quarta-feira, maio 25, 2022
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‘Só vai quem paga’

Mateus Gusmão

Um novo bloco carnavalesco está surgindo em Volta Redonda para a folia de 2022. É o ‘Só vai quem paga’. Tudo por conta do decreto assinado pelo prefeito Neto proibindo tudo que seja ligado ao Carnaval em espaços públicos da cidade do aço, onde normalmente se encontram os blocos de sujos que não cobram nada dos foliões. Entre os motivos para impedir os desfiles, as brincadeiras, os batuques e as bebedeiras estão o combate à Covid-19. Entretanto, até quarta-feira de cinzas, a prefeitura vai permitir que clubes, casas de shows e boates possam promover festas temáticas de Carnaval. Detalhe: com os estabelecimentos cobrando ingressos dos foliões, é claro.
É o caso do Clube dos Funcionários, de elite, que programou o evento ‘Pet Folia’, a partir deste sábado, 26, até terça, 1º. Detalhe: inclusive com presença de crianças. “É indispensável a apresentação do cartão de vacinação ou teste negativo para Covid-19 com validade de 48 horas”, diz a divulgação do clube. Os ingressos variam de R$ 20 a R$ 40. Criança com menos de cinco anos não paga.
A Moods Ginkeria, boate do Jardim Amália, também programou festas para todos os dias de carnaval, oferecendo shows que variam de pagode e samba ao funk. Ontem, sexta, 25, aconteceu o Carnaval Village, na boate que leva o mesmo nome e que funciona no antigo Porão. Teve show do DJ Lindão, show de pagode com Leo Mitto e funk com DJ Ramon Amaral. Tudo devidamente autorizado pelo Poder Público.
O empenho da prefeitura de Volta Redonda em impedir festas públicas é tanto que na quarta, 23, uma reunião realizada no Palácio 17 de Julho planejou as ações do município durante o Carnaval. Participaram representantes das secretarias de Ordem Pública, Cultura e Fazenda, Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Foi traçado um roteiro para que a força-tarefa possa agir em comboios, durante 24 horas, percorrendo todos os bairros da cidade, em especial nos locais considerados historicamente como problemáticos.
“As irregularidades serão combatidas e poderão ser levadas tanto para a esfera administrativa quanto para a criminal”, ameaçou o comandante da GM, inspetor João Batista dos Reis. Quem descumprir o decreto estará sujeito a uma multa de 30 Ufivres (R$ 6.526,20). A Vigilância Sanitária e o Corpo Bombeiros vão formar outra força-tarefa para fiscalizar os lugares fechados, como clubes, bares e boates.
O tenente-coronel Luiz Henrique aproveitou para ressaltar que não serão tolerados eventos em locais abertos. “Não vamos deixar que ocorram festas clandestinas em locais livres na cidade, e vamos monitorar os eventos intramuros. Sempre contamos com a população que, através das denúncias, ajuda as forças de segurança a manter o ordenamento do município”, finalizou.
Já o secretário de Cultura, Anderson de Souza, disse estar pensando no Carnaval do próximo ano. “O cancelamento do Carnaval de Volta Redonda em áreas públicas ocorreu por conta dos cuidados com a pandemia e para proteção da vida. Vamos continuar dialogando com a Liga Carnavalesca para avançarmos em propostas e melhorias para o próximo ano”, completou, sem abordar os riscos da Covid-19 nos eventos fechados.

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