

Nosdias7e8de fevereiro, a prefeitura de Volta Redonda agitou as redes sociais ao deslocar integrantes da força-tarefa contra a dengue – formada por equipes das secretarias de Saúde, Ordem Pública e de Infraestrutura – para agir no que resta das instalações da antiga Clínica São Camilo, na Vila. A unidade, que chegou a ostentar o título de Hospital do Idoso no governo Samuca, vinha sendo usada por moradores em situação de rua e por drogados, dia e noite. Não tinha mais nenhuma porta, janela, vaso sanitário, entre outras peças que faziam parte do mobiliário do imóvel. Pior: estava com a caixa d’água destampada, servindo para a proliferação do mosquito da dengue.
Na ação, os agentes constataram que o local apresentava várias situações de risco e na quarta, 7, iniciaram o serviço de limpeza, com
o esvaziamento da caixa d’água, retirada de entulhos e eliminação de possíveis focos da dengue. Acompanhada por GMs, a Vigilância Ambiental esteve na São Camilo na manhã de quinta, 8, e constatou que havia uma grande quantidade de mosquitos adultos, sendo necessária a aplicação do fumacê UBV. “Os agentes utilizaram o UBV costal, terminando de eliminar possíveis situações de risco”, declarou a responsável pela ação, acrescentando que funcionários da Secretaria de Infraestrutura retornariam ao prédio para concluir a limpeza e retirada de entulhos, o que não foi feito, segundo uma moradora de um prédio vizinho, que alertou ao aQui que na parte de trás, longe de olhares, ainda (até ontem, sexta, 16) havia muito entulho.
Sem saber da crítica da moradora, o secretário de Ordem Pública, Luiz Henrique, defende a
participação mais efetiva da população no combate à dengue. “A melhor forma de nos protegermos é não deixar o mosquito nascer. E, para conseguirmos vencer esta guerra, precisamos do auxílio de todos na eliminação da água parada do ambiente. Dez minutos na semana para vistoriar a casa e o quintal já é o suficiente contra o Aedes aegypti. Contem com a Ordem Pública”, teorizou.
Luiz Henrique, pelo visto, nem se preocupou em voltar ao antigo São Camilo para ver se tudo estava ‘nos conformes’. Nem ele, nem ninguém. Na manhã de domingo de carnaval, por exemplo, o imóvel estava ocupado novamente por moradores em situação de rua. Um deles dormia tranquilamente em um dos cômodos vazios, enrolado em um cobertor. E o acesso à São Camilo, que tinha sido fechado por um tapume de madeirite, permanecia liberado em dois pontos: quase na curva da Rua 41-C – onde o tapume começa em direção ao Hospital Santa Cecília – e ainda por um terreno abandonado, que está com o cadeado quebrado e o portão de ferro aberto. Por ele, qualquer um pode entrar. Morador de rua, drogados ou até curiosos. Inclusive o mosquito da dengue.
Tem mais
Também chama atenção a existência de outro imóvel abandonado nas proximidades do antigo São Camilo, mais precisamente na Rua 163, ao lado de uma pracinha no Laranjal. Era onde funcionava o Villa Centro Médico, com um centro de Diagnóstico e Clínico Integrado (ver foto). Atualmente, o antigo centro também é usado por moradores em situação de rua e por drogados. Os primeiros, inclusive, usam a antiga unidade para tomar banho na porta de entrada do que seria a clínica, usando uma torneira que servia para molhar plantas As portas, assim como no São Camilo, já foram arrancadas, e entra quem quer. O mosquito da dengue deve estar adorando.
NOTA DA REDAÇÃO- Aproveitando o gancho dos releases de prefeitura de Volta Redonda, é bom lembrar que, caso a população queira denunciar algum possível foco de dengue, pode fazê-lo ligando para o número 156 ou diretamente para a Vigilância Ambiental, de segunda a sexta, das 8 às 16 horas, pelo número (24) 99233-4480.

