Foi bom!

Poucos dias antes de a CSN divulgar seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2019 – que, por sinal, foi excelente –, os metalúrgicos aprovaram a proposta da empresa para a renovação do acordo coletivo 2019/2020. Foram 5.027 votos favoráveis ao reajuste de 5,07 % (INPC) nos salários, no auxílio-creche e também no cartão-alimentação. A proposta foi aprovada com mais de 75% de aceitação e contemplou, ainda, duas cargas extras no cartão no valor de R$ 230,00, uma paga ontem, sexta, 2, e outra a ser paga em 13 de dezembro. O resultado da votação, realizada na noite de segunda, 29, foi apresentado oficialmente à CSN e o acordo coletivo 2019/2020, assinado.
O reajuste nos salários será creditado no final deste mês (previsto para 31 de agosto) e irá retroagir a maio, mês da data-base dos metalúrgicos. O cartão-alimentação passou a ser de R$ 400,00 com a participação de 5% do trabalhador e o auxílio-creche pulou para R$ 580,00. Os demais itens da pauta de reivindicações foram mantidos, dentre eles as regras de pagamento de horas extras, horas noturna, cesta de Natal, kit de material escolar, distribuição de brinquedos para os filhos (de funcionários) menores de 10 anos, seguro-saúde, etc.
O resultado da votação – que aconteceu tanto na UPV quanto na CSN Porto Real (antiga GalvaSud) – foi o seguinte: 6564 votantes, sendo 5027 votos favoráveis; 1.509 contrários; 16 brancos e 12 nulos.
Resultados
Estrategicamente, a CSN apresentou sua proposta de renovação do acordo coletivo dias antes de divulgar seu resultado financeiro obtido no período de abril a junho de 2019. A estratégia funcionou. A empresa ofereceu proposta na quinta, 25, pediu para que fosse votada na segunda, 29, e apresentou seu balanço financeiro na terça, 30. O balanço foi muito positivo, com alta de 59% no lucro do segundo trimestre. A CSN obteve um lucro líquido de R$ 1,894 bilhão no segundo trimestre de 2019. O bom resultado foi apoiado no aumento de 25% nas vendas de minério de ferro e na redução das despesas financeiras. Apesar do aumento na comercialização do minério, a empresa registrou queda de 12% nas vendas de aço, em comparação ao segundo trimestre de 2018. O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 2,38 bilhões, indicando uma expansão anual de 68%. No comparativo ao mesmo período do ano passado, o Ebitda teve uma queda de 21%.
Sobre a dívida líquida da CSN, a empresa terminou junho com uma redução de 3,65 vezes ante 5,34 registrados no final do primeiro trimestre de 2018. Os índices não levaram em consideração o segundo acordo de pré-venda de minério de ferro com a Glencore, assinado em julho. Se tivesse sido contabilizado, a alavancagem da dívida cairia para 3,52 vezes. As informações foram divulgadas pela CSN na terça, 30, depois do fechamento do mercado.

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