Ano de luta!

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Vinícius de Oliveira

O ano de 2017 não foi dos mais fáceis para ninguém. Muito pelo contrário. Foi marcado por conflitos de ideias, tensões, intolerância, radicalismo e crises, principalmente no meio político. Não deve deixar saudade para muitas pessoas. E os que esperam menos divergências em 2018 podem se frustrar. Segundo as previsões feitas a partir do jogo de búzios do babalorixá voltarredondense Thiago de Sabá, a tendência é que os ânimos se acirrem ainda mais. Esquerda e direita, afirma, devem se digladiar vorazmente, até porque, no ano que vem, teremos uma das eleições presidenciais mais disputadas da história do Brasil desde sua redemocratização. E o resultado deve marcar a vitória dos conservadores ou progressistas.

 

Ao abrir o jogo de búzios a pedido do aQui, o babalorixá Thiago explicou que o conservadorismo avançou muito em 2017 devido à regência de Oxaguiã, senhor dos contrastes, poderoso estrategista e astucioso. “(2017) Foi regido por xangô até a metade do ano. A partir do meio do ano quem tomou a frente foi Oxaguiã, que causou um levante da direita. Ele rege muito esses conceitos mais conservadores”, explicou, afirmando que os embates devem continuar graças à atuação de dois orixás ‘porretas’ que devem assumir o lugar de Oxanguiã na regência, em 2018. “Ano que vem vai ser regido por Exu e Iansã Oyá”, sentenciou.

 

Conforme explicou Thiago, Exu é o início e o fim, e vem para encerrar uma série de ciclos e dar início a outros. “(Exu) Inicia nova fase e fala justamente do poder da direita, ascensão dos seus valores. Ele vai reger a política nacional e internacional nesse sentido. O ano de 2018 vai ser de grandes conflitos, embates onde vamos ver opostos batendo de frente o tempo todo. Ano de luta e muita batalha”, prevê.

 

Assim como Exu, Oyá é, de acordo com Thiago, uma orixá literalmente intempestiva. Não à toa é considerada a rainha das tempestades e das ventanias. E é justamente essa entidade que revelou para Thiago a iminência de desastres naturais. “O ano vai ser de verão e inverno extremos, tempestades e possíveis enchentes. Veremos alguns desastres. Mas, felizmente, não vejo desastres naturais fortes para a nossa região. A não ser aqueles problemas corriqueiros trazidos pelas chuvas”, previu, aliviado.

 

Thiago contou ainda que Oyá lhe mostra a ascensão de um morador da região. “O nome de alguém vai ser muito falado na mídia em uma proporção maior. Em rede nacional. Vai surgir uma estrela no Sul Fluminense”, disse, sem, revelar o nome do sortudo. Ou da sortuda.

 

Também a pedido do aQui, Thiago tentou fazer previsões sobre a vida de alguns políticos conhecidos da região. Mas, conforme explicou o baba-lorixá, não é fácil, em pouco tempo, abrir um jogo com tantos nomes específicos. Contudo, conseguiu ver o futuro de algumas pessoas importantes, como o ex-prefeito Neto. Vale adiantar que a notícia não é boa para ele, mas sim para seus adversários. “Sobre o Neto, Exu é bem claro: encerra-se um ciclo e inicia-se um novo. A tendência é que sua influência (na região) diminua”, alertou.

 

Para o governador Luiz Fernando Pezão, Thiago disse que os orixás preveem uma possível prisão por conta da Operação Lava Jato. “Exu fala de dificuldades para ele até para se manter em liberdade. Levando em consideração a Lava Jato, Exu diz que será concluída uma série de investigações. Exu vem finalizando esses escândalos que se arrastam há um tempo. Ele bate o martelo para algumas personalidades já recorrentes da operação”, afirmou.

 

Finalizando as previsões regionais, Thiago disse que não consegue ver nada sobre a CSN, mas apontou um futuro alarmante para a Rodovia do Contorno. “Vai ser mais um desses projetos desmascarados. Não vai ter funcionalidade. Vai ter problemas e não vai demorar muito para aparecerem. Em pouco tempo vai ter problemas ali”, enfatizou.

 

Em âmbito nacional, Thiago destacou o embate entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro. “Quanto às eleições presidenciais, eu particularmente me preocupo muito. Exu fala de uma grande possibilidade desse ‘general de direita conseguir ganhar’. O nome dele está sendo muito falado. Como disse anteriormente, Oxaguiã trouxe o retorno desses valores mais retrógrados. Mas existe, sim, uma grande possibilidade dele (Bolsonaro) ganhar. Exu fala de um susto”, previu.

 

Sobre Lula, Thiago disse que o petista deve escapar das garras do Juiz Sérgio Moro e do peso da operação Lava Jato. “Segundo o Exu, a Lava Jato toma outros rumos com relação a Lula. Eles não vão conseguir pegá-lo no que estão tentando e há possibilidade, sim, dele vir candidato esse ano. Tem uma voz muito grande. Exu dá um brado de Xangó, um trovão falando o nome dele”, avisou, salientando que o vencedor deve aparecer ainda no primeiro turno.  “Exu dá sinais de que essas eleições se resolvem no primeiro turno”.

 

Além da polarização acirrada entre esquerda e direita, segundo Thiago, Exu vê violência e aumento da ilegalidade. “Ele fala de violência, mas não só sobre isso. Fala do aumento de atos ilícitos e crise em geral. Fala de muita gente passando necessidade, recorrendo ao que é ilegal. Mas isso é esperado em tempos de crises, afinal o povo tem que comer”, disse, fazendo um alerta aos voltarredondenses. “Na região, Volta Redonda terá aumento dessas questões, ao contrário de Barra Mansa, pois vejo uma comoção maior do Poder Público no início do ano nesse sentido”.

 

Thiago completou avisando que viu no jogo a iminência de uma guerra internacional. “Exu vem dizendo que esse ano é um ano de grandes conflitos até porque para se chegar a importantes soluções se faz necessário um conflito. Internacionalmente Exu fala de uma grande guerra que pode influenciar aqui (na América do Sul). E avisa que vai ter um aumento do que se chama no kardecismo de desencarnação coletiva, ou seja, tragédias. Muitas pessoas vão morrer. Provavelmente em um acidente de avião. Esse tipo de tragédia será muito recorrente nos noticiários ano que vem” previu.

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