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Volta Redonda e Barra Mansa vacinam adolescentes com comorbidades e idosos aguardam a liberação da terceira dose

Pollyanna Xavier

A prefeitura de Volta Redonda iniciou na terça, 24, a vacinação de adolescentes de 12 a 17 com comorbidades. A data coincidiu com a publicação no Diário Oficial de um acordo entre a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e o governo do Estado para estender a imunização para esse grupo etário. Detalhe: a norma garante também a vacinação de adolescentes que se encontram privados de liberdade, cumprindo medidas socioeducativas em todo o estado, como o Degase.
A vacinação de adolescentes com comorbidades começou nas Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família (UBS e USF) de Volta Redonda e contemplou 191 adolescentes. Todos apresentaram laudo confirmando a comorbidade existente e preencheram um cadastro no site da prefeitura com pelo menos 15 dias de antecedência. Para os adolescentes com dificuldade de locomoção, a vacinação ocorreu em domicílio. A prefeitura, porém, não informou se os internos do Degase, no Roma, foram contemplados.
Em Barra Mansa, a imunização dos adolescentes com comorbidades começou na quinta, 26, mediante laudo médico. O município só iniciou a vacinação desta faixa etária depois de atingir a meta de imunização de vacinar com a primeira dose 90% dos maiores de 18 anos. “92% da população maior de idade já tomou a primeira dose. Os 8% que ainda não tomaram irão se vacinar na repescagem, de acordo com a disponibilidade do estoque”, explicou o secretário de Saúde, Sérgio Gomes.
Segundo ele, cerca de 120 mil pessoas já receberam a primeira dose da vacina em Barra Mansa. Foram 44.054 da AstraZeneca, 34.820 doses da CoronaVac, 33.497 da Pfizer e 3.959 da Janssen. Na totalidade, Sergio Gomes calcula que o município já aplicou 167.580 doses, sendo 112.371 com a primeira dose, 51.250 com a segunda e 3.959 com a dose única (Janssen).
Terceira dose
Além da vacinação dos adolescentes com comorbidades, outro assunto – envolvendo a imunização contra a Covid-19 – também foi muito discutido durante a semana: a aplicação da terceira dose em idosos. Na terça, 24, o Ministério da Saúde anunciou que a partir do dia 15 de setembro será aplicada uma dose de reforço em idosos com mais de 80 anos e pessoas imunossuprimidas que tomaram a segunda dose há mais de seis meses. O anúncio despertou o interesse e a preocupação dos idosos, que passaram a cobrar das secretarias de Saúde o calendário para o início de aplicação da terceira dose.
E, embora o governo Federal tenha feito o anúncio através do Ministério da Saúde, os municípios fluminenses continuam seguindo o protocolo e as orientações da secretaria estadual de Saúde, e o início da terceira dose ainda não aconteceu. “Estamos aguardando a nota técnica do Estado para iniciarmos”, avisou a secretaria de Saúde de Volta Redonda. Segundo o aQui apurou, o Estado ainda não liberou o documento, porque aguarda a liberação de mais vacinas. O que se sabe até o momento é que a terceira dose será ministrada preferencialmente com a Pfizer.
Na quarta, 25, o prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, conversou com o aQui sobre esse assunto. Cauteloso, disse que pretende liberar a terceira dose quando o Ministério da Saúde liberar o protocolo dessa nova aplicação no Plano Nacional de Imunização. Questionado se ele não pretendia seguir o exemplo da cidade do Rio ou de Niterói, que já anunciaram o início da terceira dose, Drable foi moderado. “Não existe plano individual de vacinação. O Plano é nacional e a vacina tem que estar garantida, entregue para se fazer o anúncio”, ressaltou.
Drable foi além. “Já vi vários municípios anunciando e cancelando vacinação fora do plano. Vi município usando a segunda dose para antecipar a imunização e depois tendo que dar a segunda dose de outro tipo, coisas que não pretendo fazer. Sem crítica nenhuma à condução de outras cidades, mas se existe um Plano Nacional, elaborado por quem nos envia a vacina, fazer diferente é malandragem política”, opinou Rodrigo. “Estamos apenas fazendo o que tem que ser feito. Sem politicagem com vacina. As coisas estão dando certo porque seguimos rigorosamente o protocolo e não inventamos nada”, garantiu.
A terceira dose ou dose de reforço é uma recomendação das autoridades em Saúde, não porque as duas primeiras doses não cumpriram o papel de imunizar o vacinado, mas porque alguns meses depois da segunda dose de qualquer vacina é normal que a quantidade de anticorpos caia um pouco. E, no caso da Covid, a circulação da variante Delta, considerada mais transmissível do que as outras cepas circulantes no país, surgiu a necessidade de oferecer um reforço aos idosos e às pessoas imunossuprimidas.

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