Por Mateus Gusmão
Criada para flagrar (e faturar) os “bebuns” que insistem em dirigir depois de tomar umas e outras, a Operação Lei Seca marcou presença em Volta Redonda no último fim de semana. Até aí, tudo certo. O problema é que, na ânsia de pegar os motoristas que não respeitam a lei, a fiscalização acabou, mais uma vez, complicando a vida de quem não tinha nada a ver com a história.
Na sexta, 22, a blitz aconteceu no Aterrado, e tudo transcorreu bem. O problema ocorreu no sábado, 23. É que os agentes da Lei Seca montaram a operação na Avenida Amaral Peixoto, como já fizeram em vezes anteriores. Só que eles fecharam o acesso dos carros à Rua Nossa Senhora das Graças – justamente a via de acesso ao Hospital São João Batista, o maior da região. Resultado: motoristas e ambulâncias tiveram dificuldades para chegar à unidade, o que gerou críticas e questionamentos acerca da falta de planejamento da ação.
O vereador Renan Cury não perdoou e disparou por todos os lados. O parlamentar, que é bem próximo de Dr. Luizinho, deputado federal aliado do governador Cláudio Castro, não deixou por menos. “A Lei Seca mais uma vez fechou a rua que dá acesso ao Hospital São João Batista. A gente já tinha falado isso aqui antes, o coronel Luiz Henrique (secretário de Ordem Pública) fez contato com a responsável pela operação e pareceu que tinham entendido que aquela rua não podia ser fechada”, disse, ressaltando que daria par a operação acontecer na Amaral Peixoto sem fechar o acesso ao HSJB.
“A gente sabe que, quando se fala de vida, um segundo, cinco segundos, podem ser cruciais para salvar uma pessoa. E infelizmente, mais uma vez, a principal rua, o principal acesso ao principal hospital da cidade estava fechada. Lamentável”, comentou Renan, ressaltando que o município fica de mãos atadas. “Eles vêm e fazem o que bem entendem”, reclamou.
O presidente da Câmara de Volta Redonda, Edson Quinto, também se posicionou. “Essa foi a segunda vez que isso aconteceu, né?! Nós somos favoráveis à Lei Seca, mas não podem fechar aquela rua”, destacou, ressaltando que o governo do Estado deveria consultar o município sobre onde realizar as operações. “A gente segue recebendo várias reclamações. Eu solicito que o Renan Cury, que tem trânsito no governo do Estado, faça um requerimento cobrando que as atuações da Lei Seca sejam em locais que não atrapalhem hospitais”, completou. Renan Cury disse que irá fazer o requerimento na próxima semana. Que assim seja!

