Bate Bola – Sergio Luiz

A foto é do E.C. Flecha, um dos primeiros times de basquete formado em Barra Mansa, em 1951. Ela pertence ao acervo do saudoso Adelmo Junqueira.

Em pé, da esquerda para a direita: Adelmo Junqueira, Djalma, Geraldo Leal Ribeiro, Sebastião Maximiniano, Hélio Fernando. Agachados: José Maria Caldeira, Renato I, Josué, Renato II, Neil e Nilo.

Carta aberta ao presidente do Conselho Deliberativo do Volta Redonda F. C., Murilo Pragana Patriota

Antes de mais nada quero parabenizá-lo pelos 99 votos obtidos nas eleições para vereador em 2020. Foi um belo desempenho, mostrando que tem “muito prestígio” na cidade. Nunca desista! Mas o que eu quero mesmo é responder a uma ‘Nota Oficial’, por sinal, mal redigida, divulgada nas redes sociais, discordando das minhas críticas à atual diretoria e ao time do Voltaço. Mostra que não lê os elogios que faço. Se tem dúvida, releia as matérias que eu escrevi quando o clube conquistou o terceiro lugar no estadual, entre outros.
Devo dizer que a minha obrigação é divulgar as notícias, boas ou ruins. Sei que posso não agradar a todos, assim como o senhor não é unanimidade dentro do Conselho, mas com certeza agrado à maioria dos torcedores, os que não tem compromissos com a diretoria. A propósito, o senhor confessa que sempre apoiou a administração Flávio Horta. Não deveria, pois a função do presidente do Conselho é fiscalizar o trabalho da diretoria e mostrar o que está certo ou errado, sem tomar partido, exigindo transparência em todos os atos. Como fazia o saudoso, e amigo, coronel Nilson Pragana, quando foi presidente do Conselho Deliberativo do Voltaço.
Ele era um homem sério, honesto, correto, que conduzia as reuniões com mão de ferro, e não permitia a interferência de diretores. Pena que o senhor tenha herdado somente o sobrenome de tão honrado cidadão. Nilson Pragana foi um dos melhores presidentes do Conselho Deliberativo da história do Volta Redonda. Ao contrário do neto, que é um sério candidato a ser o pior.
Voltando à ‘Nota Oficial’, onde o senhor diz que eu deveria aproveitar o conceito que tenho para ajudar o clube a conseguir patrocinadores. Lamento que não tenha procurado saber o que já fizemos por esse clube. Tenho uma história dentro do Volta Redonda, desde a sua criação. Nunca fiz questão de dizer o que fiz ou deixei de fazer. Mas sou obrigado a mostrá-lo publicamente.
Presidente, sou daqueles antigos torcedores que viveram os piores momentos do Voltaço. Sabia, por exemplo, que participamos da campanha dos 4.000 sócios com desconto em folha na CSN, prefeitura, Saae e outras empresas? Sabia que, em 1986, idealizado pelo repórter Luiz Fernando, encabeçamos, ao lado do saudoso vereador Gibraltar Vidal e outros torcedores, o ‘Mutirão do Voltaço’?
Na época, o tricolor de aço tinha sido rebaixado e estava prestes a fechar as portas, a falir. Reunimos na Câmara de Volta Redonda, ex-presidentes, ex-diretores, jogadores e torcedores, que lotaram o plenário da Casa. O ‘Mutirão do Voltaço’ fez o maior sucesso, e o time está aí até hoje.
Sabia que, por duas vezes, eu e o repórter Luiz Fernando, fomos conversar com o recém falecido Edson Correia e graças a isso ele criou o Bingão do Voltaço? Sabia que, eu e o Manoel Alves, fomos os primeiros a convidar Flávio Horta para ser o presidente do Volta Redonda?
Encheria essa página de outras realizações e participações. Tínhamos um grupo de torcedores atuantes, que se reunia em frente da antiga Padaria Mollica, a famosa Boca Maldita, onde se decidiam as coisas do Voltaço. Muitas vezes varando a madrugada.
Voltando à ‘Nota Oficial’, devo dizer que, em nenhum momento da matéria abordada, citei alguma coisa sobre aprovação de contas, comparadas sim, pelo senhor com administrações anteriores. Acho que o senhor anda atropelando as coisas. Deve ser o único presidente de um Conselho, que tem vontade de ser jornalista e vive publicando notícias do clube, atropelando até a assessoria de imprensa do Voltaço. E ainda o faz mal, justamente por não ser jornalista.
Para terminar presidente, o senhor deveria respeitar as opiniões da imprensa, assim como respeito as suas. Ou melhor: ao invés de se preocupar com as críticas, deveria dizer como ficou o caso dos vândalos que invadiram a sede do clube e destruíram um patrimônio adquirido com muita dificuldade por nós, antigos torcedores da Boca Maldita e a diretoria da época. Por que se omitiu? O senhor pode explicar por que o Voltaço perdeu os direitos sobre o garoto Caio Rosa, do Cruzeiro? Como presidente do Conselho, sabe dizer quanto é a dívida do clube?
Presidente Murilo Pragana. O pior cego é o que não quer ver. Tenho dito!

Raulino
Conforme informamos na edição passada, o prefeito Neto confirmou a dirigentes do Voltaço, que o Estádio Raulino de Oliveira estará em condições de ser usado para jogos do estadual. Que gramado, vestiários e cabines de rádios poderão ser usados. Já as arquibancadas não, afinal, ainda está proibida a presença de torcedores nos estádios. Enquanto isso não ocorre, Neto procura parceiros para patrocinar a reforma total do estádio.

Retorno
A diretoria do Voltaço anunciou o retorno do meia Caio Vitor, 20 anos, um dos destaques do sub20 na Copinha de 2019. O garoto estava emprestado no Fluminense e já está integrado ao elenco. Caio Vitor é filho do ex-jogador Dé, que atuou pelo tricolor de aço na década de 90.

História
Essa é de um coleguinha de rádio, que autorizou a contar o milagre, mas não citar o seu nome. No início da carreira, ao fazer seu primeiro jogo em São Januário, ele se posicionou na lateral do campo para acompanhar o ataque do Voltaço. Acionado pelo narrador para explicar um impedimento duvidoso, nosso jovem repórter não pestanejou. Encheu o peito e disparou: “Olha, estou posicionado aqui na FAIXA ETÁRIA do gramado e não houve impedimento. Erro GLORIOSO do bandeirinha”, afirmou. Ninguém conseguiu segurar o riso. Tá perdoado!

Barra Mansa
O relacionamento entre o grupo de investidores e alguns dirigentes do Barra Mansa, que culminou com o fim da parceria que beneficiava o Leão, dificilmente será reatada. A propósito, a pífia campanha no estadual, foi a pior da história do clube. O time ficou na 11ª posição na classificação geral. Fruto, é claro, do jogo de vaidades e amadorismo.

Bola fora
Para a queda de produção do São Paulo, para o quase certo rebaixamento do Botafogo e quiçá do Vasco. Tudo isso mostra que o futebol brasileiro está indo de mal a pior. Os torcedores mereciam coisa melhor.

Bola dentro
Para a promoção de 16 jogadores da base ao time profissional. do Volta Redonda. É óbvio que nem todos serão aproveitados, mas o técnico Neto Colucci conhece bem os garotos e pode dar a oportunidade que eles precisam para se firmarem no futebol. É o momento de voltar a montar o time com a prata da casa, como nos velhos tempos. Tá valendo!

Deixe uma resposta