Na trilha

Projeto Bike Park na Fazenda do Ingá começa a sair do papel

Ainda em junho, graças a uma parceria entre a CSN e o governo Neto, serão iniciadas as obras do projeto ‘Bike Park’, na Fazenda do Ingá, em Santa Cruz. A ideia é criar um parque ideal para a prática de ciclismo modalidade MTB, com a demarcação de trilhas de acordo com padrões técnicos da IMBA – Internacional Mountain Biking Association, critérios que integram a segurança, o bem-estar dos usuários e a conservação do meio ambiente, sem ferir a legislação municipal no que tange à operação do Parque Natural Municipal Fazenda Santa Cecília do Ingá.
Entre as melhorias, estão a criação de um ambiente seguro para a prática do ciclismo de montanha – perfil predominante dos usuários do local. Desenvolvido com financiamento da CSN, por uma consultoria especializada, o projeto visa preservar o ecossistema existente, recuperando, organizando e demarcando e integrando as trilhas do Parque Municipal.
A obra terá todas as autorizações ambientais necessárias e será acompanhada pela secretaria de Meio Ambiente seguindo as exigências ambientais previstas. As trilhas terão um conceito de uso compartilhado, que contribui para que os visitantes e os ciclistas ajudem na preservação do espaço, embora as regras de uso ainda necessitem de adequações.
O parque permanece fechado para prática de ciclismo. Não há no momento previsão para o recebimento do público alvo, para utilização das trilhas.
Bike Park
O projeto prevê a criação de 4 trilhas totalizando 5,4 km de extensão que ampliarão os circuitos existentes, além da instalação de uma estação de apoio para manutenção de bicicletas. As trilhas serão sinalizadas por níveis de dificuldade e vão funcionar como incentivo à prática do esporte, de acordo com o nível de habilidade, incluindo trajetos mais fáceis até um extremamente difícil, segundo o sistema de classificação da IMBA.
A classificação das trilhas apresentada pelo IMBA é o sistema internacional de classificação de trilhas para a prática do ciclismo de montanha. Ele se aplica melhor à modalidade, mas também é aplicável a outros usuários, como caminhantes. Com o projeto, a expectativa é melhorar a experiência do usuário para que ele se torne um frequentador do local.
Para ajudar na construção do projeto, ciclistas que frequentam o Parque foram convidados a participar de uma pesquisa on-line, para identificação do uso predominante do espaço. Com base nas respostas, constatou-se que as modalidades mais praticadas são o mountain bike cross country, o ciclismo em estrada e o ecoturismo.

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