A eleição para a presidência do Volta Redonda está se aproximando e gera incertezas sobre o destino do tricolor de aço. O desejo de mudanças por parte da torcida não é animador. O que se desenha nos bastidores é uma clara solução de continuidade. Os nomes especulados e anunciados até o momento guardam forte ligação com a atual diretoria, indicando que o grupo que comanda o clube não pretende abrir mão do poder.
Por um lado, a manutenção da gestão garante a sequência dos projetos em andamento, a estabilidade financeira alcançada recentemente e o ‘planejamento’ do futebol profissional. Por outro, gera o receio da estagnação administrativa e da falta de novas ideias.
Enquanto isso, nos bastidores, a oposição (se é que ela existe!) ensaia alguns movimentos para articular uma alternativa ao grupo dominante. O grande obstáculo tem sido justamente encontrar lideranças corajosas e dispostas a “pegar o touro à unha”, assumindo a responsabilidade de gerir um clube de futebol profissional, com seus desafios financeiros e operacionais.
Sem uma candidatura forte e estruturada da oposição, o caminho vai ficar livre para a permanência da atual situação. O futuro do Voltaço, portanto, dependerá da capacidade do grupo dominante em se reinventar (se admitem isso, é claro), para não cair na acomodação do poder. A torcida segue atenta, torcendo (rsrsrs) para que, independentemente de quem venha a assumir a presidência, dê prioridade em busca da grandeza e do crescimento do Volta Redonda… Dentro e fora de campo.
Contratação
A diretoria do Volta Redonda anunciou a contratação em definitivo do atacante Fellipinho, um dos poucos a mostrar qualidades. O contrato vai até o final de 2028, mas o jogador foi emprestado ao Londrina até o fim da Série B do Brasileiro, devendo retornar ao término da competição. A diretoria não informou quanto vai receber pelo empréstimo ao Londrina. Será que foi tão alto assim? Ou tão pequeno que mereça o suspense?
História
Essa foi do goleiro Mazaropi (Dadão, para os alemparaibanos): Em 1964/65, jogávamos no time de garotos do Palmeirinhas, da Praça da Bandeira. Os jogos eram realizados num areal, que o Rio Paraíba deixava após enchentes. Tinha até presidente (Nelsinho Mafra) e como técnico, o Antônio José (o Pilha). O Dadão (Mazzaropi) jogava como quarto zagueiro, mas era grosso. Porém, após os jogos, à noite, ele passava mal. Não me lembro do quê. Certo dia, a dona Néia, mãe dele, chamou todo o time e mandou essa: “O Geraldinho agora só vai jogar no gol. Porque na linha ele corre muito, e de noite passa mal. Eu sei o que ele passa. Se jogar na linha, ele não vai mais”, ameaçou. Foi aí que surgiu o goleiro Mazzaropi, que logo depois foi para o Vasco (em 1970). Lembro que, em 1976, Mazzaropi pegou um pênalti cobrado pelo Tita, dando ao Vasco o título de campeão da Taça Guanabara. No final da partida, ele pegou a bola, beijou-a e a elevou-a ao céu, agradecendo a Deus e à sua mãe, que descobriu a sua verdadeira posição e que havia falecido. Mazzaropi hoje é comentarista da Grêmio Rádio Umbro de Porto Alegre.
Reforço
O zagueiro Gabriel Pereira é um dos novos contratados do Vasco da Gama. O jogador é cria da base do Volta Redonda, foi vendido para o futebol português e estava jogando no Copenhague, na Dinamarca. Vem por empréstimo, com obrigação de compra se conseguir bater a meta de atuar por 45 minutos em 60% das partidas durante sua estadia na cidade do aço.
Novo treinador
O Barra Mansa contratou um novo treinador, o Helder Bruno. A estreia está marcada para a próxima segunda-feira, contra o Sete de Abril, no Leão do Sul. Ele entende que o atual elenco é ‘muito bom’, mesmo formado por jovens valores da região. Boa sorte…
Bola fora
Para a violência entre os jogadores dos grandes clubes na Copa do Brasil. Nem as novas regras conseguem parar os brigões, que, a qualquer esbarrão, revidam, gerando confusões. Mudaram a regra, mas não as cabeças dos jogadores, que parecem mais artistas de cinema, e até dos árbitros.
Bola dentro
Para a briga, no bom sentido, entre Palmeiras e Flamengo pela liderança do Campeonato Brasileiro. Uma gangorra cheia de emoções, que tem proporcionado bons jogos. Hoje, os dois são os clubes a serem batidos. Tá valendo!
Varandão da Saudade
Esta é a seleção Conforme da Classe 1953 , em Barra Mansa. A foto é de 1971.

Em pé, da esquerda para a direita: Tenente, Cabo Bandeira, Sobrinho, Quadra, Cabo Oliveira Santos, Edir, Valcir e Casimiro. Agachados: Jacaré, De Paula, Waguinho, Boneco, Waguinho, Café, Wilson e Nelsinho.
Como será o amanhã?

