Na segunda, 17, a cidade do aço completará 69 anos. O tradicional bolo da festa será cortado e distribuído pelo prefeito Neto durante evento popular que será realizado na Praça Brasil, a partir das 9 horas, com direito ao ‘Parabéns pra você’. No mês do aniversário de Volta Redonda, Neto está participando de uma série de eventos políticos com direito, é claro, a várias inaugurações de obras. Vai participar até de uma missa, às 12 horas, na Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Aterrado, onde poderá rezar para que consiga realizar tudo que planeja para que Volta Redonda seja ‘a melhor cidade do mundo’.
Hoje, sábado, 15, Neto vai prestigiar o show da banda de rock cristão Rosa de Saron, que vai se apresentar na Praça Brasil a partir das 21 horas. Amanhã, domingo, a partir das 22 horas, no mesmo local, vai curtir a apresentação do músico Frejat. Já na segunda, a partir das 21 horas, seu compromisso será prestigiar o show especial de Diogo Nogueira, e para encerrar a programação, estará presente na noite de terça, 18, ao show do cantor gospel Fernandinho.
Em entrevista exclusiva ao aQui sobre os 69 anos de Volta Redonda, Neto abriu o jogo. Falou do passado, do presente e do futuro. Seu e de Volta Redonda, cidade que defende com unhas e dentes. Otimista ao extremo, não deixa por menos e afirma: “Vou fazer de Volta Redonda a capital do mundo”.
Veja ao lado a íntegra da exclusiva de Neto ao aQui:
aQui: Volta Redonda está completando 69 anos de fundação. Voltando no tempo, como era a cidade quando o senhor tinha 18 anos? O que mudou – em termos visuais – que o tenha marcado? Antônio Francisco
Neto: A população cresceu muito. Hoje, o número de carros nas ruas é impressionante para quem viveu na época da minha juventude. Com isso, obviamente a cidade também cresceu e está tendo que se adaptar à nova realidade. E ela mostra que temos muitas obras em andamento para dar conta deste crescimento contínuo. Estamos construindo novos viadutos, uma nova ponte, oferecendo mais leitos hospitalares. No passado, nós também fizemos bastante coisas, como a Radial Leste, o Viaduto Álimo Francisco e o Hospital do Retiro. Imaginem vocês a nossa cidade sem estes investimentos. Outras coisas que já existiam foram melhoradas, como o Estádio Municipal. É o processo natural. Eu olho para o passado com muita gratidão pelo que vivi, mas como prefeito meu olhar está mais focado no futuro.
aQui: A poluição da CSN já era evidente naquela época? O problema do pó preto já existia? Isso vai acabar ou, como dizia um determinado ministro, isso é ‘imexível’?
Neto: A CSN tem uma atividade fim que gera poluição desde a sua criação e a cidade está no entorno da Usina Presidente Vargas. Esse é um fato. Mas ninguém em Volta Redonda, principalmente os mais velhos, tem dúvida de que a situação piorou e nós não estamos inertes diante disso. Graças a muita conversa (com a CSN), a um trabalho forte de diplomacia para representarmos bem os anseios e desejos da população diante da empresa, temos a expectativa de ver a situação (poluição) melhorar. É o que esperamos. Acho que todo mundo em Volta Redonda quer a mesma coisa: ver a CSN produzindo muito mais e poluindo muito menos. Isso será possível diante dos novos investimentos e modernização por parte da CSN. Vamos torcer para que isso tudo ocorra, pois a diretoria da empresa anunciou medidas que têm tudo para melhorar esta situação.
aQui: Como o senhor brincava em Volta Redonda? Soltava pipa e foi por isso que criou, quase 30 anos depois, um pipódromo? Brincava de skate e foi por isso que apoia tanto a criação de quadras de skates? Sente saudade de mais alguma coisa do seu tempo de criança?
Neto: Brincava muito, fui uma criança muito ativa e feliz. Sinto falta de muitos amigos queridos, sinto falta do meu pai, da minha mãe. Isso faz falta em qualquer idade. Quero ao menos tentar proporcionar dias melhores a todas as crianças, criando muitas praças, pistas de skate, pipódromo, parque aquático, um Zoo com boas opções. Acho que Volta Redonda tem uma boa estrutura e estamos recuperando muito do que a gestão anterior deixou de cuidar. Em breve, todas as praças da cidade estarão lindas de novo, com brinquedos e áreas de convivência.
aQui: Na juventude, o senhor ia a pé para os bailes do Comercial? Andava pela cidade à noite sem sentir medo de nada? E hoje, teria coragem de fazer isso?
Neto: Estamos investindo como nunca em segurança para que todos possam ir e vir sem medo. A situação já melhorou em relação ao que encontramos, mas sabemos que precisamos de mais. O Segurança Presente e o Proeis são realidades em nossa cidade. Veja que as câmeras de segurança já estão ajudando a solucionar crimes e prender criminosos. Se Deus quiser, todos vão poder ir e vir com segurança. Só para constar: na nossa época, a agente andava muito a pé. Quando um amigo tinha carro, era um acontecimento, mas não cabia todo mundo.

