Liderança consolidada

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Eduardo Paes segue na liderança pelo Governo do Estado

Mateus Gusmão 

A eleição para o Governo do Estado do Rio de Janeiro se aproxima e, a partir do próximo domingo, 16 de agosto, os candidatos já poderão, oficialmente, sair às ruas e pedir votos. Mas, apesar da proximidade do início da campanha, o eleitorado fluminense ainda parece distante da disputa: quase um terço dos entrevistados pela nova pesquisa Prefab Future não declarou preferência por nenhum dos nomes apresentados, só que Eduardo Paes (PSD) segue na liderança consolidada nas intenções de voto.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa mostra Paes com 34,5% das intenções de voto, sendo que registrava 33,9% no início de julho. A pequena oscilação ocorre em um cenário ainda marcado pelo alto índice de indecisos e votos brancos ou nulos, indicando que uma parcela significativa do eleitorado ainda não está atenta à eleição que se aproxima.

Na segunda colocação aparecem Douglas Ruas (PL), com 10,9%, e Anthony Garotinho (Republicanos), com 10,8%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. O levantamento foi realizado antes da desistência de Wilson Witzel (Democratas), que aparecia com 3,6% das intenções de voto.

Tem mais. O levantamento mostra que, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, a maioria dos eleitores ainda não sabe em quem votar. Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado responde apenas à pergunta “Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para governador?”, 78,7% disseram não saber, mostrando que estão indecisos.

Para Mário Marques, fundador do Prefab Future e marqueteiro da LabPop Agency, o eleitor ainda não está conectado com as eleições de outubro. “O eleitor do estado do Rio de Janeiro está em letargia nesse momento, esperando a consolidação de todos os candidatos. A desconexão do eleitorado com as eleições é grande, e os acontecimentos vindouros decidirão os próximos números”, crê o marqueteiro.

Garotinho lidera rejeição

A pesquisa Prefab mostra ainda um crescimento na rejeição ao ex-governador Anthony Garotinho que passou ontem, sexta, 7, por Volta Redonda na comparação com o levantamento anterior. O índice subiu de 20,9% para 26,8%. Garotinho é seguido pelo ex-prefeito Eduardo Paes, que aparece com 16,8% de rejeição, contra 15,6% na pesquisa anterior. “À medida em que Garotinho avança com seus números na disputa no modelo induzido, sua rejeição também vai aumentando, seguido da rejeição a Eduardo Paes”, avalia Henrique Serra, diretor de pesquisas quantitativas do Instituto Prefab Future.

Benedita lidera para o Senado

Na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) que também esteve em Volta Redonda, na quinta, 6 aparece na liderança na primeira sondagem da Prefab Future para o cargo, com 16,1% das intenções de voto. Como neste ano cada eleitor poderá escolher dois candidatos, a disputa ganha contornos diferentes e ainda apresenta um cenário bastante aberto.

Marcelo Crivella (Republicanos) aparece na sequência, com 10,7%, seguido por Márcio Canella, com 9,3% (embora já tenha abandonado a disputa). Waguinho (Republicanos) soma 7,2%, enquanto Pedro Paulo (PSD) aparece com 6,8%. O volta-redondense Mauro Campos (Novo) tem 3,1% e aparece somente na oitava colocação. No quesito rejeição, Crivella lidera, com 16,4%, seguido por Benedita da Silva, com 12,8%, e Waguinho, com 8,2%. 

Para Henrique Serra, diretor de pesquisas quantitativas do Prefab Future, esta será “a eleição mais aberta de todas”. Segundo ele, a definição passa por um processo que terá forte associação com a disputa presidencial. Já o marqueteiro Mário Marques entende que o voto ideológico e o chamado voto casado com a escolha para presidente deverão ter pesos importantes na definição das duas vagas.

Polarização também na disputa presidencial

Na corrida pela Presidência da República, o cenário no Rio de Janeiro é marcado pela polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dois aparecem tecnicamente empatados na pesquisa Prefab Future, em um cenário que pouco mudou em relação ao levantamento realizado no início de julho. Flávio Bolsonaro aparece com 31,4% das intenções de voto, enquanto Lula soma 31,0%. Ambos oscilaram negativamente dentro da margem de erro: o senador tinha 32,8% e passou a 31,4%, enquanto o presidente caiu de 31,9% para 31,0%.

Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Novo), com 2,1% cada, seguidos por Cabo Daciolo (2,0%), Romeu Zema (Novo), com 1,5%, e Augusto Cury (PL) e Samara Martins (UP), com 1,4% cada. Edmilson Costa (PCO) e Hertz Dias (PSTU) têm 0,2%. O cenário, porém, ainda apresenta uma parcela expressiva de eleitores que não definiu o voto. São 14,1% os que se declararam indecisos ou não souberam responder, enquanto 12,6% afirmaram que votariam em branco ou nulo.

Apesar do empate nas intenções de voto, Lula continua sendo o candidato mais rejeitado pelos eleitores fluminenses. Quando questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, 43,6% apontaram o presidente. O índice, contudo, recuou em relação ao levantamento anterior, quando era de 44,7%. Já a rejeição a Flávio Bolsonaro apresentou movimento contrário. Em menos de um mês, passou de 31,7% para 34,8%, uma alta de 3,1 pontos percentuais.

Sul Fluminense tem quatro nomes entre os 30 mais citados para a Alerj

O Sul Fluminense aparece representado entre os 30 nomes mais citados para a Assembleia Legislativa na pesquisa da Prefab Future, encomendada pelo Diário do Rio. Entre os nomes relacionados pelo levantamento, estão os deputados estaduais Jari Oliveira (PSB), Munir Neto (Solidariedade) e Gustavo Tutuca (PP), além do ex-prefeito de Barra Mansa Rodrigo Drable (Solidariedade).

A pesquisa também aponta a presença regional na disputa pela Câmara dos Deputados. Entre os 30 nomes mais citados para deputado federal, aparece o ex-prefeito de Resende Diogo Balieiro (PL), sendo, segundo a relação divulgada pelo instituto, o único representante do Sul Fluminense na lista.

É importante destacar, porém, que o levantamento não apresenta um ranking entre os 30 nomes. Os candidatos aparecem em ordem alfabética, sem indicação de quem foi mais ou menos citado dentro da relação. Por isso, a pesquisa mostra a presença dos políticos na lista, mas não permite afirmar quem está na frente na disputa pelas vagas.

O levantamento ouviu presencialmente 2 mil eleitores entre os dias 24 e 29 de julho, com margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Segundo Henrique Serra, diretor de pesquisas quantitativas da Prefab Future, a metodologia presencial permite identificar, nesta fase da pré-campanha, nomes com maior presença em bairros, cidades e regiões.