Qual é a verdadeira paixão nacional?
O Brasil é conhecido mundialmente como o país do futebol, mas os dados de busca na internet contam uma história diferente. Levantamento realizado pelo Sexlog, maior site de sexo e swing da América Latina, mostra que os brasileiros pesquisam conteúdo pornográfico 63 vezes mais do que futebol.
O estudo utilizou dados do Ahrefs Keywords Explorer para mensurar o volume médio mensal de buscas realizadas nos últimos 12 meses. Para permitir a comparação entre países com populações distintas, os resultados foram ajustados proporcionalmente à população adulta com acesso à internet, com base nos dados do DataReportal Digital 2025.
Segundo o levantamento, o termo “pornô” e suas variações somam aproximadamente 17,1 milhões de buscas mensais no País, enquanto “futebol” registra cerca de 271 mil pesquisas no mesmo período.
A pesquisa analisou os hábitos de busca dos 14 países participantes da Copa do Mundo de 2026, comparando o interesse por temas ligados à sexualidade, relacionamentos e fetiches com termos relacionados ao esporte.
“O futebol é uma paixão nacional, mas os dados mostram que a sexualidade ocupa um espaço ainda maior na vida cotidiana das pessoas. Quando observamos o comportamento de busca, encontramos um retrato interessante dos desejos, curiosidades e fantasias que acompanham os usuários muito além dos grandes eventos esportivos. Mesmo durante uma Copa do Mundo, quando os holofotes estão voltados para os gramados, o interesse por sexo e relacionamentos continua extremamente presente na rotina das pessoas”, afirma Mayumi Sato, CMO do Sexlog.
Brasil vence Alemanha por 7 a 1, desta vez nas buscas por sexo
A comparação entre Brasil e Alemanha também reservou uma curiosidade para os torcedores. Em sete das oito categorias analisadas pelo estudo, os brasileiros apresentaram maior intensidade de busca do que os alemães. Os maiores diferenciais apareceram em temas ligados ao swing, orgias, voyeurismo e podolatria. A única categoria em que a Alemanha superou o Brasil foi BDSM.
Marrocos lidera interesse por sexo
Entre todos os países analisados, o Marrocos registrou o maior índice proporcional de buscas pelo termo “sexo”, com volume cinco vezes superior ao brasileiro quando considerada a população adulta conectada.
Já o México chamou atenção pelo volume absoluto de pesquisas por conteúdo adulto, liderando o ranking entre os países avaliados.
Fora dos gramados, cada país tem suas preferências
O levantamento também identificou diferenças culturais relevantes entre os participantes da Copa. A Holanda lidera o interesse por BDSM. A França aparece na primeira posição em buscas relacionadas à troca de casais. O Japão foi o único país analisado em que as buscas por futebol superaram as buscas por pornografia, um resultado que reflete particularidades culturais do mercado japonês.
Sobre o Sexlog
O Sexlog é a maior rede social adulta da América Latina, reunindo 25 milhões de usuários que buscam explorar sua sexualidade de forma livre, segura e sem julgamentos. A plataforma conecta pessoas com interesses em comum e promove discussões sobre comportamento, relacionamentos e sexualidade.
Pesquisa explica por que o brasileiro para tudo quando o Brasil joga
Tem que acreditar
Por que o Brasil para diante de uma Copa do Mundo? A resposta vai além do futebol. Uma pesquisa nacional inédita, conduzida pela pesquisadora da Ciência da Felicidade Renata Rivetti com 1.500 brasileiros de todas as regiões do país, revela que a felicidade brasileira é construída sobre dois pilares culturais profundos: família e fé. Dessa forma, eventos como a Copa funcionam como catalisadores desses mesmos vínculos. “A Copa não é apenas um evento esportivo. É um fenômeno coletivo que ativa o que mais nos faz felizes: o encontro, o vínculo e o sentido de pertencimento”, afirma Rivetti.
Um país feliz, mesmo quando não está tudo bem
O Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026, estudo conduzido por Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, mostra que 89% dos brasileiros se consideram felizes, um índice elevado que convive, paradoxalmente, com pressão emocional cotidiana: 33% relatam ansiedade frequente e 29% convivem com estresse. Segundo Rivetti, isso revela não ingenuidade, mas resiliência. “O brasileiro se percebe como feliz, mas vive sob pressão constante. É uma resiliência emocional”, resume a pesquisadora.
Diferentemente dos países que lideram o ranking global de felicidade, onde o bem-estar está associado a segurança, previsibilidade e confiança institucional, no Brasil a felicidade é sustentada pela capacidade de encontrar luz em cenários adversos. “No Brasil, ela aparece muito mais baseada na autopercepção do que em condições concretas”, explica Rivetti.
Por que a Copa amplifica essa felicidade
Eventos como a Copa do Mundo ativam exatamente o que a pesquisa aponta como os principais sustentáculos do bem-estar brasileiro: conexão social, pertencimento e segurança emocional momentânea. “É difícil imaginar um brasileiro assistindo a um jogo decisivo sozinho. A experiência, por aqui, é essencialmente coletiva”, diz Rivetti.
Para a pesquisadora, esses momentos oferecem algo que falta no cotidiano como um espaço legítimo para a alegria, sem culpa e sem custo emocional elevado. “Diante de um cenário em que nem sempre é possível se sentir seguro ou confiante no longo prazo, o brasileiro encontra nesses eventos uma espécie de refúgio. Uma felicidade mais hedônica, mais imediata e, sim, mais irracional.”
Brasil sobe no ranking global e o papel dos vínculos explica
O Brasil subiu para a 32ª posição no World Happiness Report 2026 (ante 49ª em 2023), resultado que Rivetti atribui diretamente à força das relações sociais brasileiras. Enquanto países nórdicos constroem bem-estar a partir de instituições e previsibilidade, o Brasil o constrói a partir de pessoas. “Nos países nórdicos, a felicidade está mais associada à segurança e confiança nas instituições. No Brasil, ela aparece muito mais ligada às relações sociais, à fé e à capacidade de adaptação”, afirma.
No fim, o que a pesquisa mostra é que a felicidade brasileira não significa negar a realidade, mas encontrar formas de seguir dentro dela. E, a cada Copa do Mundo, o país inteiro para, se conecta e experimenta, ainda que por algumas semanas, uma versão possível de uma vida mais coletiva e mais feliz.
Sobre o Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026
O Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026 é o primeiro diagnóstico nacional a investigar, com metodologia científica, os fatores que influenciam o bem-estar da população brasileira em suas dimensões emocionais, sociais, econômicas e digitais. O estudo foi conduzido por Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia. Foram realizadas 1.500 entrevistas telefônicas nacionais entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2026, com 95% de confiança estatística e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Sobre Renata Rivetti
Renata Rivetti é pesquisadora da Ciência da Felicidade, TEDx Speaker, LinkedIn Top Voice e autora de O Poder do Bem-Estar: um guia para redesenhar o futuro do trabalho (Editora Objetiva / Companhia das Letras). Fundadora da Reconnect Happiness at Work e representante exclusiva do movimento 4 Day Week Global no Brasil. Colunista da Fast Company Brasil.

