Por Vinícius de Oliveira
Diante do aumento dos casos de violência dentro das escolas, uma das medidas que o governo do Estado vem adotando é importar dos EUA um conjunto de ações para garantir que mais vidas sejam preservadas em um evento violento. O protocolo é o “corra, se esconda e lute”, uma tradução direta do “Run, Hide, Fight”, criado pelo FBI. A informação já chegou a Volta Redonda, através de uma palestra organizada pela PM no auditório do UGB com diretores de escola.
Quando souberam que lutar com o agressor poderia ser uma necessidade, os educadores empertigaram-se. “Mal estamos dando conta de levantar e ir trabalhar, imagina entrar em luta corporal com algum maníaco atirador…”, comentou um diretor. Mas, se depender do vereador Betinho Albertassi, isso não será mais um problema, porque ele acaba de apresentar um projeto de lei autorizando o Executivo a disponibilizar aulas de formação em defesa pessoal e treinamento de gerenciamento de crise para professores e funcionários da Educação. “A prática de aulas de defesa pessoal é uma medida que busca assegurar a integridade física e emocional dos educadores. O treinamento de gerenciamento de crise, por sua vez, abrangerá técnicas de comunicação não violenta, mediação de conflitos, resolução de problemas e prevenção da violência a fim de capacitar professores e funcionários de Educação para lidar com situações difíceis de forma adequada”, justificou o vereador, salientando que essas agressões causam danos não só físicos, mas, também, traumas emocionais.
Vale mencionar que o governo Federal liberou R$ 1,818 bilhão, por meio do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), que já está disponível nas contas de estados e municípios, para ser gasto justamente com medidas de prevenção da violência nas escolas. Também haverá repasse de R$ 200 milhões, através do Plano de Ações Articuladas (PAR), para investir em ações como a criação de núcleos de apoio psicossocial estaduais ou municipais.
As escolas da rede que quiserem poderão seguir a sugestão de Betinho Albertassi e tentar usar o dinheiro do PDDE com aulas de defesa pessoal. Caso não queiram esperar pela iniciativa da prefeitura, uma coisa é certa: devem focar na prevenção. É o que defende a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba. “Além de investir os recursos do PDDE na prevenção e no combate à violência no ambiente escolar, precisamos redobrar a atenção para evitar que novos casos ocorram. Nesse sentido, o monitoramento da internet e das redes sociais é uma das principais estratégias para combater ataques nas escolas”, afirmou.
CAFÉ COM LEITE
Por falar em Betinho Albertassi, o vereador foi surpreendido durante a semana com as informações de que outro parlamentar – Hálison Vitorino – estaria sugerindo a criação de um ‘Café do Trabalhador’ no Retiro. É que ele, Betinho, já tinha sugerido isso, em maio, tanto ao governo do Estado quanto ao prefeito Neto, quando da inauguração da primeira unidade na Vila, Pegou mal.

