Na mesa

Dois barramansenses estariam passando por maus bocados por conta, segundo eles, do descontrole financeiro que castiga a prefeitura local. Os dois, que pediram para não ser identificados, eram servidores da Saúde e contam que a prefeitura lhes deve três dias que trabalharam a mais em outubro. E reclamam que teriam sido dispensados sem qualquer justificativa. “Fomos contratados pela secretaria de Saúde em 2018, por meio de um processo seletivo para atuar em Postos de Saúde. Sabíamos que o contrato era de um ano, podendo ser renovado, automaticamente, por mais um ano”, explicou um deles. “Nosso contrato venceria no dia 23 de outubro. Sem sinais de que não renovaria, fomos trabalhar e nos autorizaram a ficar no posto até o dia 26, quando soubemos que o contrato estava rescindido”, completou.  

 

No dia 26 – quando foram dispensados –, eles tiveram acesso ao documento de rescisão e perceberam que a data era retroativa. “O nosso contrato venceria no dia 23/10 2018, porém nos deixaram trabalhar até o dia 26/10. No final da tarde fomos informados que nossa rescisão já estava fechada com a data do dia 23. Isso porque, conforme explicou a gerente do posto, se não fôssemos dispensados até o dia 22, o nosso contrato estaria renovado por mais um ano automaticamente”, informou um deles.  

 

Procurada, a prefeitura de Barra Mansa, através da sua assessoria de imprensa emitiu uma nota garantindo que os dois envolvidos do caso não serão prejudicados. “A secretaria de Saúde informou que efetuará o pagamento da rescisão dos referidos contratos, bem como dos três dias de trabalho realizados pelos servidores citados na matéria”, revelou. 

 

A assessoria foi além. Explicou o motivo pelo qual os dois servidores teriam sido desligados. “Um dos motivos para a não renovação do contrato foi a baixa avaliação de desempenho desses trabalhadores”, finalizou, deixando claro que são apenas dois casos isolados em um universo que envolve milhares de servidores.

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