aQui: No seu tempo de juventude, Volta Redonda já enfrentava problemas com o tráfico de drogas? Aliás, o senhor experimentou drogas quando adolescente? E, na sua opinião, por que o jovem de Volta Redonda hoje usa tanta droga? Neto: Eu nem bebo álcool e nunca gostei de nada disso. Não gosto de generalizar que “o jovem usa droga”. Não pode ser um rótulo. Tem quem use, quem não use. Toda geração enfrenta esse problema, esses dilemas. Nós, que somos mais velhos, temos que orientar, oferecer boas opções para que a turma não entre nessa barca furada.
aQui: O senhor frequentou a piscina do Recreio? Jogou bola por lá quando se disputava os jogos estudantis de Volta Redonda? Não tem vontade de recuperar esse espaço para a população de Volta Redonda?
Neto: Recuperar o Recreio é um sonho pelo qual tenho trabalhado incansavelmente.
aQui: O senhor se considera o melhor prefeito da história da cidade? Por quê? Em caso contrário, quem foi? Neto: Quem julga um administrador público é a população. Eu trabalho para atender a população.
aQui: Nesses 20 anos à frente da prefeitura, qual feito seu mais lhe deu orgulho? Se envergonha de algum?
Neto: Temos muitas coisas legais para destacar, graças a Deus. O Estádio da Cidadania, o Hospital Regional e o Hospital do Retiro são uns exemplos. Que prefeito tem a chance de construir dois hospitais? E olha que eu ainda estou fazendo mais dois: o Hospital da Criança e o Hospital Veterinário. Veja bem, se tudo der certo, terei construído quatro hospitais em minhas gestões. Isso, sem dúvida, é um grande orgulho, mas temos muito mais coisas para oferecer. Temos muitas obras em andamento que serão grandes marcos para o desenvolvimento de nossa cidade. Os viadutos e a nova ponte serão obras que ficarão para a história.
aQui: Qual presente o senhor vai dar a Volta Redonda neste aniversário? E qual gostaria de dar e não conseguirá?
Neto: Estou trabalhando muito, todos os dias, para atender tudo aquilo que a população espera. Uma Saúde pública de qualidade, mais Segurança, uma Educação digna, apoio social. Já avançamos muito, mas ainda temos muita coisa para fazer. O lado bom é que estamos viabilizando para que tudo que ainda falta seja feito.
aQui: O senhor acha que Volta Redonda é realmente a capital do Sul Fluminense? Por quê? Neto: É a cidade mais populosa, com comércio mais forte, que gera mais empregos e renda. Temos grandes hospitais, que atendem toda a região, a nossa vida social noturna é mais agitada, e temos o maior Polo Universitário do Sul Fluminense. Temos o time profissional de futebol mais forte do interior do Estado e disparado o melhor
estádio. Isso faz com que Volta Redonda tenha essa fama. Fico muito orgulhoso de nossa cidade, amo muito Volta Redonda. Pra mim, é a capital do mundo.
aQui: O senhor tem se aproximado de políticos com quem já teve desavenças, como Edson Albertassi, Gotardo e Rogério Loureiro. Até com Benjamin Steinbruch, o diálogo melhorou. Qual foi o fator determinante para isso acontecer?
Neto: A situação que encontrei Volta Redonda foi preponderante. Essa reconstrução não seria possível sem a participação de todos e todos estes que você citou são importantes, além de muitos outros. A importância do Eduardo Prado, que trouxe o UniFOA para esse processo de reconstrução, é gigantesca. Tudo tem que ser deixado de lado quando o assunto é o futuro de Volta Redonda, pois nada é mais importante. Nenhuma questão, seja ela de ordem política ou pessoal, pode ser mais importante que o trabalho por Volta Redonda. Buscamos unir todos aqueles que entenderam isso e tivemos êxito.
aQui: Volta Redonda ainda tem gargalos difíceis de resolver, como a recuperação da área do antigo lixão e o uso social do solo (áreas ociosas). Como resolver essas questões ou como amenizar estes problemas?
Neto: A questão do lixão está encaminhada e o uso do solo está sendo discutido no Plano Diretor.
aQui: Diversas obras a cargo do governo do Estado estão paralisadas ou sendo tocadas a passos de cágado… E por que várias obras do governo Neto estão se arrastando? Quando serão concluídas? Neto: Entregamos a troca da rede de abastecimento da Beira Rio, que agora está sendo asfaltada. Construímos 60 novos leitos no Hospital do Retiro, e estamos entregando a Unidade Básica de Saúde da Família do Santa Cruz, que foi toda reconstruída, melhorada e ampliada. Entregamos mais de 100 obras de contenção de encostas e reparos em áreas da periferia. As obras que estão em andamento são de grande porte. Não estamos pintando meio fio. Estamos fazendo viadutos e uma ponte. O ritmo está bom. Poderia estar melhor? Claro que sim. Mas as obras estão andando e vamos entregar estas também.
aQui: Que recado o senhor deixa para a população de Volta Redonda?
Neto: Acreditem em nossa cidade, amem muito Volta Redonda e saibam que aqui tem um prefeito apaixonado por este município.

