Foco na escória

Pátio de escórias da CSN volta a sofrer fiscalização ambiental

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Pollyanna Xavier

As fortes chuvas que atingiram Volta Redonda podem ter provocado um processo de lixiviação (quando a infiltração da água dissolve a estrutura e transporta os resíduos para o rio) no pátio de escórias da CSN na Brasilândia. Para checar se a denúncia tinha fundamento, representantes de órgãos ambientais do Estado – Inea, Polícia Ambiental e Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj – realizaram uma fiscalização no local. A ação aconteceu na quinta, 27, mas os detalhes não foram divulgados à imprensa.
Sem dar os detalhes técnicos da vistoria, o grupo de fiscais falou da necessidade de recuo e diminuição das pilhas de escórias, algumas com até 20m de altura, já que estariam próximas das águas do Rio Paraíba. Na próxima semana, eles prometem encaminhar um relatório aos ministérios públicos, aos órgãos de fiscalização ambiental, à própria CSN e à Harsco – empresa terceirizada que administra o pátio de escórias – com os detalhes do que encontraram.
Em nota, a CSN confirmou a presença dos fiscais no pátio de escórias da Brasilândia e disse que apresentou a Licença Ambiental do local. “Foi explicado o processo de beneficiamento do material, que segue todas as normas ambientais pertinentes, conforme licença ambiental válida, e esclarecido que o mesmo não é perigoso, conforme classificação da ABNT, e não representa qualquer risco ao meio ambiente ou à saúde”, diz um trecho da nota.
A CSN explicou ainda que “todos os estudos realizados por empresas independentes, tanto de avaliação ambiental (solo, águas subterrâneas, águas superficiais, dispersão atmosférica e qualidade do ar), quanto de engenharia geotécnica, atestam não apenas a estabilidade das pilhas, como também a ausência de quaisquer violações aos limites legais referentes à qualidade do ar ou emissão de ruídos nas áreas próximas ao local, além da ausência de riscos ou impactos ambientais junto às comunidades próximas”, concluiu.