terça-feira, maio 24, 2022
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Aparente incoerência

Lojistas reclamam de obras paradas nas calçadas da Rua 33 e das obras no Laranjal

 

Roberto Marinho

Moradores, lojistas e proprietários de imóveis na Rua 33, localizada em um dos principais centros comerciais de Volta Redonda, estão indignados com a paralisação das obras de recuperação das calçadas da via. Segundo informações repassadas por alguns deles, sob a condição de anonimato, os comerciantes estariam tendo que contratar empresas para concluir as obras que foram deixadas para trás pela empreiteira responsável pelo serviço. “A prefeitura ameaça nos multar se não pagarmos uma empresa para consertar as calçadas. Temos que arrumar, com nosso dinheiro, o que a prefeitura deixou inacabado. Eu posso até pagar, mas e a calçada em frente às casas, quem vai bancar? Eles estão ameaçando apenas os lojistas”, desabafou, indo além: “Sem contar que, com as pedras portuguesas soltas, as pessoas estão caindo e se machucando todo dia aqui na porta da nossa loja”, disse um deles, pedindo que seu nome não fosse publicado.
Outro ponto que os lojistas da 33 questionam é por que obras de mobilidade urbana – que incluem a reforma de calçadas – foram iniciadas no Laranjal, nas imediações de uma pequena praça, próxima ao Hospital Santa Cecília e não pela 33, onde os trabalhos estão paralisados há meses. “Ficou um trabalho inacabado aqui (na Vila), enquanto eles estão fazendo as calçadas em um lugar onde quase não passa gente”, argumentou outro comerciante, referindo-se às obras de reforma de calçadas em algumas ruas do Laranjal.
Procurada pelo aQui, a prefeitura de Volta Redonda respondeu que a suspensão das obras na 33 foi motivada pelo fato de a empresa responsável ter pedido um aditivo para continuar os trabalhos. O pedido foi recusado e a empreiteira escafedeu-se. “Com isso, um novo projeto foi programado para o local, desta vez com cabeamento subterrâneo e outras adequações que serão apresentadas”, disse a prefeitura, ressaltando que a obra nas calçadas da 33 “não tinha relação direta com a mobilidade urbana na ocasião”. E, na resposta, não especificou um prazo para a retomada dos trabalhos.
Em relação ao início das obras de ‘mobilidade urbana’ pelo Laranjal e não pela Vila, a prefeitura justificou que são projetos diferentes, com licitações específicas para cada um deles. O bairro foi escolhido justamente pelo pouco movimento de pedestres, o que traria menos transtornos. “As obras nas calçadas do Laranjal são tocadas por uma das empreiteiras que venceram a licitação da mobilidade urbana. O local foi escolhido por ser um trecho de pouco movimento, adequado para o início de um trabalho que vai ganhando ritmo com o tempo”, informou, referindo-se ao trecho entre o antigo Hospital do Idoso e o Hospital Santa Cecília.
Neto: ‘Obra vai voltar’
Em entrevista a Dário de Paula, Neto abordou a questão das obras paralisadas na Rua 33, confirmou a história da paralisação dos trabalhos – pedido de aditivo feito pela empreiteira – e disse que a obra será retomada e ampliada. “A obra vai voltar. O que é que aconteceu? Nós contratamos uma empresa que ganhou uma licitação e essa empresa no início da obra pediu 50% de aditivo. Ela baixou o preço pra ganhar a concorrência, e depois veio com essa conversa fiada. Nós não concordamos”, disparou.
Segundo Neto, o problema virou solução, embora sem data marcada para acontecer. É que o novo projeto da 33 prevê a troca da rede de água e esgoto de toda a rua, além da implantação de cabeamento subterrâneo. “A tubulação de água e esgoto da 33 é antiga demais, então nós vamos trocar. E vamos colocar toda a fiação da Light, da telefonia, etc. pra debaixo da terra”, acrescentou.
Neto aproveitou e deu outra notícia aos usuários da Rua 33: o fim das tradicionais e históricas pedras portuguesas usadas dos dois lados da via, pelo fato de que o material precisa de manutenção constante e se torna perigoso quando as pedras se soltam, podendo provocar a queda dos pedestres, principalmente idosos. “Fizemos uma consulta aos moradores da 33, via telefone, para ver se a população era favorável à troca da pedra portuguesa por bloquete, e eles são favoráveis. O projeto já está pronto, a Light fez a parte elétrica e eu acredito que até semana que vem nós já estaremos marcando a licitação dessa obra”, afirmou, garantindo que até o final do ano tudo deve estar pronto. Isso se a empresa que vencer a nova licitação não pedir aditivos, é claro.

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