quarta-feira, janeiro 19, 2022
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Comerciantes de Volta Redonda terão desafio para superar vendas on-line

A Covid-19 criou no mercado financeiro um angustiante período de estagnação e incertezas, sobretudo para o comércio. Segundo o IBGE, a partir de agosto de 2020, 46,8% das empresas que compõem o comércio perceberam queda nas vendas em decorrência do isolamento social na primeira quinzena de julho. Mas, depois de quase dois anos parados ou com funcionamento restrito, a esperança parece ter voltado aos lojistas. E a expectativa é de que o comércio feche o ano de 2021 melhor do que no período pré-pandemia.
Segundo a Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, o varejo digital deve ter um crescimento de 18% neste ano. Em 2020, o setor atingiu o maior volume de compras da história: 301 milhões foram realizadas, número que representa uma alta de 68,5% em relação a 2019. A mesma pesquisa mostra ainda que o Sudeste, onde se localiza Volta Redonda, é a que mais se destaca em volume de compras on-line. No quarto trimestre de 2020 a região foi responsável por 63% do total de pedidos feitos pela internet no país.
Outros levantamentos mostram que não foi apenas a pandemia que levou ao crescimento das vendas digitais. Os estudos apontam alguns fatores que contribuíram para a migração do consumidor da loja física para a digital. Um desses, claro, é o preço mais em conta. Segundo o Zoom, 78% dos consumidores afirmam encontrar o melhor custo-benefício na internet. Por não terem gastos com funcionários, aluguel de espaço físico e até conta de luz, as lojas virtuais conseguem oferecer as melhores condições do mercado na maioria dos produtos. Para se ter uma ideia, a discrepância de valores de eletrodomésticos, produtos de informática e eletroeletrônicos é ainda mais evidente, até mesmo entre as empresas que se adequaram à nova realidade e possuem loja física e virtual. Um computador, por exemplo, pode variar até 46% do seu preço entre as duas opções, segundo o estudo do Zoom.
‘Opção
on-line’
Outros fatores que garantem a preferência da maioria dos consumidores pela opção on-line é a comodidade, a privacidade ao comprar e a segurança. “Em qualquer lugar ou hora você consegue efetuar a compra, não precisa se deslocar ou aguardar abrir a loja. Você acessa a loja do seu celular ou notebook. Sem filas e sem precisar de atendimento do vendedor para comprar. Você tem autonomia para comprar quando e quanto quiser”, avaliou a agente escolar volta-redondense Marta Alves de Assis.
“Comprar em Volta Redonda é uma verdadeira saga. É preciso encontrar vaga nos estacionamentos, fugir dos flanelinhas, enfrentar filas e outros transtornos. Temos pouquíssima variedade de serviços e ainda temos medo da violência”, criticou.
O vereador Renan Cury, que é da base do governo Neto, postou uma crítica a respeito da insegurança nas redes sociais. “O número de bandidos travestidos de pessoas em situação de rua em Volta Redonda é algo alarmante. E não é só questão de assistência social, como muitos pensam. Antes fosse. Lamentavelmente, até quando um esfaqueia o outro, vai pra delegacia, é ouvido e liberado. Deve ser pra concluir o crime. Consegue entender? Eu também não. Hoje pela manhã, uma televisão foi furtada da Biblioteca Municipal após um safado desses quebrar o vidro. Solicitei às forças de segurança da cidade uma operação conjunta na Vila Santa Cecília pra próxima semana. Do jeito que tá, não dá!”, desabafou.

Às compras
Uma pesquisa da Shopee, plataforma de comércio eletrônico que conecta vendedores, marcas e consumidores, revelou que os brasileiros pretendem gastar em média R$ 400 com os presentes de Natal, um valor de intenção de consumo mais alto que outras datas comemorativas (R$ 240 no Dia dos Namorados e R$ 245 no Dia dos Pais). No levantamento, realizado com mais de duas mil pessoas de todas as regiões do país, 96% responderam que pretendem presentear familiares e 66% compartilharam que o mais importante na hora de escolher algo é o preço acessível e o custo-benefício. Roupas, calçados e brinquedos foram os itens mais citados para presentear.
Os resultados mostram que 70% dos participantes costumam usar o e-commerce para comprar produtos em datas comemorativas e entre os principais motivadores para as compras on-line estão cupons de frete grátis (71%), preços baixos (63%), promoções (62%) e a variedade de produtos disponíveis (58%). Os dados revelam ainda que 42% dos participantes já aproveitaram as promoções da Black Friday para adiantar as compras natalinas e 70% costumam procurar os mimos com duas semanas ou até mais de antecedência.
“Os brasileiros adoram presentear e o clima de fim de ano é um momento ainda mais propício. Na Shopee, queremos oferecer aos consumidores as melhores oportunidades e variedade de itens, ajudando-os a celebrar esse período festivo da melhor forma. Como uma plataforma democrática e com diversidade de produtos de vendedores brasileiros e internacionais, queremos que o consumidor tenha uma experiência fácil, segura e divertida de compras”, reforça Felipe Piringer, responsável pelo marketing e estratégia na Shopee.
A pesquisa indica também que 41% dos participantes confessaram estar indecisos sobre o que presentear e que 48% deles normalmente escolhem primeiro o presente e depois procuram a loja com a melhor oferta. No estudo, 66% dos entrevistados afirmaram considerar importante o preço acessível e a boa relação de custo-benefício na hora de buscar opções de presente, seguidos de 12% que preferem escolher algo que a pessoa deseja ganhar. Quando questionados sobre os produtos que pretendem comprar neste fim de ano, os entrevistados compartilharam como itens preferidos: roupas femininas com 49% das intenções de compra, seguidos de calçados com 44%, e brinquedos com 37%. A média de presentes comprados deve ser de 7 por pessoa.

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