Como o aQui revelou na edição passada, no 1343, os moradores da cidade do aço estavam prestes a participar de um Big Brother Brasil. Não o da telinha da Globo, mas do ‘BBB do aço’. Isso porque a prefeitura anunciou que passaria a divulgar as imagens de suas cerca de 700 câmeras de monitoramento espalhadas por Volta Redonda através de um aplicativo para celulares. A ideia é que todos possam acompanhar o trânsito (já quase caótico) do município. O que gerou, é claro, muita polêmica. O receio de muitos era de que as imagens pudessem ser usadas até por criminosos que poderiam monitorar a presença da polícia para cometer crimes. E até os espiões da vida real, que
gostariam de vigiar marido, esposa, filhos, entre outros. O programa entrou em operação na quarta, 1o, e pode ser acessado pelo site ‘Cidade monitorada’. Nele, os moradores podem usar a tecnologia através de celulares e computadores, sendo que inicialmente as imagens disponíveis são de apenas 100 das 700 câmeras previstas. Elas podem ser acessadas, diariamente, em horário determinado: das 6 às 20 horas. O detalhe é que a secretaria de Ordem Pública instalou uma trava de segurança na plataforma para evitar o uso indiscriminado das imagens. O problema é que
a trava falha na hora ‘h’. Foi oque o aQui viu ao testar a plataforma e descobrir que o sistema só pode ser acessado por
cinco minutos. Após esse tempo, uma mensagem aparece na tela com os seguintes dizeres. “Por questões de segurança, você só poderá visualizar as câmeras por cinco minutos. Caso tenha interesse, favor logar de novo”, alerta. O ‘xis’ da questão é que o acesso é ilimitado. Ou seja, após cinco minutos, o sistema trava e as imagens deixam de ser exibidas. Mas é só o usuário fazer novamente o login que as imagens voltam a ser exibidas. E isso pode se repetir diversas vezes. Ou seja, nem precisava estipular tempo.
Para ter acesso às imagens, o internauta precisa se cadastrar no site da prefeitura, fornecendo endereço, nome completo, telefone e CPF. O acesso
pode ser feito através do link http://appordem publica.voltaredonda. rj.gov.br/tixxi/freeview. “A população terá acesso às câmeras dome, que possuem zoom óptico, se movimentam por 360 graus e podem ser controladas de forma remota, por meio de uma central de videomonitoramento; principalmente as instaladas nos grandes centros. O objetivo é facilitar a mobilidade urbana e ajudar a população a se programar na hora de sair de casa”, garante Luiz Henrique, secretário de Ordem Pública.
A boa notícia é que a população poderá ajudar no aperfeiçoamento da plataforma sugerindo melhorias. “Disponibilizamos este serviço, mas ainda está em processo de construção. Esperamos o apoio da população que, através do 156 (CAU – Central de Atendimento Único), possa nos dar sugestões de como melhorá-lo”, enfatizou Luiz Henrique.
Para o prefeito Neto, o projeto visa priorizar a qualidade de vida da população. “Volta Redonda está recebendo uma série de obras que vão mudar completamente o trânsito na cidade. O acesso às câmeras é com intuito de oferecer maior qualidade de vida às pessoas. Os moradores poderão se programar para ganhar mais tempo no seu deslocamento para o trabalho, para os estudos ou até mesmo para o lazer. Queremos tornar Volta Redonda uma cidade referência, e a tecnologia é mais uma ferramenta para garantir este avanço”, destacou Neto.
O projeto “Cidade Monitorada” conta também com câmeras fixas e OCR (que faz a leitura de placas), registrando o cotidiano das ruas, praças e acessos de Volta Redonda. Essas imagens também alimentam o Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública) e as bases integradas de segurança, na Vila, Retiro, Aterrado, além das novas que serão inauguradas nos bairros Jardim Belvedere, Sessenta, Vila Rica, Rio das Flores e Roma.
Atualmente, existem cerca de 700 câmeras de monitoramento. Além da SemopeGuardaMunicipal, têm acesso às imagens o Ministério Público, as polícias Civil, Militar e Federal, além da Operação ‘Segurança Presente’ e a 5a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).
BBB da vida real (II)
Câmeras de monitoramento só podem ser acessadas por cinco minutos, como medida de segurança, mas acesso é ilimitado

