Bebuns na pista

500 motoristas foram flagrados pela Lei Seca em VR e BM durante

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Mateus Gusmão

Quem frequenta os lugares boêmios de Volta Redonda e Barra Mansa com certeza já flagrou a cena de um motorista alcoolizado pegar o volante de seu veículo para ir embora. Para a casa, espera-se. O detalhe é que, mesmo sendo proibido dirigir sob efeito do álcool, a Operação Lei Seca deu de cara com 19.952 mil motoristas dirigindo embriagados no ano de 2021. Pior. Do total, 329 foram pegos em Volta Redonda. Uma média de quase um caso por dia. Já em Barra Mansa, foram 221 casos de alcoolemia registrados. Em Barra do Piraí foram 45 casos. Em Resende, cidade onde também não há muito o que fazer, apenas 69 motoristas apresentavam sinais de embriaguez nas noitadas. Os dados foram levantados com exclusividade pelo aQui.
Oficialmente, segundo dados da Operação Lei Seca, as regiões do Médio Paraíba e Serrana foram as que apresentaram mais bebuns ao volante no ano passado. Ambas registraram 26% de casos de alcoolemia em relação ao total de motoristas abordados. Em todo o estado, foram realizadas 2.689 ações de fiscalização, sendo que 153.806 motoristas foram abordados; e, destes, 12,97% apresentavam sinais de alcoolemia.
Para o tenente-coronel Fábio Pinho, superintendente da Operação Lei Seca, os dados reafirmam a importância da atuação diária da operação para tornar o trânsito mais seguro por meio da conscientização dos motoristas sobre os riscos da mistura de álcool e direção. “Os altos índices registrados em 2021 são um alerta para continuarmos firmes no nosso desafio de mudar o comportamento da população. Por isso a Operação Lei Seca atua diariamente para retirar das ruas os motoristas que insistem na perigosa mistura de álcool e direção”, contou Pinho.
Em comparação com os dois últimos anos, os números de 2021 mostraram que os índices de casos de alcoolemia aumentaram consideravelmente. No ano de 2020, foram flagrados 3.715 motoristas dirigindo sob efeito de álcool, lembrando que naquele ano a Operação foi suspensa por sete meses em virtude da pandemia. Já no ano anterior, em 2019, 13.119 casos de alcoolemia foram registrados.
Grupos no WhatsApp avisam sobre operações
Apesar do alto índice de pessoas flagradas sob efeito do álcool dirigindo no Sul Fluminense, os motoristas de Volta Redonda buscam alternativas para não darem, digamos, de cara com os agentes da Lei Seca. Para isso, existem vários grupos de WhatsApp que passam informações sobre blitz, seja da Lei Seca, da Polícia Militar e até da Guarda Municipal.
O aQui conversou com um motorista – que não será identificado – que faz parte do grupo ‘De foco na blitz’. “É um grupo alimentado pelos próprios usuários. As pessoas ficam sabendo das blitzes ou passam por uma e avisam. Eu mesmo uso muito o grupo”, disse, ressaltando que tenta usar caminhos alternativos para fugir das operações. “A Lei Seca, por exemplo, costuma ser na Avenida Amaral Peixoto. Então, quando avisam, dependendo de onde estou, tento um caminho alternativo, passo por dentro dos bairros, busco fugir”, concluiu. Esperto, né?