Essa é para matar a saudade dos torcedores do Voltaço. É a foto do primeiro time montado na história do Volta Redonda, em 1976. É do acervo do Zé Maria.
Em pé, da esquerda para a direita: Aloisio, Paulão, Fred, Fernandão, Zé Maria e Waldir. Agachados: Jorge Cuíca, Paulo Roberto Brasinha, Acelino, Ademir Socadinho e Paulo César Espanta Neném, Chico (Massagista).
Voltaço comemora 47 anos de existência Bate Bola
Tudo começou no dia 9 de fevereiro de 1976. Depois disso, ao longo dos anos, o Volta Redonda foi acumulando alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, acessos e rebaixamentos. Em diversas vezes, quase faliu. Sorte é que a paixão dos torcedores evitou que o clube morresse. Gostaria até de citar alguns nomes responsáveis por essas façanhas, como os que frequentavam a famosa Boca Maldita, na Vila. Mas poderia cometer injustiças se esquecesse um deles.
Foi ali, na Boca Maldita, que eles decidiam os passos do clube, desde conseguir recursos até contratar e demitir treinadores. Tinham força até para escolher e tirar presidentes. Tem mais. Lembro do Mutirão do Voltaço, em 1986, criado em um dos piores momentos da história do Volta Redonda, que havia sido rebaixado e estava prestes a fechar as portas.
Na época, reunimos ex-presidentes, ex-diretores, torcedores e jogadores e, durante reunião na Câmara de Vereadores, que estava repleta de gente, foram tomadas várias decisões que salvaram o clube. Havia um respeito mútuo entre a torcida e a imprensa, e o Voltaço chegou a ser o clube do interior com a maior cobertura de suas atividades. Eram três rádios, mais de cinco jornais, duas TVs, entre outros, todos falando do Voltaço.
Poderia citar alguns bons momentos da história do clube, como a vitória de virada sobre o Botafogo por 3 a 2, na estreia do carioca em 1976. Ou o de ter se tornado campeão do returno do estadual de juniores, em 1983, o que levou o time a representar o Rio de Janeiro no brasileiro de seleções em 1984, quando conquistou o vice- campeonato. Lembro do ‘Bingão do Voltaço’, que sustentou o clube por um bom tempo. Tem ainda o título de campeão da série B do estadual de 2004, ganhando, em 2005, a Taça Guanabara, sagrando-se vice-campeão estadual. Foi uma invasão da ‘febre amarela’. Ainda marcaram a história do Voltaço, o título de campeão invicto da série D em 2016, conseguindo o acesso para a série C do ano seguinte.
Não vou relembrar os piores momentos. Foram muitos, mas temos que comemorar os 47 anos de existência e parabenizar a todos que doaram parte de suas vidas ao Voltaço, como presidentes, diretores, funcionários, jogadores e torcedores. Parabéns, Voltaço, você enverga, mas não quebra.
Lembrando Robin Hood
Robin Hood é um herói mítico inglês, um fora da lei que tomava da nobreza para doar aos pobres. E foi isso que o Voltaço fez. Deu uma de Robin Hood na última rodada. Depois de derrotar dois nobres e tradicionais clubes, Vasco e Fluminense, foi derrotado impiedosamente pela humilde Portuguesa carioca por 3 a 1. Uma derrota que contou com a colaboração do goleiro Jeferson, numa tarde infeliz: falhou em dois gols de forma bisonha. No primeiro, espalmou para dentro da sua meta. No terceiro, quis sair jogando com os pés e não contava com a astúcia de Lucas Silva, que roubou a bola e marcou o terceiro gol da Lusa. Uma atuação que vai lhe tirar muitas noites de sono. Mas não basta debitar a derrota somente na conta do goleiro. Claro que ele ainda não mostrou condições técnicas para ser o titular da camisa 1 do Voltaço. Nem mesmo o pênalti cobrado por Pedro Raul, defendido por Jeferson, e que garantiu a vitória 2 a 1 sobre o Vasco, o salvaram das críticas e da fúria dos torcedores nas redes sociais. Entretanto, contra a Lusa, o time de Rogério Corrêa apresentou um futebol longe daquelas boas atuações que levaram o Voltaço a conquistar quatro vitórias consecutivas e que o colocaram no G4. Mas nem tudo está perdido. Afinal, o time se mantém entre os quatro e com chances de se classificar para a próxima fase. Não pode repetir o que aconteceu em outros campeonatos, quando sempre começava bem e depois decepcionava. O próximo adversário será o Flamengo, na quarta, 15, às 21h10min, no Raulino de Oliveira. E por que não surpreender mais um grande em seus domínios? Quem viver verá!
Lesão grave
O zagueiro Daniel Felipe sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo na partida Voltaço x Portuguesa. O atleta sofreu ruptura do tendão patelar, igual à sofrida por Ronaldo Fenômeno pela Inter de Milão em 2000. O capitão do tricolor de aço passará por uma cirurgia e deverá ficar fora de combate por um ano. Boa sorte, capitão.
História
Quem contou foi Carlos Alberto Azevedo, o Pirulito. Numa partida do Torneio Início do campeonato de juvenis da LDVR, na década de 60, o Clube dos Funcionários e o Industrial foram para a decisão nos pênaltis. Naquela época, somente um jogador batia todas as cobranças. Pelo Funcionários, o cobrador era um cracaço chamado Fabinho, da Voldac. Pelo lado do Industrial, outro grande jogador, o Ademir di Oreia. Eram tão bons que cobraram 20 pênaltis. O resultado acabou sendo 20 a 19 para o Funcionários, sendo que a última cobrança de Ademir bateu na trave. Vai para o livro dos recordes. É mole?
Copa do Brasil
A CBF sorteou os jogos da primeira fase da Copa do Brasil, que terá início no dia 22 de fevereiro. São 20 chaves com quatro times e o Voltaço está na chave C, tendo como primeiro adversário o Falcon, de Coqueiros (SE), time fundado em novembro de 2020, portanto, com dois anos de existência e que já disputa a série D do brasileiro. O Volta Redonda joga por um empate por estar melhor colocado no ranking da CBF. Quem vencer, encara o vencedor de Atlético-BA x Atlético-GO.
Resende
Pela primeira vez o time resendense disputará a Copa do Brasil. Está na chave 1 e enfrentará o Ferroviário (CE),
em partida que deverá ser realizada no Estádio do Trabalhador, porém, ainda sem data marcada. O time cearense jogará por um empate, e quem se classificar enfrentará o vencedor de Campinense-PB x Grêmio. O gigante do Vale não vem bem no estadual e precisará reforçar o seu time para poder ter uma boa participação na Copa do Brasil.
Flamengo
Deverá enfrentar o Voltaço com um time alternativo na noite de quarta, 14, às 21h10min, no Raulino. No sábado, 18, sábado de Carnaval, às 16 horas, certamente jogará com o time titular, contra o Resende.
Bola fora I
Para a derrota do Voltaço para a Portuguesa por 3 a 1, depois de quatro vitórias consecutivas. É levantar a cabeça e tentar surpreender o Flamengo no Raulino de Oliveira.
Bola fora II
Para a eliminação do Flamengo do Mundial de Clubes para o Al Hilal. Irreconhecível.
Bola dentro
Para Real Madrid e Al Hilal, que farão a grande decisão do Mundial de Clubes no Marrocos na tarde deste sábado, 11, às 16 horas, em Rabat. Antes, o Flamengo disputa o 3o lugar contra o Al Ahly, às 12h30min, em Tanger.

