Passando o ‘serrote’

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Na quarta, 1, um vídeo postado nas redes sociais do aQui gerou a maior polêmica: sobre a poda de uma árvore na Rua Wilson Cópio, no Jardim Normândia. Era uma das mais belas da cidade, e o serviço foi executado, apesar do feriado, pela Guarda Municipal, teoricamente, a pedido de moradores. Não foi a única. Outras cinco árvores também foram limpas no bairro. Árvores de uma pracinha no Santa Helena, que faz divisa com o Normândia, também foram podadas e estão jogadas no meio da rua.

O responsável pelo serviço de corte chegou a confirmar a um repórter do aQui que a árvore da Wilson Cópio não estava doente e não ameaçava cair. Estaria apenas atrapalhando a iluminação de algumas casas. Pena que a poda tenha sido radical, como mostram as fotos.

Procurada pelo aQui, a Secretaria de Comunicação do governo Neto esclareceu como é feito o serviço de corte e poda no município. “A Guarda Municipal faz as chamadas podas preventivas, orientadas, para aumentar a visibilidade/luminosidade à noite. E também para facilitar a captura de imagens nas câmeras de segurança”, pontuou Rafael Paiva, titular da Secom. “São parte do serviço de segurança”, acrescentou. “As demais (corte) são sempre orientadas com apoio do Meio Ambiente, Light…”, acrescentou.
Indagado se todo serviço de corte de árvores efetuado pela prefeitura seria baseado em um laudo técnico ambiental, o jornalista garante que sim. “No caso de corte, sim. Já quando é poda, não precisa”, disse. “Tem diferença entre poda e corte”,
acentuou. “Mas o motorista do caminhão, que usa a motosserra, sabe disso?”, indagou o repórter. “Ele sai orientado, não é ele quem decide”, garantiu.
Rafael vai além. Garante que, quando algum cidadão pede o corte de uma árvore, e não uma poda, a secretaria de Meio Ambiente (em tese, grifo nosso) tem de mandar um técnico da pasta para analisar o indivíduo (a árvore) e, se for comprovada a necessidade do corte, ele emite um laudo autorizando o serviço”, destacou. “Quando é o caso da poda com agentes da Semop (GM), isso já não é necessário”, finalizou.
Ele pode estar certo, mas é bom lembrar que, recentemente, como o aQui mostrou, a própria Semop, através da GM, eliminou dezenas de árvores ao longo do Rio Brandão, na Vila. Na época, a ação não foi explicada pelo coronel Luiz Henrique. E nenhum ambientalista ou vizinho reclamou ao bispo.