Bate bola – Sergio Luiz

Aí está o time de basquete do Clube dos Funcionários de 1951. A foto foi tirada na quadra do Clube Umuarama, em Volta Redonda e pertence ao acervo do Rubinho Acciarito

Em pé da esquerda para a direita: Luizinho, Eurico, Moub, Goulart, Zé Machado e Ávila. Agachados: Rubinho, Libiano, Geraldinho, Carlinhos e Canuto.

Como será o amanhã…

A indefinição sobre a volta dos campeonatos carioca, paulista, gaúcho, e os demais, tem deixado os dirigentes dos clubes sem saber como será o amanhã. Caso a Covid-19 se prolongue por mais dois meses, poderá levar muitos clubes pequenos à falência. Principalmente se a TV Globo, que detém os direitos de transmissão das partidas, mantiver o bloqueio das verbas que paga por falta de jogos. Sem jogos, a emissora não fatura. Sem faturar, que se danem os times…

É por essas e outras que, no caso do Rio de Janeiro, nenhum dirigente admite cancelar o carioca, quase na reta final. Aceitam até mesmo jogar as últimas partidas da Taça Rio e as semifinais e final já com o Brasileirão sendo disputado. Admitem, por exemplo, que os jogos ocorram sem a presença do torcedor. Flamengo e Fluminense, que administram o Maracanã, fariam seus jogos na Gávea e nas Laranjeiras.??

Os cartolas, porém, são unânimes: só colocam seus times em campo se forem liberados pelas autoridades de Saúde, e se os jogadores forem devidamente protegidos, depois de passarem por testes do coronavírus. E já sabem que terão um adversário duro pela frente: o governador Wilson Witzel, que já se posicionou contra a volta dos jogos. Até ele mudar de ideia, que todos rezem para que a pandemia termine o mais rápido possível e que não mate o futebol. Ou os clubes. Tenho dito.

Desistência

O primeiro clube a abrir o bico por conta da Covid-19 foi o São Caetano (SP), que enviou oficio à CBF desistindo de disputar a série D do Brasileirão. Isso deverá acontecer com muitos outros clubes. E olha que o São Caetano já esteve na elite do futebol brasileiro. Foi vice-campeão brasileiro em 2000 e 2001; vice da Libertadores em 2002; e campeão paulista em 2004.

Jogo Seguro

O protocolo ‘Jogo Seguro’, produzido pela Federação Carioca e pelos médicos dos clubes que disputam a série ‘A’ do Carioca, teve a sua redação final aprovada na semana passada. O documento, com 12 páginas, foi fundamentado em conceitos da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde etc e apresenta recomendações médicas para o retorno do futebol, com objetivos, aspectos técnicos sobre a Covid-19, pré-requisitos para retorno dos treinamentos, diagnósticos, transporte, uso de vestiários, fisioterapia, departamento médico, entre outras. O Voltaço garante que vai cumprir rigorosamente o protocolo. Não poderia ser diferente.

História

Meu amigo e guru Oscar Nora tem é história pra contar do rádio. Pelos idos de 63, jogavam Royal (de Barra do Piraí) e Campo Grande, no Maracanã, na preliminar de Fluminense e América. Nora narrava o jogo da tribuna da Imprensa, quando ameaçou um temporal. Ele, então, combinou com o operador de som que na primeira oportunidade iriam mudar de lugar, iriam para debaixo da marquise. De repente, o grande artilheiro do Royal, Flavio Pardal (hoje presidente do Voltaço), fez um gol. Nora pensou “e agora?”. Enquanto gritava “gooollllll”, os dois passaram a mão na aparelhagem, deram as costas para o campo e não viram que o gol tinha sido anulado. Nora passou o resto do primeiro tempo dizendo que o Royal vencia por 1 a 0, o que chamou a atenção de figuras como Nelson Rodrigues, João Saldanha e Jorge Curi, sentados perto dele. Toda vez que Nora dizia que o placar estava 1 a 0, eles olhavam para o jovem e equivocado narrador. No intervalo, achando que estava abafando, afinal os três olhavam pra ele, Nora resolveu indagar a Nelson Rodrigues: “Então mestre, está gostando?”. Recebeu uma resposta fulminante: “Estou gostando sim, meu filho. Só que o jogo está 0x0. Esse gol que você está dizendo foi anulado”. Nora, astuto e com a categoria que Deus lhe deu, não conversou e tratou de colocar a culpa no garoto do placar e na federação, dizendo que era armação. Era tarde. O vexame já havia sido dado e não havia como consertar. Coisas que acontecem com quem fala de improviso e ao vivo. É mole?

Live

A diretoria do Voltaço poderia aproveitar a quarentena e promover algumas lives para reviver os melhores momentos da história do clube. Pode abrir seu arquivo de fotos e vídeos, se é que tem, entrevistar ex-jogadores, ex-dirigentes, torcedores e a imprensa. Mas tem que ser com quem conhece a história do clube de verdade. Fica a sugestão.

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