Vejam bem essa foto. Nela estão os dois dos maiores jogadores de Volta Redonda que se destacaram no futebol brasileiro: Jorge Vitorio e Wilton. Ambos começaram nesta equipe juvenil da ETPC, em 1963. O acervo é de Divanyr Periard.
Em pé, da esquerda para direita: Eduardo, Jorge Vitório, José Mauro Lemos, Orlando, Galo, Jorge e Parroco. Agachados: Wilton Xavier, Roberto Garcia, Paulo Consani, Carlinhos Nescau, Ademir de Oréia, Carlinho e Lino.
Escapou pelos dedos
“Bola na trave não altera o placar’’. O trecho da música do grupo Skank reflete bem
o estado de espírito dos 4.804 torcedores do Voltaço que foram ao Raulino no sábado passado e saíram decepcionados ao ver o tricolor de aço, mais uma vez, bater na trave e não entrar, no caso, se classificar para a série B do brasileirão de 2024. Nem mesmo a vitória de 1 a 0 sobre o Paysandu pôde ser comemorada. Afinal, o Volta Redonda precisava vencer por dois gols de diferença, e só marcou um, perdendo no saldo de gols.
Reclamações da desastrosa arbitragem do veterano Wilton Pereira Sampaio não convencem e não justificam mais um fracasso. O que conta é que o Volta Redonda perdeu a classificação nos dois jogos em que perdeu para o Amazonas. Um deles, decisivo e em casa, coisa inadmissível. Não poderia perder de forma nenhuma.
Resta chorar sobre o leite derramado e tentar justificar o injustificável. Os torcedores mais conformados até aceitam a eliminação e aplaudem a campanha do time. ‘Coisa pra inglês ver’. Outros, apesar de concordar com a boa campanha, entendem que não basta ser mais um, tem que ser o melhor. Chega de bater na trave e não entrar. Agora é juntar os cacos, secar as lágrimas e partir para 2024. Quem viver verá!
Impugnação
O Voltaço enviou ofício para a Co- missão de Arbitragem da CBF pedindo uma punição para o árbitro Wilton Pereira Sampaio. Por outro lado, o Departamento Jurídico do clube acionará o STJD para tentar a impugnação da partida alegando ‘erro de direito’, que fez com que o Paysandu jogasse grande par- te do segundo tempo com um jogador a mais em campo, pois a conduta que originou a expulsão de Robinho, do Paysandu, teria acontecido com o joga- dor ainda dentro do campo. Apesar da falha grotesca do árbitro, não acredito que os homens da capa preta do futebol irão anular o jogo.
Súmula
Veja o que Wilton relatou na súmula sobre a expulsão de Robinho: “Retardar excessivamente a sua saída do campo de jogo, causando um princípio de tumulto com os atletas adversários, quando já se encontrava fora do campo de jogo após a sua substituição”. Ele só não relatou que o atleta que iria substituir Robinho fi- cou à beira do gramado esperando au- torização para entrar, o que configuraria a substituição. Portanto, Robinho ainda estava no jogo, tal como se fosse cobrar um lateral ou um escanteio.
Opinião
Entendo que a diretoria do Voltaço queira dar uma satisfação à torcida para mais um fracasso que foi o de não subir para a série B. Acho até válido o ofício de indignação à CBF. Entretanto, apresentar recurso pedindo a anulação do jogo, na minha opinião, é perda de tempo. E pode, até mesmo, atrapalhar o clube junto à entidade. Pensem bem. Pensem nas retaliações… O Voltaço teve mais de 180 minutos para vencer o Amazonas, e não o fez. Queriam o quê? Se o time tivesse feito o dever de casa, todos estariam comemorando. Não fizeram, perderam. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
História
Quem contou esta foi o ex-jogador Deley de Oliveira. Foi no jogo entre Bra- sília x 17 de Julho, dois times que existiam na década de 60 em Volta Redonda. O time do Brasília tinha um ‘craque’ chama- do Milton Marmita, dono de uma habili- dade invejável com a bola nos pés. Só que o adversário tinha um marcador implacá- vel. Numa jogada, Marmita deu um balão no seu marcador e, quando este virou, deu-lhe uma caneta, apanhando a bola do outro lado. Abusado, sentou sobre a bola e aguardou a reação do adversário, que não conversou: saiu correndo atrás do malabarista. Este, por sua vez, deu duas voltas em torno do campo até chegar perto da turma do “deixa disso”. É mole?
Despedida
O técnico Rogério Corrêa não renovou contrato com o Voltaço e já se despediu dos seus comandados. Foi, sem dúvida, um dos melhores treinadores da história do Volta Redonda. Conseguiu descascar os abacaxis que lhe eram dados, tirou água de pedra. Ele já foi anunciado como novo técnico do CSA, de Alagos, que disputa a Série B.
Perguntar não ofende
O que teria a dizer o técnico Hélio dos Anjos, do Paysandu, que, após o empate com o Voltaço, no Curuzu, afirmou que o tricolor de aço é beneficiado pela arbitragem porque empresta o Raulino de Oliveira para os grandes clubes cariocas? Acho que o lobby de ceder o Mangueirão para a seleção brasileira golear a Bolívia agradou mais a CBF. Peixe morre pela boca, mané!
Você sabia?
Que o Amazonas é um time criado há apenas quatro anos? Foi fundado em 2019 e subiu como um foguete, passando pelas séries D, C e agora B, prometendo chegar à série A já em 2024. Morro de inveja!
Bola fora
Para a eliminação do Voltaço. Ganhou, mas não levou. Enquanto não derem oportunidades à prata da casa, será sempre assim.
Bola dentro
Para o time do Botafogo, cuja estrela solitária voltou a brilhar. Recuperou-se numa brilhante vitória sobre o Fluminense. É agora ou nunca para pegar o caneco. Valeu!

