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Protesto contra a CSN em Minas Gerais termina na Delegacia de Polícia

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A campanha salarial unificada dos trabalhadores da CSN pode trazer muito mais prejuízo do que benefício aos metalúrgicos. Na semana passada, por exemplo, depois que a empresa avisou que estava disposta a negociar a pauta, desde que ela fosse desmem- brada, o sindicato reagiu com manifestações nas entradas da UPV. Pior, quando soube que o pessoal da Construção Civil deu início ao acordo coletivo dos trabalhadores da CSN Cimentos, diretores do Sindicato dos Metalúrgicos criticaram e consideraram a negociação individual uma ‘falta de respeito com o trabalhador’. Em áudios que circularam nos grupos de WhatsApp, existem mensagens criticando a atitude da diretoria da Construção Civil. “O mínimo que eles podiam ter feito era procurar o nosso sindicato, reconhecendo que pertencem à mesma base, à mesma luta, e dizendo que iriam incorporar à campanha unificada. Era isto que deveriam ter feito. É uma vergonha o que fizeram, uma falta de respeito com os trabalhadores”, reclamou um deles, como se estivesse falando em nome de toda a diretoria. “É lamentável deparar com uma situação dessa”, acrescentou outro. A revolta é porque Zeomar Tessaro, presidente eleito do Sindicato da Construção Civil, não quis aderir à pauta única, como se fosse obrigado. Preferiu abrir sozinho a negociação da CSN Cimentos e deve ter novidades já para os próximos dias.
Em Minas Gerais, o Sindicato Metabase, que defende os trabalhadores da CSN Mineração em parceria com o dos Metalúrgicos, radicalizou. Só que a manifestação na porta da empresa terminou em violência, o que levou a CSN a ajuizar uma ação de interdito proibitório, para preservar a integridade tanto de seus funcionários quanto do seu patrimônio. Em documentos a que o aQui teve acesso, constam detalhes da manifestação realizada pelo Metabase nas entradas da Namisa. Foi na segunda, 8, e deixou um trabalhador ferido. Detalhe: Edimar Miguel, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda, era um dos manifestantes. “Houve um violento piquete, inclusive com utilização de bombas de fabricação caseira e detonação de artefatos no maciço da Barragem B4 (…) um colaborador da empresa foi atingido por uma pedra arremessada pelos sindicalistas e outro funcionário teve que ser encaminhado para cuidados médicos; os colaboradores que tentaram furar o bloqueio para trabalhar foram ameaçados pelos sindicalistas”, informou o documento entregue à Justiça.
Tem mais. Os ônibus que transportam os empregados da mineradora teriam sido abordados pelos sindicalistas e impedidos de entrar pelos portões da CSN, provocando congestionamento e colocando em risco a segurança dos usuários da via. “Quem não aderiu ao movimento e que se encontrava dentro dos ônibus foi impedido de exercer o direito de ir e vir”. Pior. Os sindicalistas do Metabase teriam ignorado as formalidades relativas às negociações coletivas e deflagrado o movimento grevista sem o aviso prévio exigido por lei.
A violência foi registrada pela CSN Mineração na delegacia de Polícia de Congonhas. Fotos e o boletim médico do colaborador ferido foram anexados ao registro de ocorrência, e uma investigação foi iniciada contra o Metabase. No registro consta ainda a informação de que o socorro médico ao trabalhador machucado demorou porque a ambulância teria sido impedida, pelos manifestantes, de chegar ao local do piquete.
Ao aQui, uma fonte ligada à diretoria da CSN demonstrou preocupação quanto aos rumos da campanha salarial 2023, tanto de Minas quanto de Volta Redonda, devido à radicalização dos sindicatos. Para ela, as manifestações do passado, com greves memoráveis e embates violentos, não cabem mais no presente. “O trabalhador quer os direitos defendidos no diálogo, e não na violência. E o que essa atual diretoria quer é ressuscitar os movimentos antigos, partindo para a agressão. Com a CSN, não vão conseguir nada”, avisou.
A fonte lembrou que a CSN oficializou, na quarta, 10, um pedido a Edimar Miguel para que o Sindicato dos Metalúrgicos encaminhe a sua pauta de reivindicações relativa apenas aos operários de Volta Redonda, a fim de darem início às negociações do ACT. O ofício foi assinado pela gerente de Gente e Gestão da Companhia, Ana Paula Gonçalves. Este é o segundo documento do tipo encaminhado pela CSN ao Sindicato. O primeiro foi no final de abril. Em ambos, a empresa reforça a importância de o Sindicato reconhecer o limite da sua abrangência e respeitar a própria base territorial de representatividade. Ou seja, negocie por Volta Redonda e deixe Minas Gerais com os mineiros do Metabase.

Acesso livre
A Justiça do Trabalho acaba de conceder à CSN uma liminar contra o Sindicato dos Metalúrgicos, proibindo a realização de manifestações que bloqueiem as entradas da UPV. O interdito proibitório foi pedido pela Siderúrgica para evitar que aconteça em Volta Redon- da o que ocorreu em Congonhas (MG) na última quarta, 10, quando sindicalistas do Metabase Inconfidentes realizaram um piquete na porta da CSN Mineração, resultando em dois mineiros feridos. A decisão é do juiz da 1a Vara do Trabalho de Volta Redonda, Leandro Nascimento Soares, e não impede greves, mas proíbe a obstrução das vias e o acesso de trabalhadores à Usina. Em caso de desobediência, o Sindicato terá de pagar uma multa de R$3milpordiade descumprimento.

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