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IA e redes sociais

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Campanha começa amanhã, domingo, 16, com novas regras para…


A campanha eleitoral começa oficialmente amanhã, domingo, 16, e leva a disputa pelo voto definitivamente para as ruas e, sobretudo, para as telas dos celulares. A partir da data, os candidatos poderão fazer propaganda eleitoral e pedir votos de forma explícita. Em 2026, porém, o início da campanha ocorre em um ambiente digital ainda mais complexo, marcado pelo avanço da inteligência artificial e pela facilidade de produzir e disseminar conteúdos manipulados.

Vídeos criados ou alterados por IA, clonagem de voz, imagens sintéticas, deepfakes, impulsionamento de publicações e participação de influenciadores colocam candidatos, partidos e equipes de comunicação diante de limites que precisam ser observados durante a corrida eleitoral.

A tecnologia pode ser usada na campanha, mas não sem regras. A Justiça Eleitoral estabelece, por exemplo, exigências para a utilização de conteúdos produzidos ou significativamente modificados por inteligência artificial e mantém restrições ao uso de deepfakes. O objetivo é evitar que recursos tecnológicos sejam utilizados para enganar o eleitor ou distorcer fatos durante a disputa.

Para a advogada especialista em Direito Eleitoral Júlia Matos (foto), a velocidade com que um conteúdo circula nas redes aumenta a necessidade de cautela. “Uma publicação pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos e produzir efeitos antes mesmo que uma eventual irregularidade seja identificada. A inteligência artificial amplia as possibilidades de comunicação das campanhas, mas também exige responsabilidade. Candidatos e equipes precisam conhecer os limites, porque uma estratégia pensada para gerar engajamento pode acabar produzindo consequências na Justiça Eleitoral”, explica.

Os cuidados não se limitam às campanhas oficiais. A participação de influenciadores, apoiadores e eleitores também ganha relevância em um cenário no qual uma publicação pode atingir grandes audiências. Conteúdos falsos ou manipulados, ataques a adversários, publicidade paga e determinadas formas de impulsionamento estão entre as situações que podem provocar questionamentos durante o período eleitoral.

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