Foto: Felipe Vieira
Drable diz que Furlani não é vendedor de ilusões
Nos últimos dias e por conta das eleições de 6 de outubro, o prefeito Rodrigo Drable tem andado muito atarefado. Age como se o dia tivesse 30 horas. Acorda cedo, por volta das 5 horas, e só para de madrugada. Tudo por dois motivos básicos: terminar bem o seu mandato, entregando o maior número possível de obras e, por tabela, eleger seu sucessor, de preferência, o vereador Luiz Furlani, candidato do PL. “Ele (Furlani) não vai vender ilusão”, pontuou, na entrevista exclusiva que concedeu ao aQui.
Drable foi além. Falou abertamente dos adversários que ele e Furlani terão de derrotar na eleição para a prefeitura de Barra Mansa. Sem papas na língua, como de costume, o prefeito abordou as alianças de Marcelo Cabeleireiro e Thiago Valério, com o intuito de mostrar aos eleitores que Furlani é o melhor caminho. “O desenvolvimento (de Barra Mansa) não pode ser interrompido por discurso de ódio dessa turma que esteve do meu lado quando foi conveniente pra eles”, sentencia.
Veja abaixo a íntegra da entrevista exclusiva de Rodrigo Drable ao aQui:
aQui: Faltando menos de dois meses para as eleições de 6 de outubro, como o senhor vê o quadro político em Barra Mansa?
Rodrigo Drable: Temos hoje três candidatos a prefeito. Os três estiveram comigo em algum momento. Thiago Valério foi eleito vereador em 2016 na minha coligação. Mas é um rapaz fraco, sem experiência política ou administrativa. Nunca administrou nada. Não tem relação política que seja suficiente para manter o desenvolvimento da cidade.
O (Marcelo) Cabeleireiro eu conheço bem, todo mundo sabe que foi deputado graças ao apoio que demos a ele. Mas foi um deputado fraco, sem relação com o Governador. Teve um mandado que não deixou legado. Na verdade, a relação dele era tão ruim com o Governo, que se você reparar, as obras do Estado na cidade, só aconteceram depois que ele deixou de ser deputado. Ele administra o Ilha Clube há 20 anos. Como era o Ilha de antigamente e como é o de hoje? Acabou com tudo, só tem agora uma academia e um estacionamento.
E, por último, eu tenho o (Luiz) Furlani, que foi o vereador mais votado em duas eleições, e foi meu secretário nos dois mandatos. Se preparou para continuar tocando a cidade. É preparado, inteligente, e tem boas relações. Além disso, vou estar ao lado dele em tudo o que ele precisar. O momento de desenvolvimento não pode ser interrompido por discurso de ódio dessa turma que esteve do meu lado quando foi conveniente pra eles.
aQui: O que o levou a escolher o vereador Luiz Furlani como candidato do seu governo? Rodrigo Drable: Ele se preparou. Ele entende a máquina. Sabe das limitações e não vai vender ilusão. Muita coisa só foi possível pois fizemos uma gestão enxuta, responsável e sem demagogia. E o compromisso que o Furlani assumiu foi o de manter o desenvolvimento.
aQui: Existiam outros interessados no seu apoio, não é? O que fizeram ou deixaram de fazer para que não os apoiasse? Rodrigo Drable: Falha moral
e incapacidade de gestão. Não vou escolher um sucessor que não tenha a mínima condição de tocar a cidade.
aQui: O senhor acredita em transferência de votos? Acredita, por exemplo, que Castro, Lula ou Bolsonaro poderão ajudar seus candidatos nas eleições municipais? Como? Rodrigo Drable: Acredito que Lula e Bolsonaro sim, influenciam o eleitor. Acredito que exista o voto de exclusão por linha política. Por exemplo: Thiago Valério é o candidato do PT da Inês Pandeló, escolheu como vice o diretor do Hospital da Mulher do tempo do Jonas (Marins), e o Marcelo está com toda a equipe do Jonas Marins. Acho que esses apoios são limitadores. Quando as pessoas analisarem os grupos políticos e o perfil de quem está por trás, muita coisa muda.
aQui: E o senhor acredita que poderá transferir votos para Furlani? Por quê?
Rodrigo Drable: Furlani tem o meu voto. Só respondo pelo meu voto. Mas se as pessoas quiserem que a cidade se mantenha com o volume de investimentos e oportunidades, elas escolhem o Furlani. Se quiserem alguém que traga a Inês de volta, o nome é Thiago. Se a opção for a turma do Jonas Marins, vota no Marcelo.
aQui: A oposição diz que seu governo não teria apoio da classe médica e mesmo empresarial de Barra Mansa. Como o senhor analisa essa versão? Rodrigo Drable: Olha a Santa Casa de ontem e a de hoje. Todas as unidades de saúde funcionando, informatizadas, com o maior volume de cirurgias da história e sendo polo para atendimento de 29 cidades. Estamos inaugurando um hospital dos olhos e já iniciamos as obras do Hospital Veterinário. Será que a classe médica é contra isso? Contra o volume de atendimentos que colocamos na cidade? Ou será que a classe empresarial seria contra o Condomínio Industrial, a reformulação do centro da cidade com a conclusão do Pátio de Manobras?
aQui: Como o senhor já adiantou ao aQui que vai ser candidato a deputado federal em 2026, a dúvida que fica é: o senhor vai fazer parte do governo Furlani caso ele vença as eleições? Rodrigo Drable: Eu sou um apaixonado por Barra Mansa e farei tudo o que puder para servir ao Furlani e a Barra Mansa! Mas não penso em ter cargo no governo não.
aQui: Caso não pense em trabalhar com Furlani, se ele vencer a eleição, o que o senhor fará de 2024 a 2026? Rodrigo Drable: Já recebi alguns convites. Acho que não fico desempregado.

