Novidade do front

Erick Higino se destaca como secretário e ganha espaço ao lado de Neto

Ao anunciar o nome de Erick Higino, até então superintendente executivo do INSS no Sul Fluminense, como seu secretário de Fazenda, uma das pastas mais importantes do governo, o prefeito Antônio Francisco Neto surpreendeu a todos. E com razão. É que em todos os seus mandatos anteriores, Neto nunca foi de mexer na equipe. ‘Os de sempre’, diziam seus desafetos.
Com o passar dos meses, Neto mostrou que estava certo e hoje, em entrevistas nas rádios, faz questão de dividir os méritos com seu secretário de Finanças por ter conseguido a façanha de pegar a prefeitura de Volta Redonda quase falida e voltar a ‘pagar em dia’ os salários dos servidores da cidade do aço. “Trabalhamos de comum acordo”, disse Neto em uma das suas últimas falas, referindo-se a Erick Higino, que é natural de Angra dos Reis.
Tem mais. Erik de Souza Higino tem 41 anos, é casado, pai de duas lindas filhas, é formado em Administração, História e Antropologia. Cedido pelo Ministério da Economia ao Palácio 17 de Julho, Erick desconversa quando lhe perguntam se já tomou gosto pela política. Veja a resposta que deu ao ser indagado se pensa em se candidatar a um algum cargo no Legislativo: “No momento, todas as minhas atenções estão voltadas para ajudar o município e o nosso prefeito Neto”.

aQui: Depois de anos como superintendente do INSS na região, o senhor aceitou um convite do prefeito Neto para assumir a pasta da fazenda em Volta Redonda. Valeu a pena?
Erick Higino: Acredito que dei minha contribuição no Ministério da Economia. Sei que posso ajudar também nosso município nesse momento delicado. Então, não há arrependimento na escolha.

aQui: O Palácio 17 de Julho estava mesmo à beira da falência? O caos já foi superado?
Erick: A situação que encontramos era muito complexa, de fato. Gradativamente estamos resolvendo ponto a ponto os problemas, inclusive os fiscais.

aQui: O prefeito Neto contou, em entrevista a uma rádio, que tem deixado de pagar os encargos sociais da folha de pagamento. Isso não o preocupa? Qual seria o montante da dívida, e ela vai aumentar mês a mês?
Erick: Alguns encargos são debitados diretamente dos repasses que recebemos. Outros são alvo de parcelamentos, tendo em vista o montante de competências em aberto que herdamos. Esse quesito corre sob controle e não nos preocupa no momento.

aQui: Defende aumentar os impostos para gerar nova receita? Caso negativo, qual será o remédio?
Erick: Nos governos do prefeito Neto, historicamente, o acesso aos serviços públicos cresce exponencialmente. Porém, não creio que o aumento de carga tributária seja a saída. Nossa ação está voltada para a melhoria dos processos internos de trabalho, fiscalização e ajuste no código tributário municipal que já está em vigor para modernizá-lo.

aQui: Apesar de falar em crise financeira, o governo vem prometendo obras não tão necessárias assim, como reforma de camelódromo. Não seria uma incoerência?
Erick: Nosso prefeito tem buscado parcerias para execução de obras e serviços tão necessários para a cidade. Muito do que será visto nesse canteiro de obras que a cidade se tornará correrá por conta de recursos vindos de parcerias com o governo do estado, por exemplo.

aQui: Como tem sido o trato com os políticos em geral?
Erick: Muitas pessoas eu já conhecia por conta da minha função anterior. São mais de 20 anos de vida pública, em setores diferentes. Tenho consciência do meio que estou inserido, então observo e aprendo a cada dia.

aQui: Quanto o governo deve às empresas que prestaram serviços para a prefeitura de Volta Redonda durante o governo do ex-prefeito Samuca Silva? Como os empresários têm reagido?
Erick: O conceito de endividamento público é muito fluido. O que a Fazenda municipal encontrou no dia 01/01 foi um grande volume de restos a pagar processados e não processados, além de empenhos anulados. O montante era superior a 380 milhões de reais, sem considerar as folhas de pagamento que não tinham sido pagas.

aQui: Como pretende liquidar as faturas deixadas pelo Samuca?
Erick: Nosso prefeito prefere conduzir pessoalmente a negociação com os nossos credores, coisa que ele faz como ninguém. Com base no plano de pagamentos que produzimos, respeitando todos os regramentos vigentes e recomendações dos órgãos de controle, acredito que vamos quitar os débitos em breve.

aQui: Quanto o governo Neto deve (no total) a cargos comissionados e RPAs do governo Samuca?
Erick: Pouco mais de R$ 5,5 milhões, desconsiderando os encargos.

aQui: Como pretende liquidar essa fatura com os servidores que trabalharam para o município?
Erick: A secretaria de Administração e a Controladoria Geral do município estão avaliando as folhas em aberto para que os pagamentos sejam feitos com segurança. Temos rescisões, metade do pagamento de novembro, mês de dezembro integral e o 13º salário para serem honrados. Garantimos que quem trabalhou, vai receber, ainda que de forma parcelada pela dificuldade de caixa.

aQui: Pretende se dedicar à política partidária e, no futuro, sair como candidato?
Erick: Não estou fechado a nenhuma proposta. Mas no momento, todas as minhas atenções estão voltadas para ajudar o município e o nosso prefeito Neto.

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