O vereador Vander Temponi (PTB), que está em seu primeiro mandato, foi afastado do cargo por 180 dias, por determinação do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Ele e os servidores Celso Diniz de Souza, Luciana Delgado Cordeiro e Ana Luiza Sandin de Carvalho passaram a ser réus no processo que apura a prática de crimes conhecidos como “rachadinha” e por usurpação de funções públicas por pessoas estranhas à administração, bem como, ainda, de “lavagem” do produto criminoso obtido. As informações foram publicadas pelo colunista Ancelmo Gois, do O Globo.
Entre os indícios apresentados no processo, a entrega pessoal de valores em espécie, a realização de transferências financeiras pelo sistema bancário em favor do próprio vereador, além de transferências financeiras para empresa familiar que apresenta a esposa do parlamentar como sócia. Há também transferências financeiras em nome da filha do vereador e destinação do dinheiro a terceiros com quem o vereador mantinha compromissos financeiros.
O Ministério Público, ao apresentar a denúncia agora aceita pela Justiça, pediu a prisão preventiva do vereador, mas o magistrado optou por decretar medidas cautelares: comparecimento periódico em juízo, a cada dois meses, sempre entre os dias 1º e 10; proibição de manter contato (virtual, telefônico, por correspondência, pessoal ou por interposta pessoa) com testemunhas e demais pessoas que de alguma forma estejam envolvidas nos fatos; proibição de ausentar-se da Comarca por prazo superior a cinco dias; impossibilidade de entrada e permanência em dependências dos Poderes Executivo e Legislativo de Volta Redonda e do Estado do Rio; e proibição de assunção, posse ou nomeação a qualquer cargo público nas esferas municipal, estadual e federal.
Mais detalhes na próxima edição do aQui, que circulará no sábado, 1° de julho.

