quinta-feira, novembro 25, 2021

Na berlinda

Mateus Gusmão

O clima nos bastidores da Câmara de Volta Redonda anda quente. Fervendo, aliás. É que quatro vereadores do PSC, o partido dos peixinhos, podem perder os cargos para os quais foram eleitos em 2020. São eles: Fábio Buchecha, Vair Duré, Lela e Rodrigo Furtado. A ação corre na Justiça Eleitoral e foi movida pelo Ministério Público, que pede a cassação da nominata (chapa) da legenda por não ter cumprido a cota mínima de 30% formada por mulheres.
Se a tese vingar, os quatro parlamentares perdem seus cargos e isso provocaria uma verdadeira dança das cadeiras. Os ex-vereadores Carlinhos Santana e Junior Granato, por exemplo, seriam chamados a assumir um cargo ainda na atual legislatura. O caso será resolvido em uma audiência, a ser marcada pelo juiz da 131ª Zona Eleitoral de Volta Redonda, Marcelo Dias da Silva.
Na terça, 16, o juiz agitou o meio político local ao negar um recurso dos advogados do PSC que pediam a revogação da liminar que permitiu a Junior Granato, ex-vereador, participar da ação do MPE na modalidade de Assistência Simples. “Consoante disposto na decisão impugnada, as Cortes Eleitorais vêm se posicionando favoravelmente à inclusão do suplente de candidato ao cargo de vereador em ações análogas. Ademais, a inclusão do Assistente não gera prejuízo direto aos investigados, visto que aquele recebeu o feito no estado em que se encontra, não podendo promover inovação”, sentenciou.
Segundo uma fonte do aQui, a decisão vai permitir que Junior Granato possa dar pitacos no processo, auxiliando o MPE. “Ele se torna um auxiliar da parte do MP”, disse, completando que o processo pode estar perto do fim. “A tendência agora, já que todos já se manifestaram dentro do processo, é que o juiz julgue o caso antes do final do ano”, completou, certa de que haverá uma mudança na composição da atual legislatura.
Em sua defesa, o PSC diz que não teria cumprido a cota de 30% de mulheres na nominata da legenda porque uma candidata (doutora Alexsandra Fernandes) teve seu registro de candidatura negado. Entretanto, o indeferimento aconteceu já com a campanha em curso e com a candidata utilizando material de campanha já impresso, assim como adesivos. Estaria pedindo votos, o que não caracterizaria, segundo a defesa, uma candidatura fantasma.
Procurado pelo aQui, o vereador Rodrigo Furtado (PSC) – que é advogado e presidente da Comissão de Justiça – informou que a decisão judicial que garantiu a entrada de Junior Granato é meramente processual. “Não há qualquer mudança significativa que possa chamar atenção pelo caso”, disse, ressaltando que, para ele, o processo ainda está longe de chegar a julgamento.
“Todas as mulheres do PSC fizeram campanha, participaram do pleito. Então não houve qualquer candidatura fantasma. Essa é uma discussão que me parece ser de pessoas que querem chegar à Câmara de qualquer jeito”, disse. “Faz parte do jogo”, completou. “O processo segue tramitando de forma normal. A gente acredita na Justiça e no respeito ao voto popular”, completou.

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