Ataques gratuitos

Para divulgar show, humorista faz piadas ofensivas a Volta Redonda

0
439

Por Mateus Gusmão

O humorista Leo Lins é ‘conhecido’ por fazer piadas pesadas, dignas de humor negro. Minorias, deficientes físicos, entre outros, são constantemente alvos de suas gracinhas. Tanto que ele chegou a ser demitido do SBT, onde trabalhava no programa The Noite, apresentado por Danilo Gentili. Motivo: Lins debochou de uma criança com hidrocefalia ao falar do Teleton, projeto que ajuda pessoas com deficiência e arrecada recursos através de programas da emissora de Silvio Santos. Pois bem. O artista vai se apresentar no Clube Náutico no próximo dia 18 de maio. E, para promover o show, o artista gravou um vídeo cheio de ataques a Volta Redonda.
Na gravação, divulgada nas redes sociais, Léo Lins faz ‘piadas’ com o prefeito Neto, com diversos bairros e diz que a cidade não tem opção de lazer. Tudo de forma bem sarcástica. Pior. Garantiu que tinha sido censurado pela direção do Teatro Gacemss, onde inicialmente iria se apresentar, por conta de pressões do Palácio 17 de Julho. Procurada pelo aQui, a secretaria de Comunicação do governo Neto informou que não emitiria nenhuma nota sobre o assunto, mas negou qualquer tentativa de proibir o show do rapaz.
Vale destacar que Leo Lins costuma fazer esses vídeos polêmicos sempre que vai se apresentar em algum município. A ideia central é divulgar o show. Sobre a cidade do aço, Lins começa ironizando o nome do município: Volta Redonda. “Falaram tanto em volta redonda que uma coisa redonda já voltou cinco vezes a prefeitura”, disparou, fazendo alusão ao peso do prefeito Neto, que está em seu quinto mandato. Usou até uma foto de Neto no vídeo no momento da, digamos, piada. “Uma cidade com muitas opções de lazer: você pode ir ao Park Sul e depois ir ao Saider (sic) Shopping ou ir ao Saider (sic) Shopping e ir pro Park Sul”, ironizou, como se a cidade não tivesse opções de lazer além de passeios aos shoppings. Ou assistir ao seu show.
Leo Lins foi além. Afirmou que o município é muito procurado por quem gosta de fazer faxina. “É um hobby que não acaba nunca, por causa da CSN”, disparou, fazendo alusão ao ‘pó preto’ que sai da Usina Presidente Vargas. “Quem visita a cidade sempre leva um presente: é que o pó tóxico entra no pulmão de quem respira. Dizem que em Volta Redonda tem mais mineiro do que carioca. Mas não é mineiro de Minas Gerais. É que, pela fuligem, parece que a pessoa saiu de uma mina de carvão”, ironizou, aproveitando para dizer que o item mais procurado pelos volta- redondenses seria um pulmão novo.
Mostrando que sua apuração sobre Volta Redonda não foi bem-feita, para não dizer coisa pior, o humorista disse que um lugar a ser evitado seria o Jardim Brasília. Ele quis dizer, vejam só, Vila Brasília, e sua afirmação certamente não vai agradar à população do bairro. “Como o próprio nome sugere, é só ir lá que te roubam”, justificou, piorando o comentário que já era ruim. Outro lugar, segundo o ‘famoso humorista’, que exige precaução seria o Vale Verde. “Ele está verde porque a terra é sempre adubada com material orgânico”, disse, dando a entender que o bairro pudesse ser usado como local de desova de corpos.
É assim, com piadas desse estilo, que o humorista tenta divulgar seu show, a ser realizado no Clube Náutico. Será que os volta-redondenses vão encarar a apresentação do rapaz? Quem viver verá.