A Estação das Artes, uma produtora cultural de Volta Redonda dirigida pelo compositor e produtor cultural Sérgio Vieira, implantou na cidade do aço o maior projeto de arte urbana do Sul Fluminense: o ‘Memórias Ancestrais & Urbanas’. Graças a ele, dois imensos painéis foram pintados com a técnica grafite, sendo um em homenagem aos metalúrgicos da CSN, com 20 metros de altura por 18 metros de largura na fachada de um prédio no Aterrado, pintado pelo artista urbano Marcelo Eco, do Rio de Janeiro. Um segundo painel, pintado pelos artistas urbanos Jader Matos e Guilherme Koslowski, de Volta Redonda, foi criado em homenagem aos povos indígenas, que habitaram a região desde o século XVIII. Ele tem 8 m de altura por 30 m de largura e pode ser visto na fachada de uma loja ao lado da Chaminé do século XVIII, existente na mesma rua e bairro. Os dois painéis estão incluídos entre os maiores e mais belos de todo o estado do Rio.
O projeto é audacioso. Pretende transformar a área do Aterrado em um Corredor Cultural. “Pretendemos com esse projeto e com a parceria de outras instituições públicas e privadas revitalizar economicamente aquela área do bairro Aterrado, que abriga uma chaminé do século XVIII (Patrimônio Artístico Municipal) e o primeiro mercado popular de Volta Redonda (atual mercado das bicicletas)”, observa Sérgio Vieira.
O projeto, inclusive, ganhou uma exposição fotográfica – Rua Cultural RJ –, que pode ser vista até o dia 13 de fevereiro no segundo andar da Biblioteca Raul de Leoni, na Vila. Mostra todo o processo de confecção dos painéis que fazem parte do ‘Memórias Ancestrais & Urbanas’, que foi desenvolvido pela Estação das Artes. A entrada é gratuita e a exposição pode ser vista das 8 às 17 horas.

