A saúde do prefeito Neto continua inspirando cuidados, como o aQui vem mostrando ao longo das últimas semanas, período em que ele passou por um cateterismo (edição 1371) e pela colocação de três stents (edição 1372). Segundo uma fonte, na próxima segunda, 9, ou no mais tardar na segunda, 16, Neto terá de passar por um novo procedimento. Para reparar uma válvula cardíaca. O procedimento, segundo a fonte, é de altíssima tecnologia e usado para evitar a cirurgia convencional, a de peito aberto. “Tem menores riscos de complicação, é menos invasiva, dura menos tempo e o tempo de recuperação é muito menor”, explica um cardiologista consultado pelo aQui. “Mas é uma cirurgia de alto custo, feita em pouquíssimos centros especializados”, acrescentou, o que leva a crer que Neto deverá voltar a utilizar os recursos do Hospital São Vicente de Paula, na capital.
O cardiologista vai além e diz que hoje a colocação da válvula cardíaca é o que há de mais sofisticado. “Você tem a opção de fazer a substituição da válvula aórtica ou válvula mitral. É como se fosse um cateterismo cardíaco. O que muda são os instrumentos finais e a colocação da prótese”, compara. “Os resultados recentes são muito satisfatórios”, finaliza.
Novidades envolvem negociações já noticiadas pelo aQui
O prefeito Neto acabou confirmando a informação, publicada com exclusividade pelo aQui na edição 1370, de 9 de setembro, de que estão avançadas as negociações entre a CSN e o governo do Estado envolvendo a cessão e o uso do prédio do Escritório Central. Na entrevista a Dário de Paula na quinta, 5, Neto acabou revelando que Castro conversou, por telefone, com Benjamin Steinbruch, presidente da CSN. “O Estado tem um dinheiro a receber da CSN e pode tranquilamente fazer essa negociação. Ele (Benjamin) está muito sensível à conversa do governador. Eles têm um bom relacionamento, e isso ajuda muito. O Luiz Paulo Barreto (diretor de Relações Institucionais da siderúrgica) quer o bem de Volta Redonda e está nos ajudando muito”, acrescentou.
Neto também confirmou que a ideia, como foi antecipado pelo aQui, passa por criar uma área de estacionamento para até 300 veículos nos três primeiros andares do Escritório Central, na Vila. E ainda por abrir espaço para a instalação de duas lojas âncoras, grandes magazines. Nos demais andares, a ideia é abrigar vários órgãos públicos, tanto do estado (sede do Detran, por exemplo) quanto do município, e ainda uma escola. “Existe uma proposta para nos três primeiros andares gastarmos de R$ 7 a R$ 10 milhões para fazer duas rampas nas laterais e aproveitar os três primeiros andares para fazer 350 vagas de
estacionamento”, detalhou, para logo completar: “O meu sonho é ter uma faculdade de medicina pública lá (no Escritório Central). E a do governador também é”, garantiu Neto, ressaltando que hoje a CSN paga cerca de R$ 500 mil de IPTU somente pela área do Escritório Central. “Temos certeza de que será um gol de placa por Volta Redonda”, completou, todo animado.
Já acerca do Recreio dos Trabalhadores, fechado há anos, Neto disse, já sem muita convicção, que o espaço também estaria sendo negociado. “Ele (Benjamin) ficou de estudar junto com sua assessoria. Há ainda a possibilidade de o governo do Estado comprar e desapropriar amigavelmente para depois ceder para o município de Volta Redonda. Nós buscarmos parcerias”, disse. “Daqui a um ou dois dias teremos um retorno”, garantiu, referindo-se a uma negociação com a direção do Sistema S (Firjan), do Sesc e Sesi.
O prefeito só não detalhou que essas negociações da CSN com o Sesc, segundo uma fonte do aQui, já se arrastam há anos, sem novidades. Desde julho de 2020, para ser mais exato. “É a mesma proposta de sempre. Nesse dia, o Neto e o governador falaram com o Benjamin e este ficou de avaliar (a situação) com o setor patrimonial da empresa. Nada de novo nisso”, disparou a fonte, negando que o Sesc tenha apresentado uma nova
proposta pelo Recreio do Trabalhador. “Sem novidades”, disparou, encerrando a entrevista.
RECREIO NÃO – Cobiçado por tudo que é tipo de empresário, o Recreio do Trabalhador da CSN foi inaugurado em9deabrilde1954.E fechou suas portas em 2020. Era um dos espaços mais nobres para a prática do esporte e lazer em Volta Redonda. Serviu também como
palco de grandes momentos da vida política e econômica da cidade do aço. Eram famosas as festas de luxo, quando a direção da CSN entregava medalhas aos operários que completavam 10, 20, 30 anos de casa. Benjamin Steinbruch e sua família chegaram pessoalmente a participar de várias festas.
Mas isso não foi suficiente para manter o Recreio em atividade. Tinha uma despesa mensal de R$ 400 mil só de energia elétrica. E o faturamento era irrisório, pois tinha apenas 100 sócios. Morreu com a Covid-19. Desde então, todo mundo quer ser o salvador da pátria. Ideias mirabolantes foram apresentadas pelo ex- prefeito Samuca Silva e não deram em nada.
Segundo fontes ligadas ao mercado imobiliário, o complexo – formado pelo terreno de mais de 40 mil metros quadrados, incluindo ginásio, piscina, campos e área livre para construção – poderia alcançar a cifra de R$ 105 milhões, se Benjamin Steinbruch realmente quisesse vendê- lo. O Sesc, por exemplo, chegou a oferecer cerca de R$ 50 milhões pelo Recreio. Isso em 2020. A proposta está sendo negociada até hoje…

