Casa Editorias Especial “Ele tem futuro”

“Ele tem futuro”

Neto fala sobre resultados das eleições e lamenta que Deley não tenha sido eleito; quanto a Munir, ele foi categórico.

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Depois de passar alguns dias de férias trabalhando pela eleição de Munir e Deley, candidatos do Palácio 17 de Julho, o prefeito Neto, já de volta ao batente, concedeu uma entrevista exclusiva ao aQui sobre os resultados das eleições. Comemorou a vitória de Munir, seu irmão, para a Alerj e lamentou a votação de Deley, que, apesar de bem-votado, não se elegeu para a Câmara. “Foi uma eleição atípica”, disparou.
Segundo Neto, o futuro deputado estadual Munir Francisco vai surpreender na Assembleia Legislativa. “Ele fará um mandato histórico”, sentenciou, preferindo, entretanto, não abordar se o irmão seria o seu sucessor nas próximas eleições. Mas vejam como o prefeito encerrou a sua entrevista ao aQui: “Acredito que ele (Munir, grifo nosso) tenha um futuro muito promissor na política”.
Veja abaixo a íntegra da entrevista concedida por Neto:

aQui: Como o senhor analisa os resultados das eleições para deputado estadual e federal?
Antônio Francisco Neto: Conseguimos eleger um bom número de deputados estaduais da região, que estará bem representada na Alerj. Ainda que cada um deles tenha suas particularidades, esperamos que nas questões fundamentais para o desenvolvimento regional estejam todos coesos. Infelizmente, por outro lado, perdemos representatividade na Câmara dos Deputados. Salvo algum candidato, que ficou na suplência, ser chamado, não temos ninguém e isso é muito ruim. Falando especificamente de Volta Redonda, tínhamos excelentes opções, como Deley e o Furtado. Por sorte, temos bons amigos no Congresso, como por exemplo o Doutor Luizinho, que se reelegeu e sempre foi um excelente defensor de Volta Redonda.

aQui: O senhor esperava a votação de Munir? Chegou a temer pelo pior, tanto que teria decidido entrar em campo para viabilizar a campanha do irmão e ainda a do Deley?
Neto: Quem me acompanha sabe que sempre falei que o Munir teria entre 30 e 35 mil votos. Trabalhamos para isso e conseguimos, pois sabíamos que o compromisso pela reconstrução de Volta Redonda ia falar mais alto entre a população. Nós vivemos uma tragédia na gestão passada e as pessoas sabem que estamos trabalhando ainda para recolocar as coisas no eixo. Toda ajuda, neste sentido, é bem-vinda. O Munir tem um belo histórico de trabalho pela cidade, pela população mais carente de Volta Redonda. Isso foi reconhecido.

aQui: O que pode ter atrapalhado a votação de Deley? Teria sido a candidatura de Neném? A postura do União Brasil ao lançar quatro candidatos à Câmara?
Neto: Foi novamente uma eleição atípica, bastando ver a votação de todos os candidatos da cidade. O candidato mais votado, que foi o Furtado (que só mora em Volta Redonda, grifo nosso), teve mil votos a mais que o Deley, segundo colocado, E nenhum dos dois entrou.
aQui: O que esperar do Munir na Alerj?
Neto: Acredito muito que ele vai fazer um mandato histórico, voltado para atender quem mais precisa em nossa região e com forte apelo na reconstrução de Volta Redonda. O Munir é trabalhador, muito honesto e ama nossa cidade. São ingredientes que juntos formam as condições para um mandato histórico.

aQui: A eleição de seis deputados estaduais pode ajudar Volta Redonda? O senhor se dá bem com todos os futuros deputados da região?
Neto: Tenho e terei boa relação com todos aqueles que queiram trabalhar pelo bem de Volta Redonda, que não deixem questões pessoais e vaidades se colocarem à frente dos interesses da cidade. Na campanha fui muito justo com todos aqueles que nos ajudaram nesta primeira metade do mandato e não será diferente agora.

aQui: Às vésperas da eleição, o senhor deixou o União Brasil; o que o levou a tomar tal decisão? Para onde vai?
Neto: Após a fusão que deu origem ao União Brasil, a legenda foi mudando de comando sem que os prefeitos fossem consultados. Respeito muito todos que estão lá, mas vou procurar um outro caminho. Eu sempre digo que meu partido é Volta Redonda, então estou no melhor partido.

aQui: Em Volta Redonda, Bolsonaro obteve 81.346 (47.14%) votos contra 76.843 (44,54%) dados a Lula. Como o senhor analisa a postura dos eleitores da cidade?
Neto: Dividida como em todo o país, polarizada.

aQui: O Cláudio Castro recebeu 89.868 (58,77%) dos votos válidos em Volta Redonda, seguido por Marcelo Freixo, que teve 48.564 (31,76%) votos. Como o senhor analisa a postura dos eleitores da cidade?
Neto: Com todo respeito ao Freixo e aos eleitores dele, a maioria entendeu quem realmente nos ajudou e quem teria mais capacidade de seguir nos ajudando. O Claudio Castro é o governador que mais ajudou Volta Redonda em toda nossa história. E com um detalhe: conseguiu isso em menos de dois anos de mandato. Gratidão não prescreve e o povo de Volta Redonda entendeu bem isso. Essa parceria vai continuar e tem muita coisa boa para sair.

aQui: O senhor não chegou a fazer campanha para presidente. Agora, no segundo turno, vai tomar partido? A favor de quem? Justifique.
Neto: Estamos avaliando isso, pois já há muita divisão e muita animosidade.
aQui: Pensando em 2024 e vendo os resultados das eleições, quem o senhor entende que estaria habilitado a pensar em se candidatar contra o senhor? O Jari? Tutuca?
Neto: Não penso nisso ainda, mas vivemos num país democrático e qualquer pessoa pode ser candidata.

aQui: Com a eleição, o Munir se habilita a ser o seu sucessor?
Neto: O Munir vai fazer um grande mandato de deputado. Tenho certeza que ele não vai decepcionar os votos que recebeu. Pelo contrário, tem tudo para ser o maior representante de Volta Redonda junto ao governo do estado. Acredito que ele tenha um futuro muito promissor na política.

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