Pedido de socorro

Cansados de reclamar, moradores fazem abaixo-assinado para ir ao MP

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Os moradores da Colina, tradicional ponto boêmio de Volta Redonda, estão cansados de esperar por uma atitude da secretaria de Ordem Pública, comandada pelo tenente-coronel Luiz Henrique, e pela secretaria de Fazenda, que tem à frente Vinicius Arbach. É que há meses eles estão convivendo com o que dizem ser a versão piorada de uma baderna institucional, promovida, agora, por alguns estabelecimentos localizados no entorno da pracinha do bairro. Por isso, iniciaram na segunda, 8, a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado que irão levar ao Ministério Público do Rio exigindo a intervenção do órgão. Esperam que pelo menos o MP não faça o mesmo que a GM e a PM que, acionados, ignoram os pedidos de socorro, especialmente nos fins de semana.
Entre as reclamações, estão a de som alto nos bares (alguns não teriam nem alvará para música ao vivo), estacionamento irregular em frente a garagens, em cima de calçadas e total insegurança – que seriam de responsabilidade da secretaria de Ordem Pública e da Guarda Municipal. Quanto à postura da secretaria de Fazenda, os moradores entendem que a pasta seria responsável por fiscalizar as mesas e cadeiras que ocupam calçadas e espaços irregulares na praça. O abaixo-assinado será entregue de forma presencial na próxima semana na sede do MP. “Nós, moradores da Colina (Volta Redonda), viemos solicitar ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro auxílio para que providências sejam tomadas pelo Poder Público Municipal sobre diversos problemas ocorridos no bairro, principalmente na Praça da Colina”, destaca o texto do abaixo-assinado, ressaltando que é sabido que a Praça da Colina é um espaço tradicional da boemia volta-redondense. “Mas nos últimos meses estamos sofrendo por conta de diversos problemas por falta de fiscaliza- ção da prefeitura de Volta Redonda”, salientam.
Segundo os moradores, o som alto dos bares já virou caso de polícia. “O volume muito alto, sem horário para terminar, perturba o sossego dos moradores”, relatam, reclamando da ocupação irregular da praça, com número de mesas totalmente sem controle. Isso sem falar que não existe espaço para as crianças brincarem, pois os brinquedos estão quebrados há meses”, destacam, garantindo que já fizeram contatos com a Guarda Municipal, Polícia Militar e com a Central de Atendimento Único da prefeitura de Volta Redonda. “Sem retorno”, sentenciam.

Na Voldac
O poderoso tenente- coronel Luiz Henrique pode não dar bolas para as reclamações dos moradores da Colina, mas quem mora na Voldac não tem do que reclamar. Na segunda, 8, o oficial da PM se reuniu com os moradores do bairro para debater a segurança pública, ouvir as demandas e sugestões, além de vender o peixe da Semop. E parece ter dado certo. É que, de bônus, os moradores da Voldac farão parte de um grupo de WhatsApp com membros da secretaria de Ordem Pública para que as demandas sejam atendidas com presteza. Coisa que não ocorre na Colina. “O canal não vai substituir os números de emergência 190 e 153, mas é mais uma forma de comunicação, gerando um atendimento de proximidade e dando mais agilidade nas soluções. “Não existe nenhum número criminal que seja contundente no bairro Voldac, mas queremos gerar mais confiança e prestar maior assistência nos problemas envolvendo a segurança, com rapidez e soluções harmônicas”, ressaltou Luiz Henrique. Então tá!