‘Guerra de foice’

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Oposição a Odair ainda tenta participar das eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos

O Acordo Coletivo de Trabalho dos operários da CSN esconde uma guerra nos bastidores do meio sindical, que é a briga pelo controle do Sindicato dos Metalúrgicos, cuja eleição da diretoria deverá ocorrer em julho ou agosto. Pelo que o aQui apurou, até o momento, a eleição do órgão, comandado por Odair Mariano, deverá ocorrer em chapa única, formada por integrantes da atual diretoria. “A oposição perdeu o prazo para inscrever a sua chapa”, dispara uma fonte, referindo-se ao edital de eleição. “Outros pretensos candidatos buscam na justiça a abertura de um novo prazo para a inscrição de novas chapas”, alerta.

Se a Justiça conceder um novo prazo para a inscrição de outras chapas – o que é uma possibilidade bem remota – a disputa pelo poder sindical promete ser intensa. Há quem garanta que poderiam entrar no páreo candidatos como Felipe Abílio, na ativa, e Carlos Molequinho, ex-empregado da CSN.

O problema, pelo que o aQui apurou, é que os dois já são conhecidos no meio. No caso de Felipe Abílio, o que se comenta é de sua possível ligação com o presidente do Sindicato Metabase de Congonhas, que tem uma postura de enfrentamento com a CSN, mas que na prática nunca conquistou nada diferenciado do AC de Volta Redonda. Tem mais. Abílio teria manifestado que seu sonho seria alcançar cargos políticos, como fez Juarez Antunes, no passado. E poderia usar o sindicato como trampolim.

Quanto a Carlos Molequinho, ex-empregado da CSN, ele é citado como um dos principais integrantes da antiga diretoria do Sindicato, na administração Silvio Campos, que ficou mais de 20 anos no poder. Detalhe: foi candidato a vereador e obteve apenas cerca de 100 votos.

O atual presidente, Odair Mariano, por sua vez, tem contra si o desgaste natural do cargo e a pouca influência junto às instituições públicas em níveis municipal e estadual. Ou seja, a ‘guerra de foice’ não interessa ao trabalhador. “O que ele quer é receber o pagamento do acordo coletivo. O resto é consequência”, dispara a fonte, que deixa no ar uma dúvida: “A disputa, se houver, será mais política ou em prol dos trabalhadores?”. A conferir.