Bate bola – Sergio Luiz

Olha aí a seleção de Volta Redonda em 1972. A foto pertence ao acervo do José Osmar da Vila.  

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Em pé da esquerda para a direita: Wilson (roupeiro), Valdir (supervisor), Marquinhos Tinhorão, Carlos Magrelo, Goiaba, Wilson,Gugu, Milton Brucutu e Silvério (técnico). Agachados: Lino (massagista), Cleber, Curi, Caetano, Caraíba e Pé de Ouro.

 

Tributo a Marcelo

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Entre os mortos no trágico acidente com a delegação da Chapecoense, que comoveu o mundo, estava o zagueiro Marcelo, 25, ex- jogador do Voltaço. O que poucos sabem é que aos 19 anos ele chegou a passar fome nas categorias de base do Macaé. E certo dia descobriu, por terceiros, que seria dispensado. Para piorar, descobriu que estava com uma pubalgia, se desiludiu e decidiu abandonar o futebol. Foi para Juiz de Fora, onde passou a trabalhar com o pai, como marceneiro. Só que seu pai, Paulo, não se conformava com isso e o convenceu a aceitar um convite de Virgilio Neto, supervisor das divisões de base do Voltaço.

 

Marcelo foi contratado para a Copa Rio de 2013 e foi um dos principais responsáveis pela defesa titular do Voltaço não levar gols durante dez jogos seguidos na competição.

 

No ano seguinte, se destacou no Carioca e chegou até a fazer um gol. Suas atuações chamaram a atenção de vários clubes. No total, Marcelo atuou em 28 jogos com a camisa do Voltaço.

 

Deixou o Volta Redonda tendo parte dos direitos econômicos adquirida por investidores e foi vinculado ao Cianorte, do Paraná. A negociação girou na casa dos R$ 500 mil e, logo depois, o time paranaense o cedeu ao Flamengo, a pedido do técnico Wanderley Luxemburgo. Marcelo chegou à Gávea no dia 26 de abril de 2014, junto com o atacante Arthur Maia, que também morreu no acidente. Estreou no clássico contra o Botafogo, no Maracanã, jogando como titular e deu sorte, pois o Flamengo venceu por 1 a 0. Após não renovar com o Flamengo, Marcelo foi anunciado como reforço da Chapecoense para a temporada de 2016.

 

Voltava de uma contusão no jogo contra o Palmeiras e se preparava para a viagem a Medellín, onde faria sua primeira decisão de um título internacional. Mas quis o destino impedi-lo.

 

Marcelo Augusto Matias da Silva era um jovem simples e humilde, cheio de sonhos. Nunca abriu mão das suas raízes. E nos momentos de férias ele dava muita atenção aos amigos. Na escolinha onde surgiu, no Bairro Borboleta, em Juiz de Fora, num gesto de gratidão, ele doou 35 pares de tênis novos para os meninos que não tinham condições e 35 bolas novas para a escolinha.

O acidente que causou comoção mundial deixou muita tristeza também entre os ex-companheiros e dirigentes do Voltaço. Não seria diferente, pois Marcelo era muito querido por todos. Descanse em paz, zagueirão, junto com seus amigos e unidos até na morte. Amém.

 

Pipico

A diretoria do Voltaço está acertando a contratação do meia Pipico, que estava no Guarani, de Campinas. O jogador, de 31 anos, poderá ser apresentado no próximo dia 16, quando os jogadores vão começar a trabalhar com o novo treinador Cairo Lima. O atacante Dija Baiano não acertou com o América (RN) e quer voltar a vestir a camisa do tricolor de aço no estadual 2017.

 

História           

Essa aconteceu num jogo de várzea em Jamapará, divisa com a minha Além Paraíba. Chovia muito e um treinador, conhecido por Zé Cocada, gritava à beira do campo, orientando seus jogadores, principalmente o becão Deco Tijolão. Num lance dentro da área, Zé Cocada gritou: “Limpa essa bola, limpa essa bola Decoooo!”. Obediente, Tijolão não conversou: pegou a bola com as mãos e a limpou na camisa. Imediatamente, o juiz marcou o pênalti. O transtornado Zé Cocada passou a mão num pedaço de bambu e partiu atrás do becão que, assustado, corria e gritava: “Pô, foi o sinhô que mandou limpar a bola, sô!”. É mole?

 

Campeão

O time do Asa Negra derrotou o Americano por 1 a 0 e conquistou o título de campeão amador de 2016, torneio promovido pela LDVR – Liga de Desportos de Volta Redonda. O gol foi marcador por Luan. A decisão foi assistida por mais de mil torcedores no Raulino de Oliveira.

 

Tudo parado

A CBF transferiu todos os jogos do brasileirão e da Copa do Brasil para o dia 11, domingo, em função do acidente que vitimou a delegação da Chapecoense. Na segunda, 6, a entidade vai definir os locais e horários das partidas, inclusive da decisão entre Grêmio e Atlético (MG).

 

Bola Fora

Para a tragédia que vitimou a delegação da Chapecoense. Lamentável!

 

Bola dentro

Para a solidariedade dos dirigentes de clubes do mundo inteiro que estão dispostos a ajudar a Chapecoense. E temos que elogiar a atitude dos dirigentes do Clube Atlético Nacional de abrir mão da disputa do título, solicitando que a Conmebol proclame a Chapecoense como campeã da Copa Sul Americana. A entidade ficou de analisar até o dia 21 de dezembro. Isso mostra que no esporte existem adversários e não inimigos. Valeu!

 

 

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