Grampos

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ACORDO (I) – A atual diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos vai pedir, vejam só, um reajuste salarial da ordem de 20% a 22%. Ou seja, vai fazer o mesmo que Perrut, Silvio & Cia fizeram ao longo dos últimos anos e que nunca conseguiram nas negociações com Benjamin Steinbruch. No ano passado, por exemplo, com direito a ameaças e protestos, o reajuste foi de 12% para quem ganhava até R$ 5 mil e de 10% para quem ganhava acima disso.

ACORDO (II) – A novidade para o acordo coletivo 2023 é que alguns sindicatos prometem participar das negociações ao lado de Edimar & Tarcísio. É o caso do Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda, Metabase de Congonhas-MG, Vigilantes de Volta Redonda e Portuários do Rio. Vai ser curioso ver peão defendendo engenheiro e vice-versa, engenheiro defendendo segurança etc.

ACORDO (III) – Outra situação esdrúxula será, certamente, o operário de Volta Redonda reivindicar plano de saúde com cobertura nacional, que os operários de fora já têm. Tem mais. Edimar & Tarcísio vão exigir a readmissão de todos os demitidos da CSN na cidade do aço. Problema que os de fora não enfrentam.

ACORDO (IV) – Voltando a questão do reajuste salarial, a turma de Edmar acha que a CSN vai mesmo conceder 22% de reajuste, enquanto o INPC (que regula os salários) está em 7,42%. Parece aquela velha máxima: vou pedir 30 para ganhar 10. Só que com a CSN isto não cola.

ACORDO (V) – Outro item da pauta do Sindicato
é o cartão-alimentação. A pedida é para que o benefício seja reajustado para mil reais e estendido aos trabalhadores que estão licenciados no INSS. Atualmente, só os da ativa têm direito ao cartão.

ACORDO (VI) – Em se tratando da PLR, Edimar e cia querem um percentual de 10% sobre o Ebitda ajustado, para trabalhadores demitidos em 2022 e os da ativa. Detalhe: a PLR é um benefício citado na CLT, mas as empresas não são obrigadas a pagá-lo

SEM DEFESA – Tarcísio Xavier, que divide o comando do Sindicato dos Metalúrgicos com Edimar Miguel, não seria mais o advogado dos 9 trabalhadores demitidos pela CSN em abril de 2022. Tudo indica que, agora, ele só defende três deles: Odair, José Marcos e Felipe Abilio. Os dois primeiros são da diretoria do Sindicato. Felipe é o único que não compôs a chapa de Edimar. Será que brigou com os demais?

AGRAVO – Os nove demitidos da CSN entraram com um agravo regimental contra a decisão corrigenda que favoreceu a siderúrgica e impediu a reintegração do grupo à UPV. O agravo ainda não tem data para julgamento.

BASE (I) – A polêmica participação do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense em cidades não abrangidas pelo órgão, revelada pelo aQui com exclusividade quando os sindicalistas liderados por Edimar Miguel se reuniram com os operários demitidos da Stellantis (Peugeot- Citroen), está rendendo intensa movimentação nos bastidores do meio sindical. Edimar, por exemplo, estaria correndo
para legalizar uma extensão territorial do sindicato para Porto Real e outras cidades onde não pode atuar.

BASE (II) – Só que os sindicalistas de oposição a Edimar & Tarcísio, que não são bobos, estão se movimentando para criar um sindicato próprio para cada uma das cidades onde a atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos não tem poderes, como Porto Real, sede da Stellantis e da GalvaSud, do grupo CSN.

CLUBINHO – O fim da pendenga entre a CSN e o Clubinho do Laranjal, acerca da ação de reintegração de posse movida pela siderúrgica e que estava marcado para quarta, 22, não aconteceu. E ninguém mais sabe dizer quando ocorrerá. É que, pelo que o aQui apurou, na hora do julgamento, a relatora do caso, depois de ouvir os dois lados, teria levantado a hipótese de apreciar naquele momento também a ação de usucapião que o clube move contra a empresa. Como não houve unanimidade dos presentes sobre a questão, o caso da reintegração, inexplicavelmente, foi deixado de lado. Tem mais. Sem data para voltar a ser apreciado. Sorte dos associados, que terão mais tempo para usufruir do clube.

HISTÓRIA – A plataforma da Globoplay apresenta a partir de quinta, 29, uma série sobre o casal Colombo Vieira de Souza Junior e Jessie Jane Vieira de Souza, militantes contra a ditadura militar. Eles tentaram sequestrar um avião no Rio com o objetivo de trocar reféns por presos políticos, mas acabaram atrás das grades. “Jessie & Colombo”, em quatro episódios, tem direção de Susanna Lira. Para quem não sabe, Colombo foi assessor de Juarez Antunes, ex- presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda.