quarta-feira, dezembro 1, 2021

Sem vagas

Apesar do otimismo de Samuca, o seu sonho de andar de ônibus novo até dezembro poderá ser afetado por exemplos recentes da morosidade da máquina. É que o projeto de implantação do VR Parking, por exemplo, criado pela prefeitura de Volta Redonda, é de 2 de março de 2018 – concorrência N° 001/2018 – e até hoje continua empacado. Deveria ter sido realizado em 5 de outubro do ano passado, mas por conta de várias exigências do TCE (que vai analisar a concorrência dos ônibus, grifo nosso), acabou sendo transferido para o último dia 3 de junho de 2019. Ou seja, entre ser publicado e realizado, muito tempo se passou – exatos 16 meses.
O pior é que o martelo ainda não foi batido. Segundo informações obtidas pelo aQui no Portal Transparência, a concorrência de nº 001/2018 ainda está aberta. É que as empresas finalistas andam se estranhando. E cada uma entrou com um pedido de impugnação da outra. Estamos falando do Consórcio Rotativo VR Digital (formado pela Areatec Tecnologia e Serviços, de Araras-SP, e Sinalvida Dispositivos de Segurança Viária, do Recife-PE) e da Rebocar Remoção e Guarda de Veículos Eireli, de Guarapari (ES). Elas brigam por um contrato de R$ 157 milhões. Quem vencer o imbróglio vai cuidar do estacionamento rotativo de Volta Redonda durante 10 anos – até 2029, contando que tudo se resolva ainda em 2019.
A pendenga entre as empresas e a Comissão de Licitação mostra como será difícil para Samuca derrotar a ‘má-fia dos ônibus’, como ele indevidamente ataca os empresários do setor quando fala sobre os problemas de transporte de passageiros da Sul Flu-minense. “A concorrência das linhas de ônibus deve atrair muitas empresas e não apenas duas ou três. Vai ser uma briga de cachorro grande”, ironiza uma fonte. “Os advogados vão se dar bem”, completou, prevendo a judicialização do processo a partir do momento em que o edital voltar do TCE pronto para ser publicado no Diário Oficial. Faz sentido.
Além da judicia-lização da concorrência dos ônibus, Samuca tem que se preocupar com o que fazer para melhorar a vida do s passageiros das 31 linhas da Sul Fluminense – o edital em análise no TCE não incluiu as demais linhas municipais. Ou vai continuar apostando na sorte, contando que os ônibuWs circulem nos horários previstos, que cheguem ao seu destino e que não quebrem pelo meio do caminho, como mostra recente foto (já publicada no aQui), tendo que ser empurrado pelas ruas da cidade do aço?

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