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“Insustentável”

Rodrigo Drable defende reforma da previdência municipal para que Barra Mansa tenha futuro

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O prefeito Rodrigo Drable é um otimista por natureza e, em entrevista exclusiva ao aQui, enumerou uma série de obras que estão sendo iniciadas e que envolvem dezenas de milhões de reais, obtidos graças a emendas apresentadas por deputados ligados a ele.
Uma delas, a do asfaltamento da Colônia Santo Antônio até a entrada da Vila Elmira, com a reprogramação viária do centro da cidade, será, diz ele, a de maior impacto no dia a dia da população de Barra Mansa. “A obra está orçada em R$ 77 milhões”, completou.
Apesar do otimismo, Drable é realista. Prevê dias difíceis para quem estiver comandando a prefeitura de Barra Mansa até o ano de 2034. “Se nada for feito nos próximos 12 anos, em 2034 a prefeitura não terá dinheiro suficiente sequer para pagar a sua folha de pagamento”, sentenciou. A solução, segundo o prefeito, passa por uma reforma da previdência.
Veja abaixo a íntegra da entrevista exclusiva concedida por Rodrigo Drable ao jornal aQui, em que ele aborda a proposta de concessão de um abono aos funcionários públicos de Barra Mansa. Se for aprovada pelos vereadores, a partir de agora nenhum servidor terá remuneração inferior a R$ 1.800.

aQui: A prefeitura de Barra Mansa encaminhou à Câmara um projeto de lei criando um abono especial para os seus funcionários. Se for aprovado pelos vereadores, quais serão os efeitos na remuneração do funcionário?
Rodrigo Drable: Na prática, ninguém terá remuneração bruta inferior a R$ 1.800,00. A intenção é amenizar as dificuldades financeiras sofridas pelos nossos funcionários que recebem os menores salários. Nosso desejo é dar um aumento linear que alcance a todos, mas a situação financeira não nos permite fazê-lo no momento, assim a decisão é de alcançar aqueles que têm os menores rendimentos.

aQui: Com tantas obras grandes sendo executadas na cidade, a situação financeira ainda é ruim?
Drable: Sim. Esse ano a previsão de gastos com a previdência é da ordem de R$ 134.000.000,00; temos um parcelamento de precatórios (dívidas de governos anteriores) de R$ 20.000.000,00, e apenas uma execução em um processo do último prefeito no valor de R$ 47.000.
000,00. Imagine que, só esse ano: Previdência e mais dívidas anteriores vão custar para a cidade mais de R$ 200 milhões. Imagine o que poderíamos fazer se a previdência fosse saudável e se não tivéssemos que pagar as dívidas que nos foram deixadas. Tem mais. As grandes obras são fruto de muito planejamento e captação de recursos externos, principalmente recursos do governo do Estado aportados pelo governador Cláudio Castro.

aQui: O senhor vislumbra alguma solução para o problema financeiro? O que está sendo feito?
Drable: Primeiro precisamos aumentar a receita da cidade, através de desenvolvimento industrial, geração de emprego e renda. Nesse sentido temos dedicado muito esforço para o desenvolvimento das leis de incentivo, já aprovadas na Alerj, que permitirão a instalação de empresas no condomínio industrial. Vale registrar que os primeiros 27 lotes industriais já têm seus pretendentes, e a CODIN – Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado, já está planejando a expansão do parque. Além disso, é fundamental uma reforma previdenciária. Não há cabimento alguém aposentar com um salário sobre o qual não fez recolhimentos. Temos casos em que operador de máquina aposenta com mais de R$15.000,00, contudo, além de não ter tido o recolhimento previdenciário correspondente, o fundo da previdência só tem recursos que nosso Governo recolheu, pois nunca havia sido feito em outros Governos. Parece absurdo, mas em 2034 a despesa com a folha dos ativos mais a dos aposentados vai custar 120% de todos os recursos da cidade. Isso quer dizer que, em 12 anos, se a prefeitura não fizer nada, todo o seu dinheiro não será suficiente sequer para pagar a folha. Minha proposta aos funcionários com os quais me reuni, é que seja formada uma comissão de funcionários, com todo o suporte que precisarem, e que eles próprios façam um estudo e projeto, dentro da legalidade e da capacidade financeira do município. Não tem como ser mais democrático, transparente e participativo. Bater panela na esquina não resolve o problema da categoria. Tem que ter responsabilidade e seriedade para resolver um problema que vai comprometer o futuro dos funcionários.

aQui: É verdade que a prefeitura de Barra Mansa pretende construir um novo hospital?
Drable: Estamos com um projeto em nível muito avançado, para aquisição de um espaço que nos permitirá construir o Hospital dos Olhos e preparar a estrutura para termos um Hospital Ortopédico na cidade. Recurso reservado, e temos que agradecer novamente ao governador, ao presidente da Alerj, André Ceciliano, ao deputado Dr. Luisinho e ao Marcelo Cabeleireiro.

aQui: E as obras de remodelagem do centro da cidade?
Drable: O projeto está pronto e aprovado, contempla asfaltamento desde a Colônia até a entrada da Vila Elmira, além da reprogramação viária do centro da cidade. Será o projeto de maior impacto no dia-a-dia de Barra Mansa. Obra está orçada em R$ 77 milhões. Também temos o projeto, que já está pronto, de reurbanização do Córrego das Laranjeiras, Rua Pinheirinho e Ipanema na Vista Alegre, que vai usar R$ 65 milhões de verbas conquistadas pelo deputado estadual, Leo Vieira. Também tamos o asfaltamento do Boa Vista II, São Judas e Piteiras, da ordem de R$ 20 milhões, obtidos pelo deputado Max Lemos. E estamos finalizando o Projeto do Novo Parque da Cidade, orçado em R$ 83milhoes, além de outros projetos que estão sendo finalizados. Tem muita coisa vindo por aí. Como nunca antes na história!

O projeto de lei enviado por Rodrigo à apreciação dos vereadores prevê que as despesas com o abono ao funcionalismo sejam custeadas pelos cofres públicos, sobre o orçamento vigente. A medida pretende beneficiar quem tem menor rendimento e entrará em vigor a parBr de sua publicação, se for aprovada pelo LegislaBvo. Ao apresentar a ideia, Drable explicou por que decidiu pela graBficação, em vez do reajuste. “Se eu fizer a revisão de 2% do salário-base, não muda a vida de ninguém, principalmente dos que recebem menos, pois reajuste tem que ser para todos. Só que isso custa R$5 milhões ao ano para a prefeitura. Com todo o respeito aos que ganham mais, eu vou olhar neste momento para os que ganham menos, que estão realmente passando aperto e até necessidade, pois podemos fazer a diferença na vida deles. Temos 800 funcionários que recebem menos de R$1.400,00 bruto/mês. Vamos dar gratificação para que todos, no bruto, aBnjam o mínimo de R$1.800,00 por mês”, explicou, lembrando que não há descontos sobre gratificações.

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