Neto quer Rua 33 liberada já no dia 1° de dezembro

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Daqui a exatos 62 dias, quem for até a Rua 33, a pé, de ônibus ou de carro, poderá passar ou passear tranquilamente pela via mais importante de Volta Redonda, comercialmente falando, da Praça Brasil, na Vila, até a Praça da ETPC, na Sessenta, e vice- versa, sem ter de enfrentar o caos que lá habita há dois anos. “Eles bateram o martelo. A 33 estará pronta para uso logo no início de dezembro. No dia 1° de dezembro, precisamente”, detalha uma fonte do aQui com trânsito no Palácio 17 de Julho. “O Neto exige que no dia 1o de dezembro os carros e os pedestres possam passar pela 33 sem qualquer contratempo”, acrescenta.
Ela vai além. Diz que na reunião de terça, 26, entre Neto e os representantes da empresa, com a presença de diversos lojistas, ficou combinado que a via será liberada sem que os cabos elétricos estejam embutidos nos tubos subterrâneos que vão cortar a 33. “Eles serão embutidos a partir do ano que vem. Em data ainda a ser marcada”, dispara, referindo-se ao projeto que originou o atual caos e que prevê a colocação, em galerias subterrâneas, de todos os cabos de energia, telefonia e redes de internet. “Vamos ver se cumprem”, alfinetou.
A reunião contou ainda com a presença dos vereadores Jorginho Fuede e Paulinho AP, que aproveitaram para falar diretamente com o dono da empreiteira responsável pela obra, Roberto Rodrigues de Paula. E o empresário confirmou a ideia de entregar tudo até dezembro. “Assumi esse compromisso com o prefeito e assumo aqui com todos vocês. Vamos intensificar ainda mais o ritmo das obras, pois os maiores fiscais estão aqui, que são os comerciantes e a população”, disse, tendo que engolir em seco a informação dada pelo prefeito de que o pagamento da obra estaria rigorosamente em dia. Ou seja, como o Palácio estava cumprindo a parte dele, que a empresa cumprisse a dela.
Neto aproveitou para pedir que as relações entre comerciantes e a empreiteira sejam estreitadas. “Os responsáveis pelo canteiro de obras têm de estar orientados a escutar os comerciantes, fazer as coisas de forma a minimizar os impactos e fazer um ambiente melhor. Todos sabemos que a obra vai beneficiar a região, mas até lá temos de fazer o melhor”, pontuou o prefeito.
Para tentar minimizar os problemas da 33, ficou acertado que um caminhão-pipa passaria a molhar a via para ajudar a baixar a poeira, o que já estava sendo feito na própria manhã de terça, 26 (ver foto). Tem mais. Ficou combinado também que a secretaria de Infraestrutura (SMI) intensificaria a limpeza e a retirada de entulhos ao longo da rua. A primeira medida – molhar a calçada e o que resta do asfalto da 33 – pode até impressionar quem vê o carro-pipa em ação. Mas, devido ao calor, a solução se torna impraticável. Não resolve nada. “Quando o caminhão passa, fica ótimo. Quando ele se afasta, tudo volta a ficar ruim”, alfinetou um dos presentes. “Teria que ficar molhando de hora em hora, e isso eles não vão fazer, né?”, reclama.